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Governo continuará as operações de busca dos três norte-americanos seqüestrados na Colômbia
15h14 - 28/02/2003





BOGOTÁ - Os EUA e a Colômbia responderam hoje o pedido das Farc de suspender as operações de resgate dos três cidadãos norte-americanos que estão em seu poder, pelo risco potencial de enfrentamentos diretos com tropas dos EUA.


O Comando Central das Farc havia responsabilizado a vida dos seqüestrados aos governos dos dois países, caso insistissem nas operações.


"Quem é responsável por eles são as Farc - eles os seqüestraram", disse o vice-presidente colombiano Francisco Santos.


O subsecretário de Estado dos EUA para os países andinos, Phil Chicola, confirmou que 49 militares do seu país estão na Colômbia para participar da busca e resgate dos seqüestrados. Dez deles pertencem às forças especiais de combate. Ele afirmou que as operações não serão interrompidas.


Os três cidadãos dos EUA foram seqüestrados quando sua aeronave de inteligência caiu num território controlado pelas Farc em 13 de fevereiro. Dois ocupantes do avião - um norte-americano e um colombiano - foram assassinados.


Ontem, as Farc reconheceram que capturaram os três norte-americanos e que pretende incluí-los numa lista de personalidades - entre elas a dirigente política Ingrid Betancourt - que será usada para a troca com guerrilheiros presos.


Segundo o analista Alfredo Rangel, o seqüestro marca uma nova etapa na radicalização do conflito colombiano. "E não há dúvida de que as Farc sabem disso, principalmente depois de terem descoberto a participação efetiva dos militares norte-americanos".


"As Farc têm buscado essa situação, inclusive com tentativas de atentado à embaixada dos Estados Unidos em Bogotá", completou. De acordo com Rangel, as Farc desejam que os EUA invadam a Colômbia, possibilidade para a qual têm se preparado há 40 anos. Os guerrilheiros acreditam que nessa situação os colombianos se uniriam para libertar o país.


Com esse cenário, Rangel acredita que a situação da Colômbia poderá se tornar a mesma das Filipinas, país que tem uma força militar permanente dos EUA e que eventualmente participa em combates.


"Ao contrário do que pensa as Farc, essa presença militar nunca provocou uma guerra de libertação nacional", diz Rangel. "Uma força externa onipresente só serve para administrar o conflito, mas não resolvê-lo".





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