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Prisão de Gratz agrada autoridades e políticos 15h43 - 28/02/2003
José Maria Batista
VITÓRIA - Os poderes públicos, igreja e segmentos da sociedade consideraram a decretação da prisão preventiva do ex-presidente da Assembléia Legislativa e deputado cassado José Carlos Gratz (PFL) como uma vitória da Justiça na luta contra a impunidade. O governador Paulo Hartung (PSB) disse que a prisão "foi mais um passo no sentido de organizar e moralizar a área pública no Espírito Santo". Ele considerou também que foi a comprovação de que os capixabas vivem um tempo novo.
Mais duro, o novo presidente da Assembléia Legislativa (AL/ES), deputado Cláudio Verezza (PT) declarou que a decretação da prisão do ex-deputado José Carlos Gratz foi "uma vitória contra a impunidade e pela qual se vem lutando há muito tempo". Depois de destacar que o ex-presidente da AL/ES "se achava acima da lei e da Justiça, acima do povo e das instituições", disse que a ele, Verezza cabia comemorar junto com o povo capixaba uma decisão que é um alento para a sociedade.
Já o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que esteve no Estado na tarde desta quinta-feira destacou que "as experiências do
Espírito Santo e do Rio de Janeiro comprovam que o crime organizado não tem limites e tem que ser tratado com mão forte". Para ele a decretação da prisão do ex-presidente da Assembléia Legislativa capixaba anima a todos os homens de bem e abala as estruturas do crime organizado. No seu entender "está se fazendo Justiça e isso é importante".
Presidente da seção Espírito Santo da ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), o advogado Agessandro Costa Pereira, e um dos mais ferrenhos combatentes da impunidade que grassava no Estado "a decisão guarda sintonia com a restauração da moralidade cessando os privilégios que por largo tempo protegeram pessoas influentes no Estado pois é preciso que pessoas que cometem atos ilícitos respondam igualmente aos cidadãos comuns".
O arcebispo de Vitória, Dom Silvestre Scandian, afirmou que estava contente em saber que a Justiça estava funcionando. "Esta decisão veio ao encontro do clamor popular e desejamos que acabe a era da corrupção e o Estado viva um novo tempo e esperamos que isso sirva de lição para todos os que estão atrelados à corrupção e falcatruas".
O secretário de Estado da Segurança Pública Rodney Rocha Miranda foi incisivo ao afirmar que "o pedido de prisão do ex-deputado José Carlos Gratz é um marco na luta contra o crime organizado no Estado".
Para o presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, Isaias Santana da Rocha, a prisão foi recebida com muita satisfação porque confirma que o judiciário contribui no processo de mudanças no Estado concomitante com os anseios populares. O Procurador-chefe da Procuradoria da República no Espírito Santo, Henrique Geaquinto Herkenhoff afirmou que "diante da gravidade das provas contra Gratz sua prisão era definitivamente necessária e não se falaria em prisão se não houvesse necessidade pois são inúmeras e fortíssimas provas contra ele".
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