Ao VivoSentença de Bruno sairá em instantes
Direto da Redação
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A previsão é que a sentença seja anunciada por volta de 3h desta sexta-feira (8).
Em seguida, a partir das respostas dos jurados, a juíza calculará a pena para cada réu, no caso de condenação. Depois, ela irá redigir a sentença e anunciá-la dentro do salão do júri.
A juíza Marixa Fabiane Lopes, o promotor Henry Wagner de Castro, além dos advogados de defesa e acusação, acompanham as respostas dos jurados. A previsão é que a conclusão das respostas dure cerca de 2h.
Neste momento os sete jurados estão reunidos para responder as perguntas que irão definir se os réus Bruno Fernandes e Dayanne Souza são culpados ou inocentes dos crimes pelos quais são acusados.
O advogado de Bruno defendeu, em sua fala, que a condenação do goleiro vai atender à mídia.
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Os jurados vão responder a 20 perguntas.
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O caso Eliza Samudio foi considerado pela juíza do caso como um dos mais "emblemáticos" do judiciário mineiro.
Agora eles irão decidir de condenam ou não Bruno pelo sequestro e morte de Eliza Samudio.
Os jurados são retirados do salão do júri.
A juíza dá por encerrado os debates entre a Promotoria e a defesa.
"Se os senhores tiverem dúvida, absolvam. Se tiverem certeza, condenem, mas, nesse caso, podem reconhecer uma redução da pena", diz Silva, que continua a falar para os jurados.
Advogado do goleiro Bruno diz que a pena do goleiro poderia ser de 10 anos.
Ele faz alusão a propostas de emprego que o goleiro iria ter "certamente".
Em seguida, ele diz que se colocarem o goleiro na rua, "o Bruninho não vai ter problema com a pensão".
Silva volta a relembrar aos jurados que eles podem considerar o goleiro culpado, mas em um "menor grau".
O advogado José Arteiro pediu um aparte, quando Lúcio Adolfo falava, mas a juíza negou.
"Absolvam o Bruno por absoluta falta de provas", diz o advogado do goleiro aos jurados.
O advogado volta a falar aos jurados sobre as qualificadoras das quais o goleiro é acusado.
O advogado diz que Dayanne, que não era mãe do Bruninho, pode ser absolvida pelo crime de sequestro e cárcere privado. Já o goleiro, que é pai da criança, pode ser condenado pelo sequestro do próprio filho.
"Fazer justiça aqui hoje não é atender ao promotor nem ao doutor Lúcio. É atender as suas consciências", diz o advogado aos jurados.
A sessão é retomada e o advogado do goleiro reinicia sua fala.
A juíza Marixa Fabiane determinou mais um intervalo.
As ligações foram feitas no dia da morte de Eliza que, segundo a polícia, foi no dia 10 de junho de 2010.
Uma das lacunas, segundo Adolfo da Silva, são as 37 ligações entre o ex-policial José Laureano de Assis, o Zezé, e Dayanne e entre Macarrão e Bola.
A reportagem foi publicada no dia 18 de novembro do ano passado.
As "lacunas" as quais o advogado se refere foram extraídas de reportagem do jornal Folha de S.Paulo, segundo Silva.
"Vamos condenar o Bruno porque ele é goleiro do Flamengo", diz Silva, reclamando de "lacunas" do processo.
O advogado volta a falar sobre um suposto acordo entre a defesa de Macarrão e o Ministério Público para incriminar Bruno.
Silva diz que o crime de mando é a "matéria mais difícil de provar", negando que o cliente tenha mandado matar Eliza.
Ele diz que Eliza tinha uma vida "errática", o que impossibilitou a ele verificar no processo se haveria a prova do crime.
"Confesso aos senhores que não achei no processo uma prova da morte de Eliza", diz Lúcio Adolfo da Silva.
Lúcio Adolfo volta a dizer sobre as peças que sumiram do processo e afirma que Macarrão foi julgado com folhas faltando no processo.
Silva afirma que o depoimento de Jorge Rosa, primo do goleiro, tomado pela delegada Ana Maria Santos, foi feito de maneira ilegal. Segundo ele, a presença de uma mulher não habilitada no local inviabilizaria o depoimento.
Lúcio Adolfo da Silva, advogado do goleiro Bruno, começa a sua tréplica.
Ele encerra sua participação.
"A Dayanne foi muito mais homem que todo mundo aqui hoje", disse Lenoir, aludindo ao fato de que a cliente, mais cedo, incriminou o ex-policial José Laureano de Assis, o Zezé, na morte de Eliza.
O advogado afirmou que Dayanne cuidou "muito bem" da criança.
O advogado parabenizou o promotor, que mais cedo, tinha pedido a absolvição de Dayanne.
O primeiro advogado a falar é Tiago Lenoir, defensor de Dayanne Souza.
A juíza Marixa Rodrigues reinicia a sessão e dá a palavra à defesa dos réus.
A juíza determinou um intervalo no júri.
José Arteiro Cavalcante termina sua fala.
"Se o Bruno sair daqui solto, o nosso país vai virar um cemitério de mulheres", disse Cavalcante.
O Bruno está seriamente prejudicado na sua defesa, porque segundo ele, os advogados "não tinham qualidade para isso", disse ele, em alusão aos defensores do jogador antes de Lúcio Adolfo da Silva, que assumiu o caso recentemente.
A advogada termina seu discurso e, em seguida, começa a participação de José Arteiro Cavalcante, outro assistente de acusação.
"Bruno nunca assumiu a paternidade", diz a advogada da mãe de Eliza.
Karpinski encerra sua fala. Em seguida, a advogada Maria Lúcia, representante da mãe de Eliza, começa sua explanação.
O assistente de acusação diz que Bruno preparou e executou o plano da morte de Eliza.
"Tinha data marcada essa execução", diz Karpinski aos jurados.
Em seguida, a palavra é dada ao assistente de acusação Cidnei Karpinski, representante do pai de Eliza Samudio.
E encerra a sua participação dizendo: "Esse promotor encontrará seu travesseiro e dormirá".
O promotor pede a condenação de Bruno pela "destruição da vida de Eliza", disse.
Segundo Castro, o álbum de fotografia foi parcialmente queimado no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG).
"Bruno não respeitou nem um álbum de fotografia do Bruninho", diz o promotor, ao se referir ao fato de os pertences de Eliza terem sido queimados. "Logo ele, que afirmou querer se pai de um menino", ironizou.
Castro diz que Bruno "festejou" a morte de Eliza. "Acabou esse tormento", teria dito Bruno a um interlocutor.
O promotor diz que o goleiro sabia quem era Bola.
"O Bola matou a Eliza", afirmou o promotor.
A primeira ligação de Bola, "quando a casa começou a cair no dia 26 de junho", cita o promotor, foi para o advogado Ércio Quaresma. O promotor ainda diz que os dois se conheciam há mais de 20 anos.
Castro passa a descrever a suposta tentativa dos réus para esconder o filho de Eliza.
No momento em que o promotor faz a leitura da descrição da morte da ex-amante do goleiro, a mãe de Eliza, Sônia Moura, deixa o salão do júri chorando muito.
De acordo com o promotor, Rosa chamava o ex-policial de Neném, na época do crime, em 2010.
O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é acusado de ser o executor de Eliza.
No momento, o promotor descreve a cena da morte de Eliza. A descrição foi feita por Jorge Rosa, primo do goleiro Bruno.
O promotor continua a ler trechos do processo aos jurados.
"Aqui não tem cachorrada", emenda o promotor.
O promotor afirma que algumas folhas do processo sumiram. No entanto, ele disse que elas já haviam sido digitalizadas. Ele faz uma referência a uma fala do advogado do goleiro Bruno, que revelou o sumiço de 330 folhas.
O promotor, nesse momento, mostra aos jurados registros telefônicos que comprovariam a localização dos envolvidos na morte de Eliza Samudio.
Castro ironizou a afirmação do advogado de Bruno na qual ele disse que a promotoria não "sabia quem matou Eliza". Em sua resposta, o promotor disse: "não sabe o escambau".
"Cala essa boca hipócrita", disse o promotor, referindo-se ao advogado de Bruno. Conforme Castro, o defensor do goleiro teria concordado com o depoimento de Jorge Rosa sem a necessidade de intimação, mas voltou atrás.
O promotor disse ser mentira a afirmação feita por Bruno, que afirmou ontem, durante seu depoimento, ter cuidado de ferimentos feitos em Eliza por Jorge Rosa, primo do goleiro.
"Nunca fui advogado de Fernandinho Beira-Mar, como o senhor foi", disse o promotor, rebatendo as críticas que recebeu do advogado do goleiro Bruno. Lúcio Adolfo já foi defensor do traficante em casos na Justiça de Minas Gerais.
A juíza determinou a retomada da sessão. Na sua réplica, o promotor Henry Castro começou a falar para os jurados. "Nós vamos rebater cada uma das falácias da defesa do goleiro Bruno", afirmou.
A juíza determinou um intervalo para os jurados lancharem.
Segundo Silva, os jurados podem condenar o cliente por entenderem que ele participou de alguma maneira no crime, mas pediu a eles para que "digam não às qualificadoras". Ele encerra assim sua participação na sessão.
O advogado afirma que é "desrespeito" achar que, por a maioria dos jurados ser formado por mulheres, o cliente já estaria condenado. Ao todo, são cinco mulheres e dois homens que vão decidir o futuro do goleiro e de Dayanne Souza.
"Os senhores vão se prestar a serem a espada vingativa do Ministério Público", pergunta Silva aos jurados.
O advogado volta a frisar para os jurados que não há como fazer justiça no caso do goleiro Bruno por considerar a investigação incompleta. "Em nome da Justiça, já se cometeu mais crimes que os criminosos são capazes", afirmou.
A terceira qualificadora citada por Silva e pela qual Bruno é acusado seria o crime teria sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. "É um analfabeto jurídico quem escreveu isso. Não falam qual foi o recurso utilizado", disse o advogado, negando a qualificadora.
A outra qualificadora citada por Silva seria a esganadura de Eliza, mas ele afirmou que isso não ocorreu. Classificou o depoimento de Jorge Rosa de mentiroso.
Silva tenta demover os jurados a não reconhcerem a qualificadora do motivo torpe para a morte de Eliza. Segundo ele, Bruno foi acusado de ter mandado matar Eliza para não reconhecer o filho dela como seu. Ele afirma, no entanto, que já havia um acordo com Eliza para pagamento de pensão.
O advogado de Bruno acusa Macarrão de ter desviado dinheiro do goleiro.
O advogado explica aos jurados o que são as qualificadoras que constam da acusação do homicídio imputado ao goleiro Bruno, que responde, entre outras acusações, pelo homicídio triplamente qualificado.
Se os senhores acatarem uma dessa teses, ele será condenado, mas permitirá à juíza a redução da pena", disse o advogado aos jurados, depois de tentar demover os jurados da culpa do cliente.
Silva enfatizou que a única prova contra o goleiro "é a produção artística do promotor".
O advogado disse aos jurados que se eles condenarem o goleiro por causa de uma "menor participação no crime", ele não será absolvido, mas irá cumprir uma pena menor.
O advogado ainda citou depoimento de Jorge Rosa, a principal testemunha do caso, no qual ele teria admitido ser usuário de drogas e álcool.
Lúcio Costa Silva ainda afirmou que a única prova contra o goleiro foi o suposto acordo feito com Macarrão, que em novembro do ano passado, fez uma confissão parcial sobre a morte de Eliza e teve redução da pena.
Ele afirmou ainda aos jurados que o promotor de justiça tem dúvida sobre o caso, tanto que decidiu solicitar uma investigação complementar à Polícia Civil mineira.
O advogado distribui tiras de panos a cada um dos jurados dizendo que se trata da "venda da Justiça, que é cega". Em seguida, Silva pediu aos jurados para imaginarem o caso sem o "apelo da imprensa". "Se os senhores têm duvida: absolvam. Se tiverem convicção, condenem", afirmou.
A juíza determinada a retomada dos trabalhos. O advogado do goleiro Bruno reinicia a sua explanação.
A juíza determinou intervalo para que um dos jurados vá ao banheiro.
Silva também ironizou o fato de todo o procedimento da prisão do goleiro ter sido realizada em um dia. E que o primo do goleiro Jorge Rosa ter sido trazido para Minas Gerais sem a companhia de um conselheiro tutelar. "Quando temos uma prova boa, nós a colocamos no veludo", disse o advogado.
O advogado questionou o fato de o fiho de Eliza ter sido encontrado pela polícia em Ribeirão das Neves e, o julgamento do caso, ter sido levado para Contagem. As duas cidades são da região metropolitana de Belo Horizonte.
O defensor do goleiro Bruno questionou a razão de a defesa anterior do goleiro não ter explorado de maneira mais contundente o fato de o goleiro ter supostamente dado uma carona a um policial no trajeto, em junho de 2010, do Rio de Janeiro a Minas Gerais.
O advogado de defesa de Bruno questionou: que sequestro é esse?", ao alegar que as testemunhas ouvidas durante o trajeto do Rio de Janeiro para Minas Gerais, em junho de 2010, afirmaram que Eliza não estava subjugada. A polícia afirma que a mulher foi levada a força para o sítio do goleiro.
O advogado afirmou que Bruno pretendeu "apaziguar' e 'conciliar" o denominado por ele de "entrevero" entre Eliza, Macarrão e Jorge Rosa, primo do goleiro, ainda quando estavam no Rio de Janeiro, em 2010, e a mulher teria sido agredida por Rosa.
Silva ironizou a acusação do promotor sobre um suposto envolvimento do goleiro com o tráfico de drogas. Ele disse que o Flamengo mantém um departamento antidopping para não correr o risco de ter atletas suspensos, aludindo do fato de o goleiro ter jogado no clube de futebol.
Em seguida, depois da reclamação, ele disse ter sido informado que as páginas faltantes foram encontradas com rapidez. O advogado também disse que o promotor promoveu um "cineminha' com reportagens sobre o caso e afirmou que isso era a prova que o MP tinha sobre o caso.
O advogado disse que 330 páginas do processo foram extraviadas. Ele disse que o escrivão se recusou a lhe dar uma certidão que registrasse o fato.
O advogado ainda criticou que o júri tenha sido estabelecido com uma investigação complementar da polícia sobre dois ex-policiais ainda em andamento.
Silva diz que o promotor chamou Jorge Luiz Rosa Lisboa, primo do goleiro Bruno, de "mentiroso". Em seguida, ele pergunta: "mas não foram as declarações do menor que basearam as investigações?", questionou.
O advogado afirmou que o promotor teria criado "factoides" para manter o caso em evidência na imprensa.
Silva disse não ter nada a provar. Ele afirmou que somente tem que defender o cliente das acusações que lhe são feitas. O advogado disse ter se surpreendido com a acusação de narcotráfico feita pelo promotor ao goleiro.
"Bruno, a tarefa que você me deu é boa", disse Lúcio Silva. Em seguida, ele revelou detalhe de marcações feitas pelo promotor nos cadernos do processo e afirmou que ele somente havia marcado as "coisas que lhe interessavam'.
O advogado Lúcio Adolfo, defensor do goleiro Bruno, começa a sua explanação fazendo elogios à magistrada.
"Não houve dolo neste sequestro", disse o advogado Lenoir, encerrando sua participação e refereindo-se à acusação que pesa sobre Dayanne. Ela é acusada do sequestro do filho de Eliza.
"A defesa conseguiu convencer o oitavo jurado nesse júri", disse Lenoir, referindo-se ao promotor Henry Castro, que durante a sua explanação havia pedido a absolvição de Dayanne. O advogado ainda disse não ter existido um acordo com a Promotoria nesse sentido.
O advogado Tiago Lenoir, também da defesa de Dayanne Souza, começou o seu discurso.
"Aquilo foi o lado humano do Bruno. Ele botou o lado dele bom para fora", disse Simim, referindo-se ao choro de Bruno quando do seu depoimento dado nesta quarta-feira (6) no salão do júri. Em seguida, o advogado encerrou sua fala.
Dayanne Souza começou a ser relacionar com o goleiro Bruno ao 12 anos, disse Simim.
O advogado Francisco Simim, defensor de Dayanne Souza, vai começar a sua explanação.
A juíza determinou a retomada da sessão nesta quinta-feira (7) do goleiro Bruno e de Dayanne de Souza, ex-mulher do jogador.
A advogada termina sua rápida fala. Em seguida, a juíza determina uma hora e meia para o almoço e suspende a sessão.
"Ela peitou seus algozes para proteger sua prole", diz a advogada de Sônia Moura, em relação a Eliza Samudio.
Cavalcante termina sua fala, após ter batido com a mão, repetida vezes durante sua explanação, em uma mesa. A advogada Maria Lúcia, defensora da mãe de Eliza, passa a falar aos jurados.
"O Brasil olha para os senhores", diz Cavalcante aos jurados.
"Eles não podem pedir aos senhores (jurados) uma oportunidade para o Bruno", disse Cavalcante em relação aos advogados de defesa de Bruno.
Cavalcante diz que mãe de Eliza é "praticamente uma idosa".
José Arteiro Cavalcante, assistente de acusação, inicia sua fala aos jurados.
Dayanne Souza chorou muito ao ouvir a fala de Castro.
Segundo ele, a mulher foi "coagida" pelo ex-policial José Laureano de Assis. Segundo ele, Zezé ajudou Marcos Aparecido dos Santos a matar Eliza. Com essas palavras, e pedindo a condenação do jogador, Castro encerra sua fala.
O promotor pediu aos jurados que absolvam Dayanne Souza.
Os depoentes, no entanto, lembram-se de Fernanda Castro como "peituda" e "gostosona", na companhia do jogador em Minas Gerais, em junho de 2010.
Castro cita depoimentos de integrantes do time "100%", time que era bancado por Bruno. Os depoentes afirmaram que não viram Eliza durante o jogo realizado em Ribeirão das Neves, em 6 de junho de 2010. O promotor afirma que Eliza era mantida cativa no sítio do goleiro.
"Eliza não estava em Minas Gerais como convidada daquela turma", diz o promotor ao discorrer sobre telefonemas dados entre os acusados da morte dela. Os telefonemas foram dados entre os dias 5 e 6 de junho de 2010.
O promotor lê carta que teria sido escrita por Bruno a Fernanda Castro, quando o jogador já estava preso, e na qual chama a moça de "amor" e prometendo casamento a ela, quando saísse da prisão.
"É mais fácil tirar um dente sem anestesia dessa desgraça (Bruno), do que uma verdade", diz Henry Castro.
O promotor disse que o goleiro quer repassar a culpa do crime a um réu já condenado, no caso, o Macarrão.
Castro relembra aos jurados depoimento de Sérgio Rosa Sales, primo assassinado do goleiro Bruno, no qual ele disse, ao perguntar sobre Eliza, que o goleiro teria dito: "esse tormento acabou". Ainda conforme o depoimento, Jorge Rosa ainda teria complementado: "ela já era".
O representante da acusação relembra a confissão feita por Macarrão, em novembro do ano passado, na qual o ex-braço direito do goleiro "pressentia" que levava Eliza para a morte, a mando do goleiro. Segundo o depoimento, ele teria tentando demover Bruno da ideia, mas foi chamado de "bundão" pelo jogador.
O "plano B" seria para Macarrão assumir a responsabilidade.
Ainda conforme o promotor, Bruno teria pedido, na carta, perdão a Macarrão por duas vezes.
O promotor relembra carta que teria sido enviada por Bruno a Macarrão na qual ele teria pedido que fosse colocado o "plano B" em curso". O plano "A", segundo Castro, era negar que tivesse havido algum tipo de constrangimento a Eliza.
Castro diz que Bruno instrui o administrador do sítio do goleiro, em MG, para "preparar o cativeiro" para receber Eliza. O promotor diz que ele sempre foi o articulador de toda a trama que culminou na morte de Eliza.
Castro diz que Bruno passa a fazer contatos com Jorge, depois que Eliza foi sequestrada, no dia 4 de junho. Ele cita Bruno como "facínora".
O promotor, após o intervalo, recomeça sua fala aos jurados.
A juíza interrompe a fala do promotor para que os jurados usem o banheiro.
O promotor relembra que o goleiro, no dia em que Eliza foi sequestrada, Bruno afirmou em interrogatório que estaria tentando fazer as pazes com a então noiva, Ingrid Calheiros.
Em seguida, o promotor afirma que Eliza foi levada subjugada a Minas Gerais, onde tem o celular apreendido e, depois do dia 4 de junho, não fez mais ligações. Ainda no trajeto, ela teria sido agredida por Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro.
No dia 4 de junho de 2010, o promotor diz que Eliza teria recebido várias ligações de uma telefone que pertenceria a Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, conta o promotor.
O promotor relembra outro depoimento, desta vez, de Milena Barone. Segundo ela, Bruno teria entrado no apartamento onde ela estava com Eliza, no Rio de Janeiro, e teria puxado os cabelos de Eliza e tomado o celular dela.
Castro afirma que declaração de amiga de Eliza, em 22 de maio de 2010, traz que a ex-amante do goleiro não "aguentava mais" pedir dinheiro para Bruno para cuidar do filho. O goleiro teria condicionado dinheiro a ela à retirada de uma queixa policial feita por Eliza, que estaria atrapalhando uma transferência dele para o Milan, da Itália.
Segundo o promotor, Bruno conseguiu atrair Eliza de volta para o Rio de Janeiro. "Ele passou a enrolar a moça", diz Castro. Conforme ele, o jogador não queria fazer o exame de DNA.
Em seguida, Eliza teria ido para a cidade de Santos-SP, para supostamente tentar se esconder do goleiro Bruno. "Até hoje não entendi porque Bruno mudou comigo da água para o vinho" teria escrito em uma mensagem Eliza, após ter sido ameaçada e, depois, sendo tratada de modo cordial pelo goleiro.
O representante da acusação fala aos jurados que Bruno, após ter conseguido localizar Eliza, teria colocado uma arma na cabeça de Eliza e teria ameaçado a moça para realizar o aborto.
O promotor relata, durante a sua, que Eliza teria se afastado de Bruno, após o goleiro se negar a lhe ajudar financeiramente. Após o afastamento, o goleiro passa, sem explicação, a procurar por ela. Castro quer convencer os jurados que o goleiro estaria tentando atraí-la para um plano já formulado anteriormente que culminaria na sua morte.
"O futebol perdeu um goleiro razoável, mas a dramaturgia ganhou um grande ator", disse o promotor Henry Castro em relação ao goleiro Bruno.
O promotor diz que Bruno frequentava festas organizadas pelo traficante Nem da Rocinha, no Rio de Janeiro, no Morro da Rocinha. As declarações teriam sido feitas por um ex-segurança do traficante.
O promotor, para confirmar sua declaração, diz que uma mensagem capturada do notebook de Eliza traz uma mensagem enviada para um interlocuto, em 5 de fevereiro de 2010, na qual Eliza afirmara que tinha relações com o goleiro em uma varanda. "É bom demais. Fazia direto com o Bruno olhando para o mar", frisou Castro.
Castro continua seu discurso afirmando que o goleiro não desejava a gravidez de ElizaEle ainda teria proposto uma ajuda financeira para bancar o aborto. O promotor ainda declarou que o goleiro mantinha relações sexuais "reiteradamente' com Eliza, mesmo depois de ela ter se engravidado.
O promotor ainda disse que o jogador teria dito a Eliza que, caso o goleiro a matasse, o corpo nunca seria encontrado. Ele ainda afirmou que Eliza foi atraída a uma armadilha por uma "quadrilha canalha".
Castro se referiu a declarações dadas por Eliza, a um jornal do Rio de Janeiro, ainda em 2010, nas quais havia afirmado ter sido ameaçada de morte por Bruno, que supostamente não queria que ela levasse adiante a gravidez..
O promotor afirmou que o goleiro queria pisar em Eliza e no filho como se fossem "baratas". Classificou Macarrão como "jagunço" do goleiro Bruno e ainda criticou Fernanda Castro, ex-amante do jogador.
O promotor, antes de iniciar a sua fala, retribuiu os elogios da magistrada, destacando a 'firmeza e serenidade" de Marixa Rodrigues na condução do caso.
A magistrada afirmou que não serão permitidos os chamados "apartes", ou seja, nenhum dos advogados, ou o promotor, poderá interromper a fala de quem estiver com a permissão de se dirigir aos jurados. A juíza disse que queria deixar registrado "o seu profundo apreço pelo trabalho do promotor".
.A divisão do tempo entre acusação e os assistentes, nos debates, será da seguinte maneira: o promotor vai usar duas horas, e os assistentes de acusação vão ter trinta minutos para falar. Na réplica, o tempo será dividido igualmente entre eles.
A juíza determinou o reinício da sessão do julgamento do goleiro Bruno e de Dayanne Souza.
A juíza determinou quinze minutos de intervalo para o lanche dos jurados. Em seguida, a magistrada afirmou que os debates entre defesa e acusação vão ser iniciados.
Bruno afirmou, em seguida, que não responderia mais nenhuma pergunta. Nem mesmo do seu advogado.
Reinterrogado, Bruno afirmou que ?sabia e imaginava [que Eliza iria morrer], pelas brigas constantes, pelas agressões do Macarrão, pelo fato de eu ter entregado para Macarrão o dinheiro de Eliza.?
O advogado Ércio Quaresma continua a formular perguntas sem a presença de Dayanne de Souza.
O advogado Tiago Lenoir informou que o goleiro Bruno será reinterrogado nesta quinta-feira (7). A possibilidade de um réu ser novemnte ouvido havia sido informada ontem pelo promotor Henry Castro. Ele tinha dito que o rito poderia ser feito antes de começarem os debates entre defesa e acusação.
Quaresma, da mesma maneira que ontem, faz perguntas para uma cadeira vazia.
Quaresma, da mesma maneira que ontem, faz perguntas para uma cadeira vazia.
O advogado Ércio Quaresma começou a fazer perguntas, depois de autorizado pela juíza, mas sem a presença de Dayanne Souza, cujos advogados disseram que ela não responderia a perguntas de outras pessoas que não o promotor, a juíza, ou os jurados.
A ex-mulher do Bruno encerra o seu depoimento que não estava programado.
"Nesse momento, demais", reforçou Dayanne, ao responder se temia o ex-policial Zezé. Questionada por que teria medo dele, Dayanne responde que era por causa do envolvimento dele no assassinato de Eliza.
Dayanne disse ainda não saber por que Macarrão, depois da orientação de negar tudo, teria pedido a Zezé para ligar para ela.
A ex-mulher do goleiro disse também que tem medo do ex-policial Zezé, alvo de uma investigação complementar sobre sua suposta participação no sumiço de Eliza. "Pois se ele é esta pessoa perigosa, temo pela minha vida e pela vida das minhas filhas".
Ainda segundo Dayanne, a orientação ainda era para que ela não levasse a criança para nenhuma delegacia e a deixasse com o Wemerson Marques de Souza, o Coxinha.
Dayanne afirmou que foi orientada por Bruno e Macarrão a negar para o ex-policial Zezé a existência do filho de Eliza Samudio. Segundo ela, o ex-policial insistiu na confirmação que ela estaria com o bebê, já que Macarrão teria confirmado essa informação para ele.
O advogado Tiago Lenoir pediu à magistrada que Dayanne Souza seja ouvida sobre a entrega do filho de Eliza. A juíza concordou e passou a ouvi-la.
Só metade das cento e vinte cadeiras reservadas ao público e à imprensa está ocupada. Há previsão de que o salão fique mais cheio em instantes.
A juíza avisou que, como os trabalhos vão demorar, os jurados podem usar o banheiro, caso queiram.
A magistrada determinou cinco minutos para que cinegrafistas e fotógrafos façam imagens e fotos dos réus. Nesse momento, o goleiro Bruno e Dayanne Souza entram no salão.
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues iniciou a sessão de julgamento.
A atual mulher do goleiro Bruno, a dentista carioca Ingrid Calheiros, já está dentro do salão do júri, em Contagem (MG), para acompanhar o quarto e último dia do julgamento do atleta e da ex-mulher dele Dayanne Souza.
Os jurados irão definir hoje se Bruno e Dayanne são culpados ou inocentes. A Promotoria quer que o goleiro seja condenado com uma pena em torno de 30 anos. Já a defesa de Bruno aposta em uma condenação de no máximo 10.
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O goleiro Bruno Fernandes chegou ao fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG), às 8h. Ele e Dayanne Souza ainda não entraram no salão do júri.
A magistrada anunciou que Lúcio Adolfo da Silva, advogado de Bruno, avisou que irá atrasar porque está preso no trânsito.
Bom dia! A sessão de hoje do júri do goleiro Bruno Fernandes em breve irá começar. A juíza Marixa Fabiane Lopes e o promotor Henry Wagner de Castro já estão no salão do júri.
Obrigado pela audiência. Até amanhã!
Não houve mais perguntas dos jurados. Em seguida, a juíza encerrou a sessão e marcou o reinício do julgamento para as 9h da manhã desta quinta-feira (7).
"Eu não queria me envolver com aquela cena. Já enfrentava um processo", disse o goleiro em reposta a pergunta sobre a razão de ele não ter evitado contato de Eliza com Macarrão e com Jorge Rosa, seu primo. Ele também disse não ter pensado que os hematomas apresentados por Eliza poderiam terminar em morte.
O reú negou ter forçado Eliza a tomar algum tipo de abortivo.
Bruno diz que nunca apontou uma arma de fogo para Eliza, ao ser perguntado se confirmaria as acusações feitas por Eliza, dando conta de ter sido ameaçada de morte e ter sofrido agressões de Bruno. "Nós já discutimos, sim, dentro de carro. Ela me deu um tapa, e eu revidei o tapa", disse.
O goleiro disse que a mala com os pertences de Eliza foi queimada no mesmo dia da morte dela. O goleiro afirmou que era "comum" a queima de materiais no sítio era comum, mesmo à noite. Ele ainda afirmou que Dayanne de Souza não soube da queima da mala da moça.
.O goleiro disse que o relacionamento dele com Macarrão, depois que soube da morte de Eliza Samudio, foi marcado inicialmente pelo "medo". O goleiro, no entanto, disse que o perdoou. "Ele vai cuidar da família dele, e eu, vou cuidar da minha. Mas acho difícil ser como era antes", disse.
Bruno disse que não atendeu as chamadas de Dayanne de Souza, quando da sua prisão em Minas Gerais acusada do sequestro do filho de Eliza, porque estaria em horário de treinamento.
Segundo o goleiro, ao ser perguntado por parentes quem era a mãe do bebê que era apresentado por ele, o atleta afirmou ter respondido dizendo ser de Eliza.
O goleiro disse não ter conversado com Fernanda Castro, outra ex-amante dele, sobre a morte de Eliza. Disse acreditar que Macarrão não comentou com Fernanda sobre o que pretendia fazer.
O arqueiro afirmou que se sentia "acuado" ao explicar que tinha esperança de Eliza estar viva, em uma entrevista na TV, mesmo dizendo agora que tomou conhecimento da morte dela. Ele disse ainda que o advogado da época tinha pedido para não falar nada.
"Eu fui omisso, de não ter denunciado o que estava acontecendo ali", disse Bruno. Questionado sobre qual seriam as omissões praticadas, o goleiro citou que poderia ter evitado "xingamentos" que teriam feitos a Eliza por Macarrão no sítio, em Esmeraldas (MG).
O goleiro afirmou que poderia ter denunciado a morte de Eliza. "As coisas acontecendo na minha frente, e eu simplesmente deixando acontecer. Por isso, me sinto, de certa, forma culpado", disse Bruno ao ser questionado em que ponto acreditava que teria sido omisso ou permissivo. A pergunta foi feita por um dos jurados e passada a ele pela juíza.
O atleta afirmou que Dayanne de Souza não soube da morte de Eliza no mesmo dia em que ele afirmou ter tomado conhecimento do crime. "Eu quis protegê-la", disse o goleiro.
Bruno respondeu que queria uma proximidade com Eliza. O jogador afirmou que, após isso, descobriu que ela era uma "mãe que cuidava bem da criança". Questionado sobre a razão de querer mudar o nome da criança, o goleiro disse que queria "despistar', já que sabia da existência de uma investigação sobre o caso feita pela polícia.
Bruno disse ainda que não fez o DNA por "falta de conhecimento". Questionado sobre a suposta "falta de diálogo" entre ele e Eliza, Bruno foi inquirido da razão de ter deixado a ex-amante permanecer no sítio, mesmo sem a presença de Macarrão, que teria ido ao Rio de Janeiro para supostamente buscar R$ 30 mil.
Bruno, em resposta a outra pergunta, disse que Dayanne Souza dormiu no sítio em Esmeraldas de quinta para sexta-feira. Em seguida, ele foi questionado por que foi a Minas Gerais de carro. O goleiro disse que sempre viajava de carro nas folgas. E ainda precisaria do carro durante a estada em MG.
O goleiro ainda afirmou que o suposto medo era também do Macarrão e das outras pessoas envolvidas no crime.
A juíza passou a questionar o goleiro após perguntas feitas pelos jurados e repassadas a ela por escrito. A primeira pergunta foi por que o goleiro, assim que soube da morte de Eliza, não denunciou o crime. O goleiro afirmou que não fez isso por medo de acontecer alguma coisa com alguém da família.
A juíza Marixa Rodrigues determina o retorno do goleiro Bruno ao salão do júri.
Magalhães faz apenas uma pergunta e encerra sua participação.
O advogado Fernando Magalhães, outro defensor do ex-policial Bola, inicia suas perguntas, mesmo sem a presença do goleiro no salão.
O advogado Ércio Quaresma não cumpre a "ameaça' e encerra as suas perguntas que eram feitas sem a presença do goleiro no salão do júri. "Senhores jurados, peço desculpas aos senhores. Desejo ao Bruno a mesma coisa que desejo ao meu cliente: a absolvição de um crime que não ocorreu", diz.
A juíza retoma a sessão e o advogado Ércio Quaresma reinicia as suas perguntas sem a presença do goleiro Bruno no salão do júri.
Depois da brincadeira, o advogado explica que precisa fazer constar da ata da audiência as perguntas que estão sendo feitas.
Quaresma vai a sala de imprensa e diz que ainda vai ficar mais seis horas fazendo perguntas no plenário. "Preparem-se", diz aos jornalistas.
A juíza determinou um intervalo na sessão.
Bruno diz que poderia ter evitado a morte de Eliza; goleiro diz ter medo de Bola
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Quaresma conseguiu uma liminar no Tribunal de Justiça de MG dando-lhe direito de formular perguntas aos réus que são julgados na sessão. A juíza Marixa Rodrigues havia determinado que advogados de outros réus do processo não poderiam questionar os réus. O julgamento de Bola será feito em abril deste ano.
O advogado Ércio Quaresma afirmou que vai fazer cento e cinquenta perguntas.
O advogado Ércio Quaresma, defensor do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, continua a perguntar sem a presença do goleiro Bruno. O advogado inicia suas perguntas com "o acusado poderia informar".
O advogado Ércio Quaresma passa a formular as perguntas olhando para a cadeira vazia que antes era ocupada por Bruno. Quaresma ainda enfatiza as perguntas apontando o dedo para a cadeira.
A juíza determina o retorno do goleiro para lhe perguntar se ele quer permanecer no salão do júri enquanto as perguntas são feitas. O goleiro diz que não e é levado do recinto.
A juíza autoriza a retirada do goleiro do salão do júri, a pedido do advogado Lúcio Adolfo, já que o atleta não responderá a nenhuma pergunta. Por sua vez, o promotor discorda da decisão e há uma conversação entre ela e o promotor.
O advogado Ércio Quaresma começa a fazer perguntas a Bruno, mas o jogador permanece calado.
O advogado Ércio Quaresma começa a fazer perguntas a Bruno, mas o jogador permanece calado.
A juíza afirmou que aguarda os jurados terminarem lanche para que a palavra seja dada aos advogados de defesa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
O advogado Lúcio Adolfo encerras suas perguntas.
O advogado Lúcio Adolfo começa a questionar o cliente. O advogado pergunta se Bruno poderia ter evitado a morte de Eliza. O jogador diz que sim. Em seguida, Bruno diz que o contratado por Macarrão para matar Eliza se chamava Bola. O jogador disse ter medo de Bola.
O promotor faz a última pergunta a Bruno, que não responde, e ele encerra a sua participação.
O promotor pergunta a Bruno se o nome do filho de Eliza teria sido mudado para Ryan Yuri a pedido dele. O goleiro permanece calado desde o início dos questionamentos de Henry Castro.
O promotor Henry Castro disse que fará cinquenta e sete perguntas ao goleiro Bruno. Até o momento, ele fez vinte e duas perguntas, mas que não foram respondidas pelo goleiro. A sessão é reiniciada.
A sessão é interrompida pela juíza para que o goleiro use o banheiro.
O promotor pergunta a Bruno sobre entrevista dada por ele após treino do Flamengo, em 2010, na qual o jogador afirmara que não via Eliza há muito tempo. Bruno não responde.
O promotor e o advogado do goleiro Bruno batem boca no salão do júri. A juíza tenta serenar os ânimos.
O promotor pergunta a Bruno se Eliza tinha acesso a telefone, no período em que permaneceu no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG). O goleiro, no entanto, permanece calado.
"O senhor sabe de qual conta o Macarrão sacou os R$ 30 mil necessários para a viagem do time "100%" ao Rio de Janeiro, foi um dos questionamentos do promotor, mas não respondido por Bruno, que permanece calado.
O promotor segue nos questionamentos, mas o goleiro permanece calado. O promotor mostra uma carta para Bruno, que teria sido escrita por ele para Fernanda Castro, mas o goleiro permanece imóvel, de cabeça baixa.
A juíza encerra as suas perguntas e passa a palavra ao promotor de justiça Henry Castro. Bruno permanece calado diante da primeira pergunta. No início da sessão, o advogado do jogador disse que Bruno não responderia perguntas feitas pela acusação.
Bruno diz que ficou sabendo do apelido do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos pela imprensa.
Em seguida, o goleiro afirmou que Macarrão teria contratado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e lhe contou o que tinha feito.
"Eu não mandei, excelência, mas aceitei", disse Bruno após ser questionado pela juíza se sabia sobre o plano para matar Eliza.
A magistrada se refere a uma carta na qual o goleiro teria enviado a Macarrão e pedia a ele para pôr em prática o "plano B". Ela questiona o goleiro sobre o tal "plano B". "Eu esperava que ele assumisse o que ele tinha feito. Mas ele nunca falou", afirmou o goleiro na sua resposta.
A juíza pediu um volume do processo e pergunta a Bruno se fora ele que teria escrito uma carta constante no processo. Ele afirmou que foi o autor da carta. em seguida, a magistrada passou a ler o conteúdo da carta.
O goleiro disse que quando Eliza foi para Minas Gerais, em junho de 2010, não havia ainda acordo para dar a ela um apartamento.
"Eu sempre quis fazer o exame de DNA, o que faltava para mim era tempo", diz Bruno para a juíza Marixa Rodrigues.
O goleiro Bruno afirmou que Macarrão e Jorge Rosa voltaram com pertences de Eliza ao sítio e que uma mala foi queimada pelo Macarrão. Sérgio Rosa Sales, outro primo do goleiro, não participou da queima da mala.
A juíza interrompe a sessão para os jurados usarem o banheiro.
Assis é alvo de investigação complementar da Polícia Civil mineira por sua suposta participação na morte de Eliza.
O jogador disse que conheceu também o ex-policial José Laureano de Assis, no final de 2009, que lhe foi apresentado por Macarrão.
Bola é apontado pela Polícia Civil mineira como executor de Eliza.
Bruno disse ter conhecido o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, já na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, quando já estava preso.
Mesmo afirmando ter ficado abalado com a suposta morte de Eliza, o goleiro Bruno disse que participou de outra festa, já no domingo, em Angra dos Reis (RJ).
No sábado, já no Rio de Janeiro, o jogador disse que ele e os jogadores foram para uma festa do jogador Wagner Love.
O goleiro afirmou que retornou na mesma noite para o Rio de Janeiro, de sexta para sábado, para o jogo do time "100%", em um ônibus.
Após se acalmar um pouco, Bruno afirmou que entrou para dentro da casa do sítio.
"Macarrão, o que você fez? Você acabou com a minha vida", disse o goleiro entre lágrimas, que afirmou que a narrativa ouvida do primo não foi feita na presença de Macarrão. Segundo goleiro, Macarrão não confirmou a história e disse que Jorge Rosa "estava louco".
"O Macarrão ainda chutou as pernas da Eliza. Isso foi o que o Jorge me falou. "Ele ainda me falou que a pessoa esquartejou o corpo dela e tinha dado para os cachorros comerem", afirmou o goleiro.
O goleiro descreve neste momento como Eliza teria sido morta, mas não cita quem seria o executor dela.
Nesse momento, Bruno diz que Rosa e Macarrão começaram a seguir um homem em uma moto até a cidade de Vespasiano. Bruno continua a chorar muito.
Bruno disse que Macarrão não contou a ele como Eliza teria sido morta. "Jorge falou comigo que o Macarrão foi até próximo ao estádio Mineirão, foi ao orelhão, e falou com uma pessoa que não sabe quem era."
"Fiquei desesperado, chorei muito. Macarrão, o que você fez? Não tinha necessidade. Ele falou que tinha resolvido o problema, que a menina estava demais", disse Bruno, chorando muito.
"O Jorge falou que Macarrão havia ajudado a matar Eliza", afirmou Bruno.
Ele afirmou que entregou o filho de Eliza a Dayanne e foi conversar com Jorge Rosa e Macarrão sobre o que tinha acontecido.
"Resolvi o problema que te atormentava", teria dito Macarrão a Bruno. O jogador chora muito nesse momento de seu depoimento.
Nesse momento, o goleiro aparentemente chora: "Poxa, cadê Eliza? Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram com ela?", afirmou o jogador, que disse ter questionado Macarrão.
Bruno afirmou que, por volta das 23h, Macarrão retornou com o primo dele e o filho de Eliza. Macarrão teria ido levar Eliza a um ponto de táxi, conforme o goleiro.
O goleiro afirmou que Eliza teria dito que iria para São Paulo.
"Na sexta-feira (11), por volta de umas 5h, ela já estava com o dinheiro. Ela se despediu de mim e saiu do sítio", afirmou Bruno.
"Ela estava super à vontade na minha casa. Ela ficou como convidada", disse o jogador, afirmando que Eliza teria permanecido no sítio até sexta-feira, dia 11 de junho. Segundo a polícia, Eliza foi morta no dia 10 de junho.
Bruno volta a chorar durante depoimento.
Bruno afirmou que Macarrão lhe entregou os R$ 30 mil, que foram contados e entregues por ele a Eliza, conforme o depoimento do goleiro.
Macarrão teria retornado a Minas Gerais, na quarta-feira seguinte, depois de devolver no Rio de Janeiro o carro utilizado por Bruno para viajar ao sítio.
O goleiro informou à juíza que autorizou Macarrão a sacar R$ 30 mil, no Rio de Janeiro, para onde o então braço direito dele tinha ido, para ser entregue à Eliza.
Na sua narrativa, Bruno disse que o dinheiro prometido à Eliza estava, em espécie, no sítio. Mas que não poderia passar o dinheiro para ela porque ele seria usado na despesa do time bancado pelo goleiro a uma viagem ao Rio de Janeiro.
No local, estavam também Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Sérgio Rosa Salles e Jorge Luiz Rosa, primos do goleiro, o administrador do sítio, Elenílson Vítor da Silva, e Flávio Caetano de Araújo, motorista de Dayanne, ex-mulher de Bruno.
Eliza teria sido levada para o sítio do jogador por Macarrão, segundo Bruno, que afirmou ter ido para o local de madrugada, no dia 6 de junho.
O atleta afirmou apresentou o filho de Eliza como sendo dele, enquanto a modelo via a partida.
O réu disse que Eliza e o bebê estavam com ele, além de Fernanda Castro e todos os jogadores do time, bem como Macarrão e Jorge Luiz Rosa.
Bruno afirmou que, após o jogo, foi para o bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, em um bar, para comemorar a vitória no jogo.
Bruno disse que haveria um jogo do time "100%", que era bancado por ele, no bairro Veneza, na parte da tarde do dia 5 de junho de 2010.
Então, relatou Bruno, ele resolveu ir para Ribeirão das Neves, mostrar a cidade para Fernanda. Em seguida, foi também para o motel onde estava Macarrão.
O goleiro disse que, antes de chegar à casa da avó, escutou vozes de crianças na casa. Pensou que eram as suas filhas que tem com Dayanne, sua ex-mulher, e achou melhor não entrar porque estava com Fernanda Castro, então sua namorada.
Bruno afirmou que foi para a casa da avó, sendo que Luiz Henrique, com Eliza e o filho, além do primo, foram para um motel.
De acordo com o goleiro, eles chegaram em Minas Gerais por volta das 6h. O goleiro afirmou que, no trajeto, deu carona a um policial rodoviário.
Bruno disse que contra a vontade dele, Eliza, o filho dela, o jogador, Fernanda Castro e Macarrão, além de Jorge Luiz, iniciaram a viagem para Minas Gerais, por volta das 23h.
A magistrada reiniciou a sessão depois de ter dado um intervalo.
A juíza determinou um intervalo no julgamento para que os jurados usem o banheiro.
Segundo Bruno, Eliza não confiava nele porque um funcionário do jogador não teria depositado mensalmente na conta de Eliza uma quantia de dinheiro que havia acordado com ela. Bruno afirmou que mandou o funcionário embora.
Bruno conta que teria tentando demovê-la de ir a MInas Gerais, dizendo que ela não precisaria viajar, mas Eliza teria insistido. "Ela disse que não confiava em mim", afirmou Bruno.
O goleiro afirmou que não tinha a quantia pedida, mas teria somente R$ 30 mil. Bruno teria pedido Eliza para esperar até segunda-feira, quando poderia depositar o dinheiro para ela, mas Eliza teria se recusado. Ela disse que iria até Minas Gerais para receber o dinheiro.
Segundo o goleiro, após fazer o curativo em Eliza, reuniu-se com Macarrão, Eliza e ficou sabendo de um acordo entre Macarrão e a modelo para que ela recebesse R$ 50 mil.
Bruno disse que perguntou à Eliza se ela queria ir a um médico, mas ela só teria lhe pedido que comprasse um remédio. O goleiro diz que ele mesmo foi até a farmácia, onde comprou, além dos remédios, curativos para os ferimentos na cabeça de Eliza. Segundo o goleiro, ele mesmo fez os curativos na modelo.
?Ela estava machucada, com hematomas no rosto?. O Macarrão disse então que Jorge havia agredido Eliza. ?Tive de repreender o Jorge. Inclusive dei uma surra nele, na frente da Eliza. Ela até me falou: ?Não faz isso com ele, deixa para lá??.
Também estavam no local, segundo a versão de Bruno, Jorge Luiz e Macarrão. ?Senti um clima estranho. Naquele momento eu perguntei: ?Macarrão, cadê a menina??. Ele disse: ?Ela está lá em cima, sobe??.
De lá, Bruno afirma que foi para sua casa no Recreio dos Bandeirantes, onde encontrou Fernanda Gomes de Castro, sua amante, segurando o Bruninho. De acordo com o goleiro, ele não se surpreendeu com a presença de Fernanda pois ela frequentava sua casa em festas, mas o fato de a criança estar ali o assustou. ?Fiquei assustado. Perguntei: ?O que está acontecendo???
O goleiro diz que, por volta de 21h, um homem chamado ?Vitinho? --dono de uma concessionária e espécie de agente do jogador-- o buscou no estádio e o levou para a casa dele, onde o pegou o carro modelo BMW X5 emprestado.
O goleiro afirmou não ter sido informado se Eliza teria ficado ferida após a briga.
Ainda conforme o goleiro, Macarrão teria dito a ele que poderia ficar tranquilo "e ir para o jogo". No entanto, Bruno afirmou ter feito uma "péssima" partida, sem citar contra qual time o Flamengo havia jogado. Bruno teria perguntado por Eliza. Luiz Henrique então contou sobre uma suposta briga dentro do carro entre Eliza e o primo Jorge Luiz Rosa.
Bruno afirmou que, enfim, Macarrão teria dito que o problema a ser resolvido era Eliza, que ameaçava ir à imprensa afirmar que o goleiro não estaria arcando com despesas dela e do filho. O goleiro teria alertado Macarrão para não lhe criar problemas.
"Eu tentei ligar várias vezes para o celular dele (Macarrão), eu fiquei preocupado", disse o goleiro, afirmando que não conseguiu contato. "Eu não sabia o que estava acontecendo". Segundo o goleiro, no dia seguinte, ele se encontrou ainda no hotel com Macarrão.
O goleiro disse ter pedido à noiva para levado ao hotel Windsor, onde estava concentrado, com o time do Flamengo, por volta das 21h.
O goleiro disse ter se encontrado com Macarrão e o primo, em um posto de gasolina, no Rio de Janeiro. Nesse encontro, Macarrão teria dito a ele que precisava do carro do jogador para resolver o problema, sem citar qual era. Bruno afirmou ter passado as chaves do veículo para Macarrão e o primo.
Segundo o jogador, ele atendeu uma chamada telefônica no dia 3 de junho de 2010, no telefone de Ingrid Calheiros, de Macarrão dizendo que ele e o primo do jogador precisavam resolver um problema.
Segundo o goleiro, por causa das atitudes de Macarrão, a então noiva, em 2010, saiu da casa dele e voltou a morar com os pais. "Ficamos eu, o Macarrão e o Jorge morando na casa do Recreiro dos Bandeirantes (RJ)", disse Bruno. Segundo ele, ficou decidido que Eliza faria o exame de DNA.
"Eu quase não tinha tempo de usufruir das minhas coisas", afirmou. Ele disse ter notado que a mulher, a dentista carioca Ingrid Calheiros, estaria perdendo a liberdade dentro da casa dele, no Rio de Janeiro. Segundo o goleiro, o motivo seria o Macarrão. "O Luiz Henrique começou a dominar as pessoas, tomar conta de tudo", disse.
"Macarrão assumiu esse papel", disse o goleiro em relação ao relacionamento com Eliza Samudio. "Depois que a criança nasceu, não conversava com Eliza".
"Eu pedia ao Macarrão dinheiro, muitas vezes, para sair, para fazer uma festa", disse o goleiro em relação a Macarrão, que cuidava da sua conta bancária. "Eu sempre me preocupei em jogar bola". Bruno disse que a relação com Macarrão era de "irmãos".
O réu disse o primo Jorge Rosa Lisboa Rosa morava também com ele há um mês. "O menor Jorge teve muito problema na infância por causa da separação dos pais". Segundo o goleiro, a mãe do primo pediu a ele para levar o primo para morar com ele por causa de dívida com o tráfico de drogas.
O goleiro disse que brigava muito com Eliza. "agressões verbais", frisou o goleiro. Segundo ele, por causa das brigas, ele encerrou o contato com Eliza. Em seguida, o jogador disse que, em 2010, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, passou a morar com ele no Rio de Janeiro para administrar a conta bancária do jogador.
"Eu fiquei feliz pelo fato de que a criança nasceru saudável, Eu sempre quis ter um menino", disse o goleiro. Ele disse, no entanto, que Eliza iniciou contato com jornalistas do Rio de Janeiro e a relação começou a desandar entre os dois. Bruno diz que uma suposta transferência para o exterior foi prejudicada pelas críticas feitas e ele por Eliza na imprensa.
Segundo o goleiro, Eliza teria ido para Santos-SP e os dois passaram a se relacionar por meio de advogados. Assim que a criança nasceu, Eliza teria levado o bebê ao Rio de Janeiro para o goleiro o conhecer.
O goleiro afirmou que não "ajudava mais", porque, nesta festa, Eliza teria se envolvido sexualmente com outros homens. Segundo Bruno, a criança ainda não tinha nascido, o que impedia o exame de DNA e a confirmação se a criança seria filha dele.
"Conheci a Eliza em uma festa, no ano de 2009, em uma casa de um amigo". Segundo o goleiro, os dois se envolveram e, "desse advento, nasceu uma criança", diz o goleiro. Bruno afirmou que houve brigas entre os dois. "Realmente, ela me cobrava para arcar com despesas da gravidez. Eu ajudei, mas não podia ajudar mais".
Terminou a leitura da acusação. A juíza perguntou a ele se a acusação é verdadeira. Bruno diz: "como mandante dos fatos, não. Mas, de certa forma, me sinto culpado", disse o goleiro.
O goleiro Bruno escuta, sentado e de cabeça baixa, a leitura da acusação contra ele feita pela juíza.
A magistrada começa a ler a acusação feita contra o goleiro, que será julgado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Começa o julgamento do goleiro Bruno. O advogado Lúcio Adolfo Silva afirmou que o cliente somente responderá perguntas da juíza e dos advogados de defesa e dos jurados.
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodruigues determinou a condução pela Polícia Militar do goleiro Bruno para o salão do júri, onde comecará o julgamento do goleiro.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) rejeitou nesta quarta-feira (6) habeas corpus impetrado pela defesa do goleiro Bruno Fernandes que pleiteava a mudança da prisão dele, do regime fechado para o regime domiciliar, em favor do goleiro.
?Meu neto Bruninho jamais vai conviver com a Bruna Vitória e com a Maria Eduarda (filhas do goleiro Bruno Fernandes e de Dayanne de Souza). A questão é da origem dessas crianças. Eles jamais aceitaram o meu neto?, disse Sônia Moura.
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, chegou há pouco ao Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, para acompanhar o terceiro dia de julgamento.
Os jurados já foram autorizados a sentar em seus lugares.
A defesa do goleiro Bruno pediu à juíza Marixa Fabiane para ter 30 minutos de entrevista com o réu antes de seu interrogatório.
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O goleiro Bruno já está no banco dos réus. Neste momento, fotógrafos e cinegratistas registram imagens do goleiro e do salão do júri.
Ontem, o promotor Henry Wagner de Castro afirmou que sustentará que Bruno esteve no local em que Eliza foi morta.
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É possível que Bruno fique calado durante as perguntas do promotor Henry Wagner de Castro e da juíza Marixa Fabiane Lopes e só responda às questões feitas por suas defesores.
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A ré Dayanne Souza, ex-mulher de Bruno, poderá acompanhar o depoimento do goleiro se assim desejar.
A juíza Marixa Fabiane Lopes abre a sessão de hoje e pede para os policiais trazerem o goleiro Bruno Fernandes ao banco dos réus.
A juíza determinou o fim da sessão e a sua retomada amanhã, às 13h. Agradecemos a audiência e até amanhã!
O advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos foi autorizado a fazer perguntas a Dayanne. Mas afirmou apenas que queria constar em ata a autorização da quebra do seu sigilo telefônico, desde primeiro de janeiro de 2010 até o fim daquele ano.
Dayanne dizia que o goleiro era muito carinhoso coms as duas filhas, sendo mais "agarrado" com a filha de nome Bruna Vitória. Ela ainda afirmou que as crianças da sua família são bem tratadas. A ré disse que o filho de Eliza não foi maltratado.
Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno, passou a fazer perguntas a Dayanne Souza.
Dayanne respondeu a Tiago Lenoir, advogado de defesa, que o filho de Eliza foi cuidado como se fosse filho dela. Ela disse ter observado que a criança estava com alergia nas bochechas. Ela teria providenciado uma pomada para passar nas lesões.
Os advogados de defesa começam neste momento a fazer perguntas a Dayanne Souza.
Dayanne disse ter não ter nenhuma intimidade com o ex-policial Zezé, após ter sido questionada por Cidney Karpinski, assistente de acusação. Em seguida, ele encerrou as suas perguntas.
Dayanne disse que um dos advogados que acompanharam o depoimento dela na delegacia teria sido ameaçado por Quaresma. Fato que ela teria conhecido por meio de declaração do próprio Quaresma. Em seguida, o promotor encerrou as suas perguntas.
Indagada como Quaresma se tornou seu advogado, Dayanne disse que Macarrão foi quem o indicou. A ré disse ter tomado conhecimento da amizade de 20 anos do advogado com o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, por meio da imprensa. Ela ainda afirmou que Macarrão teria indicado Quaresma a Bruno.
Dayanne disse que uma carta na qual relata ter sofrido tortura psicológica por parte de uma delegada teria sido feita a pedido do então advogado Ércio Quaresma. Dayanne disse posteriormente que a tortura não ocorreu. Segundo ela, parte da carta foi ditada por Quaresma.
Jorge Luiz Lisboa Rosateria ligado para o celular de Dayanne, no dia 10 de junho de 2010. O que foi relembrado a ela pelo promotor por constar do processo. Dayanne afirmou não se recordar do que teria conversado com Jorge.
Dayanne disse não saber o motivo de Macarrão ter pedido a ela que negasse a existência da criança à polícia, mas, ao mesmo tempo, teria colocado o ex-policial Zezé em contato com ela para auxiliá-la.
O ex-policial Zezé teria perguntado a ela o que estava acontecendo. Dayanne disse que não sabia porque tinha sido orientada por Macarrão a negar a existência da criança a qualquer policial.
Dayanne disse que falou no dia 25 de junho de 2010, antes de ser presa e por telefone, com o ex-policial José Laureano de Assis, o Zezé.
Quando Dayanne foi presa, em junho de 2010, sob acusação de sequestro do filho de Eliza, Bruno teria orientado a ex-mulher a não falar nada pelo telefone porque o aparelho estaria "grampeado". O jogador ainda disse que um advogado iria do Rio de Janeiro para Minas Gerais para auxiliá-la.
O promotor diz que a mulher autora da mensagem era a noiva de Macarrão e tinha ciência que o menino era filho de Eliza.
A ré disse que as pessoas que cuidavam do filho de Eliza, quando Dayanne estava no Rio de Janeiro, repassavam informação a ela sobre o bebê. O promotor apresentou página do processo, que no dia 14 de junho de 2010, uma mensagem que constava do celular apreendido de Dayanne que dizia: "seu filho não dorme".
Dayanne disse que foi dado outro nome para o filho de Eliza, que passou a se chamar Ryan Yuri. Segundo Dayanne, no dia 9 de junho, Bruno teria dito que queria trocar o nome da criança. Eliza não teria concordado, conforme a ex-mulher do goleiro. Ela disse que suas filhas chamavam o filho de Eliza de "irmãozinho", ou Yuri, ou Bruninho.
O promotor perguntou à Dayanne se o local apontado por Sérgio Rosa Salles em que houve queima de lixo era usual ocorrer esse procedimento. A ré disse que não.
Dayanne disse ter sentido cheiro de fumaça, no dia 10 de junho, no sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas (MG). O promotor perguntou a ela se era comum queimar lixo "tarde da noite", após ter ouvido de Dayanne que Sérgio Rosa Salles e Macarrão teriam relatado a ela a queima do material.
Castro perguntou se Dayanne sabia o motivo pelo qual Eliza não saía do quarto do sítio em Esmeraldas, em junho de 2010. Dayanne disse não saber o motivo.
O promotor questionou Dayanne se havia algum traço similar no modo em que o goleiro Bruno se relacionava com a ex-mulher. Dayanne disse que o goleiro não a tratava do modo que tratava Eliza.
"A gente já brigou bastante", disse Dayanne ao ser questionada se o goleiro Bruno a agrediu alguma vez. Dayanne afirmou que era ela quem primeiro "partia para cima do goleiro". Nessas ocasiões, o goleiro revidava.
O promotor relembrou a ela um depoimento dado à polícia quando ela estava acompanhada de advogados no qual o goleiro Bruno teria a empurrado dentro do quarto onde Eliza estaria, no sítio do goleiro, depois de afirmar a ela: "fala com sua amiguinha". Dayanne disse não saber o motivo da declaração de Bruno.
Dayanne disse que o motivo poderia ser para não encontrar Eliza na propriedade.
O promotor Henry Castro perguntou a ela como era a amizade entre Bruno e Macarrão. Dayanne respondeu que era uma amizade "forte". Em seguida, Castro questinou se ela sabia o motivo da proibição dada por Bruno para ela não entrar na casa do sítio, em junho de 2010.
Dayanne disse ter sido solta no dia 26 de junho de 2010, por um alvará de soltura expedido por um juiz de plantão. Em seguida, a juíza encerrou as perguntas a ex-mulher do goleiro. O promotor começou a interrrogar a ré.
Nem depois que recebeu voz de prisão, Dayanne teria dito que Eliza estava no sítio. Depois de presa, ela afirmou ter tentado contato com Macarrão e com Bruno, mas não conseguiu. em seguida, ela disse que Macarrão atendeu o telefone, mas não deu atenção a ela. O secretário de Bruno e o jogador estavam no Rio de Janeiro.
Em seguida, Dayanne teria dito que Coxinha saberia precisar o paradeiro do filho de Eliza. Segundo ela, Coxinha teria levado os policiais até o local onde o bebê estava. Dayanne permanceu na delegacia. Depois de um tempo, os policiais retornaram à delegacia com o filho de Eliza.
Dayanne afirmou ter ido à delegacia, onde foi questionada onde estava o filho dce Eliza. A ré negou que soubesse do paradeiro de Eliza e da criança. A delegada disse a ela que Eliza poderia ter sido morta no sítio do goleiro e a criança correr risco de morte. Dayanne afirmou que continuou negando os fatos.
Dayanne disse à juíza que não soube o motivo pelo qual Coxinha e o motorista não puderam levá-la à delegacia para que ela esclarecesse a confusão em torno da sua suposta morte. Teve de esperar o retorno do motorista para pegá-la. Dayanne disse que a criança foi deixada com uma companheira do ex-motorista do goleiro.
Tanto Bruno quanto Macarrão teriam dito a ela para negar à polícia que Dayanne estava com a criança, informou no seu depoimento. Quando chegou ao local marcado para o encontro, a ré disse ter passado para o carro da mulher que fora buscar o filho de Eliza na casa de sua mãe.
A ex-mulher do goleiro orientou uma mulher a buscar a criança na casa da mãe e, em seguida, a encontrasse em uma rodovia. No percurso, Dayanne disse ter recebido outro telefonema do Macarrão, informando que o ex-policial José Laureano, conhecido como "Zezé" iria ligar para ela.
"Não deixa ele lá não", teria dito Macarrão a Dayanne, pedindo a ela que tirasse o filho de Eliza da casa da mãe e o repassar ao Wemerson Marques de Souza, o "Coxinha", um dos réus no processo sobre o sumiço de Eliza Samudio.
Ela disse ter recebido um telefone de Macarrão questionando o paradeiro do filho de Eliza. Dayanne disse que a criança permaneceu no sítio. Ela ainda relembrou que teria sido orientada por Bruno e Macarrão, quando ainda estava no Rio de Janeiro, a não retirar a criança do sítio.
Dayanne disse ter retornado ao sítio somente com o motorista, sendo que as filhas e o filho de Eliza teriam ficado na casa da mãe, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A ex-mulher do goleiro disse ter ido, antes de ser presa, à casa da mãe, com as filhas e bebê de Eliza, para lavar roupas. Antes de entrar na casa, recebeu uma ligação de Macarrão avisando que uma delegada de polícia tinha ido ao sítio para procurá-la.
Dayanne disse ter sido presa, no dia 25, sob acusação de subtração de incapaz. Antes, ela disse ter sido avisada por um assessor de imprensa do Rio de Janeiro que havia a suspeita de ela ter sido morta pelo goleiro. Esse assessor teria pedido a ela para desmentir a história.
Bruno teria dito a ela que tentou contato com Eliza, mas não conseguiu. Dayanne afirmou ter ouvido do goleiro que ele desconfiava de a ex-amante querer tentar culpá-lo por um suposto sequestro do filho dela. Dayanne disse ter retonardo no dia 24 ao sítio, em Esmeraldas.
A mulher do caseiro e ele ficaram tomando conta do filho de Eliza até o dia 24 de junho de 2010. Dayanne afirmou ter voltado para o Rio de Janeiro no dia 18. Ela disse ter ligado para o goleiro questionando o paradeiro de Eliza e da demora do goleiro em ir buscar a criança. Bruno teria dito que Eliza estava "armando" para ele.
Dayanne disse que não seria possível deixar o filho de Eliza com a noiva de Macarrão porque ela grávida de sete meses e ainda tinha outra filha que necessitava de cuidados. Elenílson Vítor da Silva, administrador do sítio teria conversado com a esposa do caseiro do sítio para que ela cuidasse do bebê.
Como afirmou à juíza, Dayanne disse que também iria voltar ao Rio de Janeiro, onde precisava estar na sexta-feira, para uma prova de legislação, ligou para Macarrão, que pediu a ela para deixar o filho de Eliza com a noiva. Macarrão não informou quanto tempo Eliza ficaria fora.
Segundo a ré, Bruno não teria voltado no dia marcado, a segunda-feira seguinte. Dayanne disse ter telefonado para o goleiro, mas que atendia era Macarrão. Bruno marcou a data de quarta-feira, mas também não retornou.
O goleiro teria pedido a Dayanne para cuidar da criança porque ele teria que retonar ao Rio de Janeiro, de ônibus, com o time de futebol que patrocinava e não teria como cuidar da criança. Bruno afirmou que ela cuidaria por pouco dias da criança, já que ele retornaria e buscaria a criança.
Dayanne disse ter ouvido de Bruno o pedido para que ela enrolasse a criança em um cobertor. Em seguida, ela disse que Bruno, Macarrão, Jorge Luiz e Sergio Rosa Salles se reuniram em separado. Bruno contou depois a ela que Eliza teria dito para Macarrão avisar a ele para "se virar' com a criança.
Depois de lancharem, retornaram ao sítio. Bruno estava na área externa do sítio, na companhia de Sérgio Rosa Salles, conforme disse Dayanne. Luiz Henrique chegou em seguida, com Jorge Luiz Lisboa Rosa. "Ele estava bem assustado", revelou a ré. Rosa segurava o filho de Eliza, conforme Dayanne.
Dayanne disse ter levado a noiva de Macarrão a um hospital, em Contagem (MG), mas não se lembra do endereço da unidade hospitalar. Em seguida, foram a uma farmácia dentro de um shopping, localizado no mesmo município.
Eliza saiu em uma EcoSport com Macarrão ao volante e na companhia de Jorge Luiz Lisboa Rosa, conforme relato de Dayanne, que afirmou ter deixado o sítio em seguida.
A ex-mulher do goleiro afirmou não se lembrar de ter se despedido de Eliza. Salientou também que não viu uma mala vermelha, que pertenceria a Eliza, sendo colocada no carro.
De acordo com Dayanne, Eliza foi levada do sítio por volta das 19h do dia 10 de junho de 2010. Eliza teria ajudado uma das filhas de Dayanne a comer. Em seguida, ela segurou o bebê para Eliza preparar uma mamadeira, mas devolveu a criança a ela para prestar auxílio à noiva de Macarrão, que estava passando mal.
Conforme relato da ré, Eliza não estava com machucado na cabeça, mas teria notado um ferimento em um dos dedos da mão da ex-amante do goleiro. Ela afirmou que tinha prendido o dedo em uma porta. Dayanne disse que Eliza entrava e saía da casa quando queria.
Dayanne teria convidado, no dia 10, Eliza para tomar um banho de sol. Ela afirma que Eliza tomou café e conversou com uma prima do goleiro no sítio. A ex-mulher do goleiro disse ter passado o dia no sítio, tendo dado uma saída à noite do local para acompanhar a noiva do Macarrão a um médico.
Questinado sobre a presença de Eliza, Bruno teria respondido que um rapaz não teria ido buscar Eliza para levá-la ao apartamento, sendo que a promessa da saída da ex-amante do local seria feita no dia seguinte. A polícia mineira aponta o dia 10 de junho de 2010 como sendo o da morte de Eliza.
Conforme seu relato, Bruno saiu da casa da avó com a ex-mulher e teria ido buscar a noiva de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, em um bairro de Ribeirão das Neves (MG). Eles retornaram ao sítio em Esmeraldas. Dayanne disse que Eliza ainda estava lá, no dia 9 de junho de 2010.
Os familiares do goleiro não teriam acredito na versão apresentada pelo goleiro, que permaneceu no imóvel da mãe (no caso a avó que o criou) por quarenta minutos.
Segundo DayanneNo dia, 9 de junho de 2010, Bruno teria dito que Eliza iria embora no mesmo dia para o novo apartamento, sem citar o endereço do imóvel. Bruno determinou a Dayanne que voltasse para a casa da mãe dele. Depois, ele foi ao imóvel e teria apresentado o filho de Eliza como sendo seu. Eliza não foi.
Segundo a ré, Bruno teria combinado um valor mensal de pensão a Eliza, mas sem informar o valor. O goleiro repetia que tinha resolvido o problema com a ex-amante.
"O Bruno mais respondia por Eliza que ela própria", diz Dayanne. A ex-mulher disse ter ficado nervosa ao fazer as perguntas para o então marido. Conforme a mulher, o goleiro teria dito que estava tudo "acertado com ela", referindo-se a uma suposta promessa de dar um apartamento à ex-amante.
Dayanne perguntou por que Eliza estava na casa. Segundo ela, o goleiro teria dito que a ex-amante teria ido ao local "resolver alguns problemas com ele".
Ela perguntou ao goleiro por que todo mundo tinha saindo correndo. Disse que Bruno proibiu a entrada dela na casa. "Eu queria entrar para ver o que estava acontecendo". O jogador acabou cedendo e a teria levado ao quarto onde Eliza estava, na companhia do filho, e de outros réus do caso.
A ex-mulher do goleiro afirmou ter visto o filho de Eliza, no segundo andar da casa, em companhia de Sérgio Rosa Salles.
Dayanne disse ter retornado ao sítio, na quarta-feira, em junho de 2010. E afirmou ter visto todo mundo correndo quando o seu carro foi reconhecido por Sérgio Rosa Salles, primo do goleiro, que posteriormente foi morto em agosto do ano passado.
Dayanne diz ter ido à casa da mãe e ligou depois para tentar falar com o Bruno e achou estranho porque escutou barulho de música ao telefone. "Quem está sendo ameaçado de morte não escuta música", diz Dayanne.
Dayanne diz ter ouvido do goleiro Bruno que Eliza estava "armando" contra ele e pediu a ela para sair do sítio por medida de segurança, com as filhas dela. O goleiro teria contado isso chorando e teria medo de ser assassinado.
Dayanne diz que teve o primeiro contato com o filho de Eliza no dia 9 de junho de 2010, no sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas (MG).
Dayanne diz que a acusação não é verdadeira. Ela negou o sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.
Dayanne diz que responderá as perguntas que lhe forem feitas.
Terminou a leitura da acusação contra Dayanne Souza, que não esboçou nenhuma reação.
Dayanne está sentada em frente a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que lê a acusação contra ela.
Começa o interrogatório de Dayanne Souza. A juíza vai ler a acusação feita contra ela.
A assessoria do Tribunal de Justiça de MG informou que os debates entre acusação e defesa serão feitos na quinta-feira (7). A decisão será lida neste dia.
O goleiro Bruno foi levado para a Penitenciária de segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG).
Julgamento do goleiro Bruno começara às 13h desta quarta-feira (6), segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
Advogado de Bruno diz que ele pode ficar calado em seu depoimento
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Há um breve intervalo dado pela juíza antes do início do interrogatório de Dayanne Souza
Juiza determina que o goleiro Bruno seja retirado do salão do júri
Termina a exibição dos vídeos e começa daqui a pouco o interrogatório de Dayanne de Souza.
Bruno chora durante exibição de vídeos sobre a reconstituição do crime de Eliza Samudio
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Na mesma entrevista, Jorge diz que Macarrão lhe ofereceu R$ 15 mil para matar Ingrid Calheiros, mulher de Bruno. A oferta teria sido feita antes do desaparecimento de Eliza Samudio.
Agora está sendo mostrada aos jurados a entrevista de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno e testemunha-chave do caso, ao "Fantástico", com exibição no dia 24 de fevereiro deste ano. Na entrevista, o primo do goleiro culpa Macarrão pela morte. Inicialmente ele inocenta Bruno, ao dizer que ele não sabia do plano para matar Eliza. No final da entrevista, ele muda de opinião e diz que era impossível Bruno não saber do plano.
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Esse detento acusa Bruno e Macarrão de chefiarem o tráfico no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.
Agora está sendo exibida uma entrevista de um detento que acusa Bruno de ter mandado matar uma mulher que trabalhava para ele.
A mãe de Eliza Samudio, que deixou o salão do júri por se sentir mal, já voltou ao local. Segundo a advogada Maria Lúcia, ela vomitou e a pressão dela deve ter baixado.
O vídeo com a entrevista de Macarrão, que estava sendo exibido aos jurados, foi pausado para que os jurados possam ir ao banheiro.
Agora está sendo exibida uma entrevista de Macarrão à TV Assembleia. Nela, o ex-amigo de Bruno diz que está sendo chamado de homossexual dentro da prisão por conta do caso Eliza Samudio.
O momento em que o goleiro mais chorou foi durante a exibição da reconstituição dos crimes contra Eliza Samudio no sítio dele em Esmeraldas (MG). No vídeo, o primo dele Sérgio Rosa Sales reconstitui o crime.
Depois de chorar discretamente ontem, o goleiro Bruno Fernandes foi às lágrimas no salão do júri durante a exibição de vídeos com reportagens e outros materiais referentes ao caso Eliza Samudio.
Foram exibidas uma reportagem do "Fantástico", da Rede Globo, em que Bruno é entrevistado dentro do avião e responsabiliza Macarrão pelos acontecimentos com Eliza, e a reconstituição do crime por Sérgio Rosa Sales dentro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG).
O goleiro Bruno assiste atentamente a exibição dos vídeos. No momento em que foi mostrada uma entrevista em vídeo de Eliza ao jornal "Extra", o goleiro abaixou a cabeça.
Dayanne vai ser interrogada ainda hoje; Bruno será ouvido nesta quarta (6)
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Continuam a ser exibidos aos jurados vídeos escolhidos pela acusação. São reportagens e entrevistas sobre os casos.
Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se sente mal e deixa o salão do júri carregada.
Acusação confirma negociação para confissão do goleiro Bruno
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A pedido da Promotoria está sendo exibida uma entrevista do tio de Jorge Luiz Rosa à TV Record.
Agora está sendo exibida a entrevista do tio de Jorge Luiz Rosa a uma rádio do Rio de Janeiro. A entrevista trouxe o caso à tona.
Começa a exibição dos vídeos. O primeiro é da entrevista de Eliza Samudio ao jornal "Extra", do Rio, na qual ela relata uma agressão que teria sofrido de Bruno.
A sala do júri está sendo preparada para a exibição dos vídeos.
A juíza Marixa Fabiane Lopes anuncia que, no total, a exibição dos vídeos irá durar 1h54.
Terminaram as leituras dos laudos e documentos indicados pela defesa e acusação. Agora serão exibidos os vídeos selecionados por ambas as partes.
Um oficial de Justiça lê outro depoimento de Jorge Luiz Rosa, colhido dentro do Centro de Internação Provisória de São Benedito, em 22 de julho de 2010.
O laudo indicou que todos os cães de Bola apresentaram gastroenterite, com sangue e pus no sistema digestivo. Entretanto, não foram encontrados vestígios de sangue humano na perícia.
Agora, está sendo lido o laudo da perícia feita nos cães de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Os exames foram feitos para descobrir se haviam vestígios de Eliza Samudio nos animais.
Bruno era para ser julgado em novembro, mas destituiu seu advogado. Na ocasião, seu "faz-tudo", Luiz Henrique Romão, o Macarrão, confessou a morte de Eliza e foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 13 em regime fechado.
A oficial de Justiça faz a leitura de laudos que constam do processo do caso Eliza Samudio. As defesas dos réus que indicaram a leitura dos documentos.
O goleiro Bruno e Dayanne de Souza são julgados desde ontem (4). Bruno é acusado de ser o mandante do sequestro e morte de Eliza Samudio e também do filho que teve com ela, Bruninho. Dayanne é julgada pelo sequestro da criança.
O depoimento da assistente social lido via carta-precatória sobre a versão de Jorge Luiz Rosa bate com o testemunho da delegada Ana Maria Santos, que colheu o segundo depoimento do primo de Bruno.
A leitura da carta está sendo feita por uma escrivã do fórum de Contagem.
A carta-precatória é utilizada para testemunhas que não residem na mesma comarca do julgamento. Renata vive hoje em Tangará da Serra (MT).
A sessão foi retomada por volta de 14h35 com a leitura da carta-precatória da assistente social Renata Garcia da Costa, que acompanhou o primeiro depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno que delatou os crimes contra Eliza Samudio e o bebê.
A advogada pergunta sobre as supostas confidências que Eliza fez a Célia no sítio em Esmeraldas. "Ela falou que se alguém dia ela precisasse de alguma coisa a única pessoa que ela iria procurar seria a mãe dela."
Agora Maria Lúcia, advogada da mãe de Eliza Samudio, faz perguntas à Célia.
Arteiro pergunta se Célia não estranhou ter recebido o bebê de Eliza em roupas e sem fraldas. Ela disse que achou "normal".
"Ele [Bruno] não mandava no Macarrão. O Macarrão fazia as coisas porque tiinha que fazer", disse Célia, prima do goleiro Bruno, após ser questionada por José Arteiro de Almeida, advogado assistente da acusação.
Célia diz que não viu nenhuma mala ser queimada no sítio em Esmeraldas, logo após o desaparecimento de Eliza. As investigações constataram que os pertences da vítima foram queimados no sítio de Bruno logo após o desaparecimento da modelo.
O advogado José Arteiro pergunta se Célia não estranhou terem lhe pedido para entregar o filho de Eliza Samudio a Coxinha. "Não, não fiz perguntas [sobre o bebê]."
Célia afirma que nunca mais viu Jorge Luiz Rosa, primo dela e principal testemunha do caso, desde o desaparecimento de Eliza.
Depois do promotor, José Arteiro de Almeida, advogado assistente da acusação, faz perguntas a Célia.
O depoimento de Célia já dura 2h20, aproximadamente.
Questionada pelo promotor Henry Wagner de Castro, Célia afirma que não presenciou com nenhuma pessoa tratada como Zezé --outro ex-policial investigado recentemente por suposta participação na morte de Eliza.
Os advogados Lúcio Adolfo da Silva e Tiago Lenoir, que fazem a defesa de Bruno, deixam o salão do júri enquanto o promotor faz perguntas à Célia Aparecida Rosa Sales, prima do goleiro.
Célia diz que o filho de Eliza foi parar na casa da mãe da Dayanne em Ribeirão das Neves pois estava aos cuidados da ex-mulher de Bruno.
Após uma pergunta do promotor, Célia disse ?não se lembrar direito? do que ocorreu. A juíza responde com rigidez: ?a senhora fique à vontade para tentar lembrar direito?
Célia afirma que não soube como Eliza chegou do RIo de Janeiro a Minas Gerais e que a modelo não tinha ferimentos.
Após o retorno de Macarrão e Jorge e o sumiço de Eliza, Célia afirma que não houve festa no sítio do goleiro em Esmeraldas (MG) e que eles estavam se preparando para viajar.
Célia afirmou também que não perguntou a Dayanne porque ela pediu para que Bruninho fosse entregue para Coxinha.
Questionada pelo promotor, Célia afirma que não sabia porque Dayanne estava no local onde ela entregou a criança a Coxinha.
A prima de Bruno afirma que, após o desaparecimento de Eliza, ela entregou Bruninho para Wemerson Marques dos Santos, o Coxinha.
Célia diz que em depoimento à polícia afirmou que Bruno não estava no sítio com Eliza --ao contrário do que afirmou hoje-- porque tinha medo de revelar que o jogador estava lá.
Questionada sobre as mudanças de versão, Célia diz que temia ser presa. Perguntada se tinha motivo para ser presa, ela falou que o temor era decorrente do fato de ela ter levado o bebê de Eliza.
Após pergunta do promotor, Célia corrige a informação anterior, de que no depoimento à polícia, em 2010, não estava com advogado, e afirma que estava com um defensor e seu pai no depoimento.
Crescem rumores sobre possível confissão de Bruno.
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Questionada pelo promotor sobre o depoimento que prestou à polícia em 2010, que se contradiz com afirmações dadas hoje, Célia afirma que parte do depoimento anterior não era verdade, pois ela falou "tudo que deu na cabeça".
A sessão recomeça. O promotor Henry Wagner de Castro faz perguntas à Célia.
A juíza determina um breve intervalo.
Segundo Célia, depois que Eliza desapareceu, o filho dela foi bem tratado por todos. A prima de Bruno afirmou que Dayanne cuidou de Bruninho Samudio "como se fosse filho dela."
Célia afirma que Macarrão e Jorge voltaram ao sítio com o bebê e sem Eliza Samudio e, questionados por Bruno sobre o paradeiro de Eliza, afirmaram que ela logo voltaria para pegar o bebê.
Segundo Célia, Macarrão, Jorge Luiz Rosa e Sérgio Rosa Sales disseram que iriam levar Eliza do sítio para que ela conhecesse o apartamento que Bruno iria lhe dar.
A prima de Bruno descreveu o que teria sido o último contato entre o goleiro e Bruno, no sítio em Esmeraldas. "Eles entraram no carro. Ela disse 'tchau Bruno'. Ele se despediu dela dizendo: 'tchau, vai com Deus'".
Célia diz que Eliza lhe fez uma confidência: ?Ela disse; ?se eu contar para o Bruno as coisas pesadas dele que eu sei, essa vida boa vai acabar??
Segundo Célia, Eliza conversava bastante com os presentes no sítio. ?Ela inclusive disse que não tinha tido convivência com a mãe dela.?
A prima de Bruno afirma que uma filha do goleiro com Dayanne chamava o filho do atleta com Eliza Samudio de irmão. "A Bruna falava: 'Olha o meu irmão'"
Célia diz que Eliza ajudou ela e Dayanne Souza a fazer o almoço. Em seguida, Célia afirma que tomou banho de piscina junto com Eliza.
A prima de Bruno disse que viu Eliza no sítio, na varanda da casa, quando chegou no local na véspera da suposta morte da modelo.
Célia afirmou à polícia, em 2010, que só soube que Bruninho Samudio era filho de Bruno após o caso ser divulgado na imprensa. Hoje, ela disse que, ao chegar no sítio de Bruno em 9 ou 10 de junho de 2010, a criança foi apresentada como seu filho.
Prossegue a leitura do depoimento de Célia à polícia em 2010. Na ocasião, a prima de Bruno diz que conheceu os amigos de Bruno, como Wemerson Marques dos Santos, o Coxinha, em 25 de junho de 2010. Hoje, como testemunha do júri, disse que viu Coxinha em 9 de junho de 2010, no sítio de Bruno em Esmeraldas (MG).
A sessão foi retomada. Uma escrivã lê o depoimento que Célia Aparecida Rosa Sales, prima de Bruno, prestou à polícia.
A sessão está suspensa por alguns minutos para que um jurado possa ir ao banheiro.
"As vezes ele estava ocupado, curtindo as filhas, daí pedia para o Macarrão comprar as coisas", diz Célia, prima de Bruno, em resposta ao advogado Tiago Lenoir.
Questionada pelo advogado Tiago Lenoir, Célia afirma que Macarrão trabalhava para Bruno e fazia qualquer tipo de serviço. "Se tinha algum trabalho pra fazer, ele ia lá e fazia."
Ela afirma que estavam no sítio Macarrão, Elenilson Vítor da Silva, Sérgio Rosa Sales, Jorge Luiz Rosa, Wemerson Marques dos Santos, o Coxinha, todos suspeitos de participarem do sequestro da modelo, além da própria Eliza Samudio.
Célia confirma que estava no sítio do goleiro em Esmeraldas (MG) quando Eliza teria sido mantida sob cárcere. Ela afirma que foi ao sítio com Dayanne, mas não se recorda exatamente o dia. "Acho que foi ou no dia 9 ou dia 10 [de junho de 2010]."
Segundo Célia, pouco antes de Bruno ser preso, em junho de 2010, ela não convivia muito com o jogador, embora o visse sempre que podia.
Terceira testemunha a ser ouvida, Célia está sendo interrogante na condição de informante, já que mantém grau de parentesco com o réu.
Célia afirma que Bruno era um pai presente e exigente.
Perguntada por Tiago Lenoir, advogado de Bruno e Dayanne, Célia afirma não saber como o primo e a ex se conheceram.
Ele faz brincadeiras e cumprimenta todos os jornalistas, um a um.
Neste momento, Lúcio Adolfo da Silva, advogado de Bruno, deixa o salão do júri e faz uma visita à sala de imprensa.
Célia diz que também foi criada pela mãe. A prima de Bruno diz que a avó dela e do goleiro morava em uma casa situada no mesmo terreno da casa de sua mãe.
O promotor não faz perguntas à Célia. Tiago Lenoir, um dos advogados de Bruno, começa a questioná-la.
Célia confirmou ao promotor que foi criada pela dona Estela Santa Trigueiro de Souza, avó de Bruno, que também criou o goleiro. Ela afirma que foi criada como uma irmã do goleiro.
Célia foi arrolada pelas defesas de Bruno e de Dayanne Souza --os advogados de Bruno a dispensaram. Ela é irmã de Sérgio Rosa Sales, acusado de ter participado do sequestro e morte de Eliza, que foi assassinado no ano passado em um crime passional sem relação com o caso Eliza Samudio, segundo a versão da polícia.
Começou o depoimento de Celia Aparecida Rosa Sales, prima do goleiro e irmã de Sérgio Rosa Sales.
O promotor Henry Wagner de Castro dispensou o depoimento do detento Jaílson Alves de Oliveira, que está preso na penitenciária Nelson Hungria, onde também estão reclusos o goleiro Bruno Fernandes, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Após 17 minutos, termina o depoimento de João Batista.
Segundo João Batista, a outra testemunha que acompanhou o depoimento de Cleiton chegou junto com ele na delegacia. O ex-caseiro de Bruno afirma que somente a delegada foi perguntas a Cleiton.
O ex-caseiro diz que, ao entrar na sala onde Cleiton depôs, havia umas duas pessoas com o ex-motorista de Bruno, entra elas o escrivão.
Agora, o advogado Tiago Lenoir, que integra a defesa de Bruno, faz perguntas ao caseiro.
João Batista diz que não conhece os policiais civis que acompanharam o depoimento de Cleiton Gonçalves.
O ex-caseiro de Bruno afirma que Cleiton Gonçalves não estava algemado e sim à vontade.
Batista diz que Cleiton, amigo e ex-motorista de Bruno, não foi ameaçado, tampouco recebeu promessa de recompensa, antes e durante o depoimento no qual ele disse que Eliza ficou sob vigilância no sítio em Esmeraldas (MG).
Batista diz que não lhe anteciparam qual seria a temática do depoimento de Cleiton, o qual ele acompanhou.
João Batista afirma que é produtor rural em Abaeté (MG).
Em resposta a Adolfo, o ex-caseiro confirma que é formado em Direito e afirma que o depoimento de Cleiton foi colhido por um delegada, acompanhada de um investigador, dele e de outra testemunha.
O promotor Henry Wagner de Castro encerrou suas perguntas à testemunha. Agora, Lúcio Adolfo da Silva, advogado de Bruno, faz perguntas a João Batista.
O ex-caseiro do sítio de Bruno diz que outra testemunha, que ele não conhece, acompanhou o depoimento.
Nesse depoimento, Cleiton disse à polícia que Eliza teria sido mantida sob cárcere no sítio de Bruno em Esmeraldas (MG).
A polícia convidou o ex-caseiro para acompanhar o depoimento para verificar se Cleiton estava relatando a verdade dos fatos. Segundo Batista, Cleiton estava muito tranquilo e seguro em seu depoimento.
O depoimento ocorreu em junho de 2010, dias após os crimes contra Eliza.
O caseiro diz que estava em uma padaria quando um policial lhe chamou para acompanhar o depoimento de Cleiton Gonçalves, ex-motorista do goleiro.
Aparentemente, o problema na caixa de luz do fórum foi resolvido antes do tempo previsto.
Vai começar o depoimento de João Batista Alves Guimarães, que foi caseiro do sítio do goleiro Bruno.
Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, disse ao chegar ao fórum de Contagem que Bruno tem a obrigação de entregar a ela e ao neto [filho de Eliza] o que a eles pertence, referindo-se ao local onde estaria o corpo da filha. "Mas sei que o Bruno não vai confessar isso porque desde o primeiro momento eu pude perceber que ele não é verdadeiro."
Um problema no quadro de distribuição de energia do fórum de Contagem afeta algumas dependências do fórum e está interrompendo a transmissão do júri para sala de imprensa. Por conta disso, o depoimento das testemunhas ainda não começou. A sessão está suspensa. A previsão é que o problema seja resolvido em 15 minutos.
Já Dayanne aparenta estar mais tranquila.
Bruno está cabisbaixo, assim como ontem. No juri de novembro passado, a postura do goleiro era outra: ele se manteve altivo, de cabeça erguida.
Bruno e Dayanne já estão no banco dos réus. Cinegrafistas e fotógrafos entraram no salão do júri para fazer imagens do local.
A reportagem do UOL acompanha o julgamento na sala de imprensa do fórum de Contagem. No salão do júri, não é permitido o uso de qualquer equipamento eletrônico.
"Rezamos muito juntos e estamos confiantes", disse Ingrid Calheiros, namorada de Bruno, pouco antes de entrar no fórum de Contagem. Ela afirmou ter estado com o goleiro no sábado, no presídio Nelson Hungria. "Que os jurados não o julguem pela forma como ele foi apresentado pela mídia, mas como ele realmente é."
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A juíza Marixa Fabiane abre a sessão e pede para que os réus sejam conduzidos ao salão do júri.
A dentista Ingrid Calheiros, namorada de Bruno, chega ao fórum de Contagem para o segundo dia do julgamento do goleiro e de sua ex-mulher Dayanne Souza.
Sonia ainda afirmou que está tranquila. ?Dormi só um período da noite, não consegui dormir direito. Mas estou tranquila.?
Ela manifestou preocupação com o neto: ?Ontem foi o dia do Bruninho chamar muito pela mãe. E eu também não estava lá. Bruninho me chama de mãe.?
A mãe de Eliza Samudio, Sonia de Fátima Moura, acaba de chegar ao fórum de Contagem (MG), onde acontece daqui a pouco o segundo dia do julgamento do goleiro Bruno.
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Na sessão de hoje devem ocorrer os depoimentos de quatro testemunhas do caso. São elas: Jaílson Alves de Oliveira, detento recluso na mesma penitenciária de Bruno; João Batista Alves Guimarães, que foi caseiro do sítio em Esmeraldas (MG); Célia Aparecida Rosa Sales, prima do goleiro; e Renata Garcia da Costa, assistente do sistema socioeducativo de Minas Gerais.
O goleiro Bruno Fernandes deixou a penitenciária Nelson Hungria às 8h02 e chegou ao fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG), às 8h22.
Bom dia! A sessão desta terça-feira ainda não começou. A juíza Marixa Fabiane Lopes e o promotor Henry Wagner de Castro já estão no salão do júri. Os réus ainda não chegaram.
Após mais de 5h, acaba o depoimento da delegada Ana Maria Santos, primeira testemunha do júri do goleiro Bruno. A juíza Marixa Fabiane encerra a sessão de hoje. Amanhã, começam a ser ouvidas as outras três testemunhas que sobraram.
Segundo Ana Maria, o médico-legista afirma que a narrativa de Jorge foi "científica" sobretudo no momento em que ele descreve como foi a morte de Eliza.
Ana Maria Santos afirma que sentiu credibilidade no depoimento do menor Jorge Luiz Rosa e que "um parecer de um médico-legista confirmou que a narrativa leiga do jeito que era tinha fundamentação científica."
O advogado de Bruno continua fazendo perguntas para a delegada Ana Maria Santos. O depoimento dela já dura quase 5h.
O filho de Eliza Samudio estava mal cuidada, mal vestida e aparentemente faminta, quando foi localizada pela polícia, segundo informou a delegada.
Lúcio Adolfo da Silva questiona por qual motivo o filho de Eliza, que foi localizado pela polícia em Ribeirão das Neves, foi entregue a um juiz de Contagem. Ana Maria diz que a criança foi ?salva?, e não ?apreendida?, e levada para Contagem porque a prisão de Dayanne ocorreu neste município.
Questionada pelo defensor de Bruno se estava presente quando Jorge Luiz Rosa disse que o autor da morte de Eliza era negro, Ana Maria diz que não, que esta declaração foi dada à polícia do Rio de Janeiro ?a descrição do menor neste depoimento bate com as características de Zezé, investigado por suposta participação na morte de Eliza.
A delegada afirma que havia autorização judicial e que o menor foi ouvido dentro do sistema socioeducativo de Minas Gerais. Lúcio Adolfo da Silva diz que, se houve autorização judicial, o documento não está nos autos.
O advogado de Bruno pergunta à delegada Ana Maria Santos se ela obteve autorização judicial para interrogar Jorge Luiz Rosa, menor à época do desaparecimento de Eliza, delator dos crimes contra a modelo.
O advogado de Bruno pergunta se, então, ela soube das declarações de Jorge, que teria dito que incriminou Sérgio Rosa Sales porque, em seu depoimento a Ana Maria, a delegada o teria pressionado a dizer qualquer coisa, caso contrário ficaria seis anos em detenção. ?Vi, me assustei, porque isto é uma mentira, não o pressionei de forma alguma, jamais diria a ele para inventar qualquer historinha.?
Agora, Lúcio Adolfo pergunta para Ana Maria se ela tomou conhecimento da acareação entre Jorge Luiz Rosa e Sérgio Rosa Salles. Ela responde que sim.
Em resposta ao advogado de Bruno, Ana Maria diz que não está participando de nenhuma investigação contra o ex-policial Zezé.
Lúcio Adolfo da Silva questiona porque Zezé não foi indiciado pela Polícia Civil por participação na morte de Eliza. "Desde os primórdios, na academia de polícia, seguindo a tônica dos nossos aprendizados na faculdade de Direito, aprendemos que nossos atos podem ser sérios, não podemos brincar, nem mesmo com indiciamento, Esta é a razão.?
"Como eu disse para o senhor, o Zezé figurou como investigado, mas no encerramento das investigações, não pode ser indiciado", disse Ana Maria Santos.
A delegada diz, em resposta ao Lúcio Adolfo da Silva, que a questão referente às investigações de Zezé não eram de responsabilidade dela.
A sessão é retomada. Lúcio Adolfo da Silva, defensor de Bruno, fez perguntas para delegada Ana Maria Santos.
A juíza pede um breve intervalo para que ela possa ir ao banheiro.
Documentos mostram que Zezé e Macarrão trocaram 39 ligações enquanto Eliza esteve no cárcere.
Segundo Ana Maria Santos, Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, não citou a participação de Zezé quando relatou a morte de Eliza.
Ana Maria Santos diz que Zezé chegou a ser interrogado na época das investigações pelo delegado Edson Moreira.
Lúcio Adolfo da Silva cita reportagem de um jornal paulista que diz que a polícia tinha vasto material que comprovava o envolvimento de Zezé e de Gilson Costa na participação na morte de Eliza, mas ambos não foram indiciados.
Zezé não foi denunciado pela morte de Eliza, mas a Promotoria pediu que ele fosse investigado.
A delegada afirma que conheceu com José Laureano, o Zezé, ex-policial que está sendo investigado por supostamente ter ajudado Bola a matar Eliza Samudio, em 1994, quando trabalhava como estagiária no departamento jurídico de uma cervejaria em Nova Lima.
?Fui investigada, não fui indiciada e não fui denunciada pelo Ministério Público?, afirma a delegada. ?Sou inocente.?
O advogado Lúcio Adolfo da Silva questiona a delegada Ana Maria Silva sobre um depoimento do goleiro Bruno Fernandes que foi filmado pela polícia e ?vazou? para o Fantástico.Na época, a delegada foi afastada das investigações do caso sob suspeita de ter vazado o vídeo.
Questionada pelo advogado de Bruno sobre as testemunhas que relataram os crimes contra Eliza, Ana Maria Santos afirma que na delegacia de Contagem (MG) ?nunca tivemos testemunhas oferecidas.?
Ana Maria Santos responde a perguntas de Lúcio Adolfo da Silva, advogado de Bruno. O interrogatório dela já dura mais de 2h30.
Agora, os advogados de Bruno começam a fazer perguntas para a delegada Ana Maria Santos, primeira testemunha do júri do goleiro.
A delegada Ana Maria Santos afirma que um advogado de Dayanne lhe disse que, após a carta, o advogado foi ameaçado por Ercio Quaresma, na época defensor de Bruno. ?Ele disse que não se interpusesse no caminho dele, pois as coisas dele ele resolvia no tiro?, relata a delegada, referindo-se ao depoimento do ex-advogado de Dayanne.
Segundo a delegada, uma carta escrita por Dayanne na qual ela disse que ficou com o bebê de Eliza para protegê-lo, foi ditada por um advogado com o objetivo de "amaciar a situação dela nesse processo.?
A delegada Ana Maria Santos afirma que Dayanne estava tranquila quando prestou os depoimentos à polícia. ?As 25 laudas de oitiva da Dayanne demonstram a tranquilidade e espontaneidade as quais ela prestou aquelas declarações.?
Ana Maria diz que, uma funcionária do sistema sócio-educativo de Minas lhe relatou que Jorge, depois de delatar o crime à Ana Maria, tinha mandado pedir desculpas para a delegada por não poder falar mais. ?Ele mandou dizer que o advogado havia trancado a boca dele.?
Após um breve intervalo, o interrogatório da delegada Ana Maria Santos, primeira testemunha do júri, foi retomado.
?Como é que o bicho vai pegar aqui? O senhor está me ameaçando??, questionou o promotor. ?O senhor está gritando comigo, acha que eu sou moleque?, retrucou o advogado. ?O senhor me respeite. Eu ouvi aqui que o bicho vai pegar?, respondeu Henry Wagner de Castro.
O bate-boca teve início após o advogado questionar a transcrição de uma declaração da delegada Ana Maria Santos, que está sendo ouvida como testemunha. O promotor interveio e ouviu Adolfo da Silva dizer "o bicho vai pegar."
A juíza Marixa Fabiane Lopes dá cinco minutos de intervalo após o clima esquentar entre o promotor Henry Wagner de Castro e o advogado Lúcio Adolfo da Silva, defensor de Bruno.
A delegada Ana Maria Santos disse que o então menor Jorge Luiz Rosa confirmou, ao examinar uma foto, que Bola foi o autor do homicídio de Eliza. "Ele me falou: 'Deus me livre! É esse homem aí'. Nesse momento ele me tocou de novo", afirmou a delegada.
Segundo a delegada, o menor descreveu o autor do homicídio de Eliza como um coroa de cabelos grisalhos e que não era um negro, como ele havia descrito antes.
Ao chegar ao sítio, Bruno se intuiu dos fatos com Macarrão. Em seguida, diz o menor, ele [Jorge Luiz Rosa], Bruno, Macarrão e Sérgio Rosa Salles colocaram fogo em uma mala vermelha de Eliza Samudio.
Segunda a delegada, o menor disse que, depois da morte de Eliza, Macarrão teve uma conversa reservada com o autor do homicídio e depois todos retornaram ao sítio de Bruno em Esmeraldas.
?Ele [Jorge], ao narrar a morte de Eliza, se mostrava bastante emocionado. Em um momento segurou nas minhas mãos. Eu percebi que ele estava sendo sincero. Disse a ele que não era fácil contar o que estava me contando. Eu mesmo fiquei muito impactada. A escrivã também me pediu pra interromper a digitação?, afirma a delegada Ana Maria Santos, primeira testemunha a ser ouvida no júri do goleiro Bruno.
Depois, Bola teria pedido para que todos saíssem. Uma hora depois, ele voltou com um saco preto na mão. De dentro do saco, pegou o que seria a mão de Eliza e a lançou para cães da raça rotweiller.
Depois, Macarrão, a pedido de Bola, segurou Eliza e passou desferir chutes nas pernas dela, segundo depoimento do menor relatado por Ana Maria Santos. Bola então teria asfixiado Eliza até a morte. "Ele [Jorge Luiz Rosa] afirmou que todos ficaram apavorados, inclusive Macarrão."
De acordo com a delegada, em seguida, ele [Bola] teria pedido para Eliza ficar de costas para ele. "Com a mão esquerda --o Jorge me narrou-- o senhor passou a apalpar as costas dela e, na sequencia, conforme ele me narrou, ele [Bola] passou o braço direito embaixo do queixo dela e começou a apertar o pescoço dela."
Em depoimento, o menor disse que Bola se apresentou para Eliza como policial e perguntou se ela era usuária de drogas, de acordo com a delegada Ana Maria Santos.
A juíza Marixa Fabiane se irrita com risadas por parte dos advogados de defesa durante o depoimento de Ana Maria Santos. ?Estou vendo muito sorriso em um momento que estamos fazendo a inquirição de uma delegada de polícia. É uma coisa séria. Não tem nenhuma graça isso não.?
?Ele [Jorge Luiz Rosa] me narrou com detalhes como foram os últimos momentos de vida dela [Eliza]?, disse a delegada Ana Maria Santos.
A delegada afirma que, ao chegar na casa, Jorge Luiz urinou nas calças por estar sentindo medo.
A casa foi identificada como a de uma pessoa apelidada de ?Bola?, ou ?Neném?, ou ?Paulista?.
A delegada Ana Maria Santos afirma que, em uma diligência conjunta entre as polícias do Rio e de Minas, Jorge indicou a casa onde Eliza foi morta.
O grupo, então, chegou até uma residência, de acordo com o depoimento do menor relatado pela delegada.
Segundo a delegada, o menor lhe disse que antes de saírem o Macarrão teria falado ao telefone com uma pessoa de apelido ?Neném? e que em uma altura do percurso Macarrão começou a seguir uma moto escura.
O menor disse no depoimento que ele ouviu de Macarrão que Eliza seria levada do sítio em Esmeraldas (MG) para conhecer um apartamento que Bruno daria para ela. Ele conta que seguiram em um veículo EcoSport ele, Macarrão e Sérgio Rosa Sales, além de Eliza e o bebê.
O menor teria dito à delegada que Eliza tinha "liberdade restrita" no sítio do goleiro e que ele próprio teve a incumbência de vigiá-la.
A delegada afirma que o menor contou que Bruno soube da presença de Eliza somente quando chegou em casa. Ele teria decidido que todos iriam para seu sítio em Esmeraldas (MG).
Ainda segundo a delegada, o menor disse que, após a agressão, Eliza foi levada para a casa do goleiro no Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Lá, ele e Macarrão esperaram o jogador chegar para saber como ?resolver o problema?. Na ocasião, Fernanda Gomes de Castro, que mantinha relacionamento com Bruno, foi chamada para tomar conta do filho de Eliza.
Questionada pelo promotor Henry Wagner de Castro, a delegada disse que a perícia no carro modelo Land Rover, onde Eliza teria sido agredida, constatou a presença de sangue da vítima.
A delegada relata que o menor lhe afirmou que deu coronhadas em Eliza dentro do carro, o que provocou ferimentos na cabeça da modelo.
Segundo Ana Maria, o menor lhe disse que Macarrão o chamou para ir até o local onde Eliza estava hospedada, um hotel na zona oeste do Rio de Janeiro. Macarrão, teria dito o menor, lhe pediu pra que ficasse escondido dentro do porta-malas do carro em que iriam buscar a vítima.
A delegada afirma que Jorge lhe disse que a conversa entre Eliza e Macarrão ficou muito tensa e subitamente Macarrão desligou o telefone.
Na mesma conversa, a vítima teria dito a Macarrão que ?Bruno estava se achando, pensando que era o Rogério Ceni.?
Segundo Jorge Luiz Rosa, o menor disse que ouviu uma conversa entre Macarrão e Eliza Samudio por um telefone modelo Nextel. Nessa conversa, de acordo com o menor, a vítima criticou o goleiro Bruno por ele não ajudá-la financeiramente a cuidar do filho.
A delegada Ana Maria Santos nega que os interrogatórios ocorreram sob pressão.
As defesas dos acusados no processo afirmam que os depoimentos do menor ocorreram em situações de pressão sobre a testemunha. A intenção é desqualificar a versão de Jorge Luiz Rosa para o crime, versão esta que embasou o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público.
Durante o interrogatório, o menor teria lhe dito que resolveu denunciar os crimes contra Eliza porque a cena dela morrendo não saía de sua cabeça.
Ana Maria Santos afirma que o então menor Jorge Luiz Rosa, a principal testemunha dos crimes contra Eliza, cujos depoimentos embasaram o inquérito policial, foi interrogado por ela durante um dia inteiro no centro de internação provisória em Contagem.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mais três pessoas serão ouvidas e encerrarão a fase de interrogatório das testemunhas.
A delegada Ana Maria dos Santos é a primeira testemunha a ser ouvida neste júri.
Questionada pelo promotor, Dayanne volta a dizer que Jorge Luiz Rosa estava em condições normais quando foi interrogado por ela na Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG).
"Pelo que me diz a memória agora [Dayanne não conseguiu contato com Bruno e Macarrão] porque eles passaram não mais a atender as ligações dela", diz a delegada.
Ana Maria afirma que, na delegacia de polícia, Dayanne tentou fazer contato com Bruno e Macarrão, segundo o que lhe contou a delegada Alessandra Wilke, do Rio de Janeiro, que também investigou o caso.
A delegada afirma que Wemerson Marques dos Santos, o Coxinha, ex-motorista de Bruno, Dayanne lhe repassou a criança porque a polícia estava fazendo buscas no sítio e que era necessário escondê-la para que não houvesse complicações para o Bruno.
Segundo Ana Maria, junto com o filho de Eliza foi encontrada uma bolsa com alguns pertences. A delegada afirma que a polícia teve que comprar fraldas para o bebê.
A juíza Marixa Fabiane Lopes encerra suas perguntas à delegada Ana Maria Santos. Agora, o promotor Henry Wagner de Castro começa seu interrogatório da testemunha.
?A criança ficou sozinha a partir do dia 10 de junho até o dia 24 de junho, informação essa trazida aos autos, posteriormente, já no decorrer das investigações, por Dayanne?, afirma a delegada.
Um pouco confusa, a delegada afirma que Bruninho Samudio foi encontrado na casa de uma mulher chamada Geisla Leal, que teria sido babá dos filhos de Bruno com Dayanne.
"A criança foi passando de vizinho para vizinho", diz a delegada Ana Maria dos Santos
Ana Maria dos Santos afirma que a criança foi encontrada depois de a polícia procurá-la em três ou quatro casas no bairro em que Bruno cresceu no município de Ribeirão das Neves.
Por conta das divergências, Wemerson relatou os fatos e confirmou que o filho de Eliza estava no sítio de Bruno. Ele ainda se colocou à disposição pra conduzir a polícia ao local onde Bruninho Samudio estava.
A delegada afirma que os interrogatórios de Dayanne, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques dos Santos geraram contradições de informações.
A delegada diz à juíza Marixa Fabiane que a polícia ouviu todos os envolvidos que foram encontrados no sítio de Bruno em Esmeraldas. A partir dos relatos, os policiais encontraram Bruninho em Ribeirão das Neves e tomaram ciência do envolvimento de Dayanne.
De acordo com a delegada, o denunciante afirmou que a criança estava no sítio de Bruno em Esmeraldas (MG)
Segundo Ana Maria, a polícia recebeu uma denúncia anônima de uma mulher (Eliza Samudio) havia sido sequestrada e morta e que o filho dela estava correndo perigo.
A delegada Ana Maria Santos afirma, em junho de 2010, o então menor Jorge Luís Rosa, primo do Bruno que delatou os crimes contra Eliza e o bebê, estava em condições normais quando prestou depoimento a ela.A delegada Ana Maria Santos afirma, em junho de 2010, o então menor Jorge Luís Rosa, primo do Bruno que delatou os crimes contra Eliza e o bebê, estava em condições normais quando prestou depoimento a ela.
O júri de Bruno e Dayanne foi retomado com o depoimento da delegada Ana Maria Santos, de Contagem. Ela participou da investigação da morte da modelo Eliza Samudio.
Encerrado o tempo destinado para cinegrafistas e fotógrafos fazerem imagens do salão do júri. Agora, haverá um intervalo de uma hora. Em seguida, começa o interrogatório das testemunhas.
Fotógrafos e cinegrafistas entram no salão do júri para registrar imagens dos réus. Eles terão cinco minutos. Em seguida, haverá um intervalo de uma hora para o almoço.
A defesa de Dayanne dispensou a testemunha Saiver Júnior Calixto. A testemunha Lucy Gama, babá dos filhos dela, não compareceu ao fórum. Por ora, as testemunhas de Dayanne são Paulo César Batista dos Santos, Maria de Fátima Santos (amigos dela) e Célia Aparecida Rosa Sales (tia de Bruno).
A defesa de Bruno dispensou três testemunhas: Anastácio Martins Barbosa, Maria de Fátima Santos (ambos amigos do goleiro) e Célia Aparecida Rosa Sales (tia do jogador). Como Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, e Amir Borges Matos, amigo do atleta, não compareceram ao júri, o réu está, por enquanto, sem testemunhas.
Dos 25, dois jurados pediram para não participar do júri. Cada defesa e a Promotoria tiveram direito a dispensar até três jurados sorteados cada. A defesa de Dayanne dispensou três mulheres. Os advogados de Bruno dispensaram uma mulher. Já o promotor Henry Wagner de Castro dispensou dois homens.
O corpo de jurados que julgará o goleiro Bruno Fernandes e sua ex-mulher Dayanne Souza será composto por cinco mulheres e dois homens. Os sete jurados foram sorteados em um grupo de 25 pré-selecionados em um grupo de voluntários que se inscreveu para participar de júris ao longo deste ano.
Começa o sorteio dos jurados. Cada defesa e acusação tem direito de recusar até três jurados.
As defesas de Bruno e Dayanne concordaram em seguir o julgamento sem a presença das três testmunhas que não compareceram. Eles afirmaram que irão aguardar a chegada dos três.
Jorge foi arrolado tanto pela defesa, quanto pela acusação. Ao longo do processo, ele apresentou diversas versões para os crimes. O inquérito policial e a denúncia do Ministério Público basearam-se, em grande parte, na versão dele para os crimes.
Menor à época dos fatos, Jorge confessou ter participado do sequestro e da morte de Eliza Samudio. Dias depois dos crimes, ele relatou o episódio a um tio, que denunciou o caso a uma rádio fluminense. Assim, todo o episódio veio à tona.
A juíza Marixa Fabiane anuncia que três testemunhas não estão presentes no júri. São elas: Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno e principal testemunha do caso; Amir Borges e Lucy Gama.
O réu Bruno Fernandes acaba de entrar no salão do júri, de cabeça baixa. Ele veste camiseta e calças vermelhas, uniforme tradicional dos presidiários de Minas Gerais. Ele também pronuncia seu nome completo e indica quais são seus advogados.
A ré Dayanne Souza, ex-mulher de Bruno, que responde por sequestro e cárcere privado de Bruninho Samudio, já está no salão do júri. Ela já disse à juíza seu nome completo e o seu advogado, procedimento corriqueiro em júris.
A juíza autoriza a entrada no salão do júri dos réus Bruno Fernandes e Dayanne Souza.
Marixa Fabiane também indefere pedido da defesa de Bruno para o adiamento do júri. O argumento da defesa é que o júri não poderia ocorrer enquanto não fosse julgado um recurso impetrado pelos advogados do goleiro questionando o pedido de expedição do atestado de óbito de Eliza. A juíza afirmou que o recurso não tem "efeito suspensivo".
O argumento da defesa é que não se pode pedir a expedição do atestado de óbito somente com base no depoimento de um correu --no caso, Macarrão. A juíza afirmou que o pedido não baseou-se apenas no depoimento do correu, e sim em tudo o que ocorreu no júri de novembro passado.
Marixa Fabiane indefere requerimento da defesa que pede a retirada dos autos do pedido de expedição do atestado de óbito de Eliza Samudio.
A juíza defere pedido do MP para que seja retirada dos autos uma foto pornográfica de Eliza.
Após 56 minutos, a juíza Marixa Fabiane anuncia que terminou de analisar os requerimentos da defesa.
O júri está previsto para durar entre três e cinco dias. Além de Bruno e Dayanne, são réus no processo Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que será julgado em abril deste ano, Elenílson Vítor da Silva e Wemerson Marques dos Santos, o Coxinha, que irão a júri em maio próximo.
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A análise dos requerimentos das defesas pela juíza Marixa Fabiana já dura mais de 40 minutos.
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Um grupo de aproximadamente 50 pessoas ligadas a entidades feministas protesta em frente ao Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG), e pedem a condenação de Bruno.
A juíza pede silêncio aos presentes no salão do júri para que ela possa terminar a análise dos requerimentos da defesa. "Não vou pedir para os senhores ficarem calados porque isso será impossível", disse Marixa Fabiane.
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Advogado do goleiro Bruno chegou a afirmar que poderá pedir a anulação do júri.
A juíza Marixa Fabiane continua julgando os requerimentos apresentados pelas defesas de Bruno e Dayanne.
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A juíza continua analisando os pedidos apresentados pela defesa dos réus. Após a análise, os jurados serão sorteados. Em seguida, começa o interrogatório das testemunhas.
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O goleiro Bruno deveria ter sido julgado em novembro do ano passado, junto com Macarrão, que acabou sendo condenado pelo júri a 15 anos de prisão.
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Os réus Bruno Fernandes e Dayanne Souza ainda não entraram no salão do júri. Eles ficaram sentados no banco dos réus, que fica à esquerda da mesa da juíza.
A juíza Marixa Fabiane Lopes está analisando os requerimentos apresentados pela defesa.
Lúcio Adolfo da Silva pede à juíza que permite que o promotor Henry Wagner de Castro, que está sentado à sua direita, sente-se à sua esquerda ao longo do julgamento. De acordo com o advogado de Bruno, a atual posição do promotor influencia o corpo de jurados, na medida em que ele fica mais próximo dos jurados.
"Se o senhor não se portar em alguns trabalhos vou pedir que o senhor se retire?, diz a juíza a Ercio Quaresma. Após o defensor esbravejar, Marixa Fabiane Lopes volta a reprimi-lo. ?Doutor, o senhor está tumultuando os trabalhos. Eu tenho direito de trabalhar e oferecer pra sociedade o meu trabalho."
O questionamento de Quaresma incomoda a juíza, que diz ao defensor que ele não tem direito de interferir neste júri, já que o cliente dele (Bola) será julgado em outro júri. "Está indeferido, o senhor pode voltar para o seu lugar."
O advogado de Bola requere à juíza o acesso ao acervo audiovisual no qual estão depoimentos das testemunhas que já foram ouvidas no processo e serão inquiridas novamente neste júri.
Ercio Quaresma, advogado de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, questiona à juíza a substituição de algumas testemunhas. Bola será julgado apenas em abril, mas Quaresma obteve liminar que lhe permite interrogar as testemunhas neste júri.
A juíza pede um pequeno intervalo para que ela possa analisar os requerimentos preliminares apresentados pela defesa de Bruno.
O pedido para a expedição do atestado de óbito foi feito à juíza pelo promotor Henry Wagner de Castro e pelo advogado assistente da acusação José Arteiro de Almeida.
Lúcio Adolfo da Silva questiona a competência da juíza para pedir a lavratura do atestado de óbito de Eliza Samudio. A magistrada solicitou a expedição do atestado em janeiro deste ano, dois meses após a condenação de Macarrão e Fernanda.
José Arteiro de Almeida interrompeu, aos gritos, a fala de Silva, questionando as ironias que o defensor de Bruno fez ao citar o promotor Henry Wagner de Castro. "O senhor tem que tratar as pessoas com respeito", disse Arteiro. "Se gritar não vira verdade", respondeu Silva.
O advogado de Bruno questiona o fato de o promotor citar os outros dois supostos envolvidos na morte de Eliza, dizendo que os jurados não tem conhecimento da participação deles.
Os advogados José Arteiro de Almeida, assistente da acusação, e Lúcio Adolfo da Silva, defensor de Bruno, batem boca dentro do salão do júri.
O promotor avisa à juíza que há outros dois supostos envolvidos na morte de Eliza que estão sendo investigados. São dois ex-policiais que teriam ajudado Bola a matar a modelo.
O promotor Henry Wagner de Castro pede que sejam retiradas do processo imagens pornográficas de Eliza Samudio. Lúcio Adolfo da Silva, defensor de Bruno, diz concordar com o pedido.
Dos 25 jurados convocados, apenas 15 compareceram. A juíza Marixa Fabiane Lopes precaveu-se e convocou mais dez suplentes, totalizando 25 jurados.
Os advogados de defesa e de acusação apresentam requerimentos à juíza Marixa Fabiane Lopes. Os requerimentos podem incluir desde questões mais burocráticas até o pedido de adiamento do júri.
O advogado Lúcio Adolfo da Silva, defensor de Bruno, disse que 700 páginas do processo estão desaparecidas desde novembro de 2012, quando Macarrão e Fernanda foram julgados. Silva afirmou que avisou a juíza sobre o sumiço e que não irá pedir o adiamento do júri por conta do incidentes.
O grupo de 25 jurados é composto por 17 mulheres e oito homens. Nenhum dos jurados pré-selecionados não compareceu ao júri.
Os jurados podem pedir dispensa do júri desde que tenham alguma justificativa especial. As defesas dos dois réus e a acusação podem dispensar até três jurados cada.
Um funcionário da Justiça de Minas Gerais está fazendo a chamada dos jurados. Foram pré-selecionados, por sorteio, 25 jurados, que se inscreveram voluntariamente para participar do Tribunal do Júri ao longo de 2013. Destes 25, sete serão selecionados para compor o corpo de jurados que irá julgar Bruno e Dayanne.
A juíza Marixa Fabiane Lopes abriu a sessão às 9h45, com 45 minutos de atraso.
Parte da praça que fica em frente ao Fórum de Contagem foi cercada e interditada para o trânsito de veículos e pedestres. Somente os profissionais que irão atuar no júri têm acesso ao local.
Na semana passada, o goleiro Bruno pediu permissão à juíza Marixa Fabiane Lopes para não utilizar, durante o júri, a roupa vermelha que veste os detentos em Minas Gerais. O pedido, entretanto, foi negado.
Os advogados de defesa já estão no salão do júri, bem como os advogados assistentes da acusação.
A reportagem do UOL está atualizando as informações sobre o júri da sala de imprensa situada dentro do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem (MG). Uma televisão foi instalada no local para que os profissionais possam acompanhar o júri.
Não é permitido o uso de qualquer equipamento eletrônico dentro do salão do júri. Na primeira etapa do julgamento, quando Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro foram julgados e condenados, os equipamentos estavam liberados. A juíza Marixa Fabiane Lopes proibiu o acesso dos equipamentos para evitar tumulto dentro do salão.
Bruno é acusado pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê Bruninho, pela morte e pela ocultação do cadáver da modelo. Já Dayanne responde pelo sequestro e cárcere privado da criança.
O início do julgamento está atrasado em 30 minutos. A previsão era que começasse às 9h.
A plateia do júri possui 120 lugares, que serão ocupados por profissionais da imprensa, estudantes de direito, advogados e familiares dos réus.
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Antes do início do sorteio dos jurados, a juíza Marixa Fabiane Lopes irá apreciar os requerimentos da defesa, que podem incluir desde questões burocráticas até pedidos para anular o julgamento.
O advogado Ercio Quaresma, que defende Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, obteve liminar que lhe permitirá fazer perguntas para as testemunhas. Acusado pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, Bola vai a júri em abril deste ano.
O promotor Henry Wagner de Castro e a juíza Marixa Fabiane já estão posicionados no salão do júri. Os réus Bruno Fernandes e Dayanne Souza ainda não entraram no salão.
A artista plástica Gilmara de Oliveira, 35, se pinta de vermelho para realizar sua performance. Ele permanece em silêncio como forma de protestar. Não conversou com os repórteres. Um amigo que lhe acompanha informa do protesto, seu nome e idade. "É a única coisa que posso dizer"' diz o acompanhante da artista plástica.
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