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07/07/2005 - 09h44
Explosões em Londres matam 2 e deixam 150 gravemente feridos

da BBC, em Londres

Pelo menos duas pessoas morreram e 150 ficaram gravemente feridas em uma série de explosões que atingiu o metrô londrino e um ônibus, paralisando o sistema de transporte na cidade.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que está claro que foram "atentados terroristas cometidos para interromper a reunião do G8", na Escócia.

Ele afirmou que está deixando a reunião e retornando à capital, mas que o encontro vai seguir adiante e que ele deve voltar à Escócia ainda nesta quinta-feira.

"Aqueles engajados em terrorismo devem se dar conta de que nossa determinação em defender nossos valores e nosso modo de vida são maiores do que a determinação deles em matar inocentes em uma tentativa de impor sua visão ao mundo", disse Blair na Escócia.

O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse que há sinais de bombas em pelo menos uma das explosões, e afirmou temer que este seja um ataque coordenado. O plano de emergência para a cidade já entrou em efeito.

Fontes árabes que monitoram a rede extremista Al-Qaeda disseram que é quase certo tratar-se de obra do grupo.

Feridos

Uma testemunha contou ter visto vários feridos saindo da estação de Kings Cross, muitos deles com queimaduras e alguns com ferimentos graves.

A polícia confirmou que houve "cerca de" seis explosões: uma no ônibus (em Tavistock Square) e as outras em estações de metrô: Aldgate, Edgware Road, King's Cross, Old Street e Russell Square.

Várias ambulâncias foram enviadas para as principais estações de metrô da cidade, e os hospitais só estão atendendo casos de emergência.

Vários feridos graves foram levados para o hospital de Saint Mary's, em Paddington.

Segundo o diretor-executivo do hospital Julian Nettel, há quatro pessoas em estado crítico, inclusive com a perda de membros do corpo. Outras oito estão em estado grave, e há 14 pessoas com ferimentos leves.

Ele disse ainda que médicos do hospital estão avaliando a situação de aproximadamente 50 pessoas que estão num hotel próximo ao hospital, para onde foram logo depois da explosão em Edgware Road.

Nettel afirmou esperar que muitas vítimas ainda sejam levadas ao hospital Saint Mary's.

Cerca de três milhões de pessoas usam o sistema de metrô londrino diariamente.

O ministro do Interior britânico, Charles Clarke, disse que as explosões causaram "ferimentos terríveis".

O líder da Câmara da Câmara dos Comuns, Geof Hoon, disse aos membros do Parlamento que o governo britânico precisa mostrar àqueles que estão tentando prejudicar a sociedade e democracia britânicas que não vai se deixar intimidar pelas ameaças.

O comissário de Justiça e Segurança da União Européia, Franco Frattini, disse que "este é certamente um atentado coordenado, uma ação estratégica para atingir Londres e - diria eu - todos os países que lutam pela democracia, paz e liberdade, um ataque que atinge a todos nós".

Em Gleneagles, os líderes do G8 divulgaram um comunicado condenando o que foi descrito como "atentados bárbaros". O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou que o G8 está unido em sua determinação em derrotar o terrorismo.

Ele disse ainda que os atentados em Londres foram um ataque contra todos os países do G8 e todas as nações civilizadas.


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