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02/10/2009 - 17h40

Após decisão do COI, Lula diz que 'este é o dia mais feliz de sua vida'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, após o anúncio de que o Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, que este "é o dia mais feliz" de sua vida. "Este é o dia em que eu mais senti orgulho de ser brasileiro", disse Lula em uma coletiva de imprensa em Copenhague, Dinamarca, durante a qual chegou a chorar em alguns momentos. No evento, o presidente foi saudado pelos representantes da comissão da candidatura do Rio com gritos e confetes verdes e amarelos. Ele ainda brincou com os líderes dos países que também concorriam para ser sede dos Jogos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, e o premiê japonês, Yukio Hatoyama. "Vocês já foram felizes muitas vezes e nós tristes muitas vezes, agora nós temos o direito". "País de primeira classe" Pouco antes, Lula afirmou que "há muito trabalho pela frente", mas que o Rio de Janeiro irá "fazer a mais extraordinária Olimpíada que esse país já viu e que o mundo já viu". "Eu acho que é dia de comemorar, porque o Brasil saiu do patamar de país de segunda classe e entrou no patamar de país de primeira classe", disse o presidente. "Respeito é bom, nós damos e gostamos de receber, e hoje nós recebemos o respeito que as pessoas começaram a ter", disse. Após o anúncio da vitória da candidatura do Rio, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou que a decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) "mostra a mudança pela qual o mundo esta passando". Espanhóis Na saída do centro de convenções onde foi anunciada a escolha do Rio, a delegação espanhola que foi a Copenhague para fazer lobby pela candidatura de Madri parecia bastante abalada. Perguntado pela BBC Brasil sobre o que achava da vitória da cidade brasileira, o jogador de futebol Raúl, do Real Madrid, que fazia parte da delegação, disse apenas "parabéns", e saiu cabisbaixo. Um dos membros do Comitê Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, afirmou que o órgão foi convencido "da capacidade do Brasil" e pela "mensagem de universalidade" da campanha Rio-2016. Na votação final, o Rio bateu Madri por uma margem ampla, de 66 votos a 32.

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