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30/10/2009 - 20h31

Lula diz que 'prevaleceu o bom senso' em Honduras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiou nesta sexta-feira o acordo firmado entre o líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya e o presidente interino do país, Roberto Micheletti, e disse que "prevaleceu o bom senso" no país.

"Aconteceu o que deveria acontecer, prevaleceu o bom senso, que é fazer um acordo, convocar eleições e Honduras voltar à normalidade. A lição que fica para nós é que ninguém mais aceita golpe militar. Todo mundo defende o fortalecimento da democracia. Espero que o acordo seja cumprido", afirmou Lula na base aérea de El Tigre, na Venezuela, pouco antes de embarcar de volta ao Brasil.

"Acaba sendo um aprendizado para todos nós que amamos a democracia", afirmou. De acordo com o presidente, o Brasil "fez muito bem" em manter Zelaya na embaixada em Tegucigalpa e não ter entregado o presidente deposto.

"O Brasil fez o que qualquer país democrático faria. Nem o Pinochet teve coragem de fazer qualquer coisa contra a embaixada de Cuba... quando todos os exilados ficaram na embaixada de Cuba", afirmou o presidente.

"Agora estamos torcendo para que o Congresso de Honduras seja a favor que o governante Zelaya possa presidir as eleições e que Honduras volte à normalidade." Lula disse que tanto ele como o presidente venezuelano, Hugo Chávez compartilham da mesma opinião sobre a crise em Honduras.

Amorim O presidente brasileiro disse ainda que o chanceler Celso Amorim conversou ontem (quinta-feira) com Zelaya e o líder hondurenho "estava satisfeito com o acordo".

Também na Venezuela, Amorim lembrou que o acordo restaura, como todos os governos da América do Sul desejavam, o poder ao presidente Zelaya e sobretudo, a democracia.

"Teria sido muito triste se não tivéssemos sido capazes de fazer isso (chegar a um acordo). Faltam alguns aspectos mas estamos confiantes." Amorim afirmou também que Zelaya estava agradecido ao Brasil em sua embaixada na capital hondurenha, Tegucigalpa, onde está desde o dia 21 de setembro.

"A data de saída do Zelaya da embaixada é agora só um detalhe", finalizou.

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