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21/02/2008 - 09h06
Nas Américas, brasileiros são os 'mais pessimistas' sobre Cuba
Os brasileiros são os mais pessimistas em uma pesquisa feita no continente americano sobre o futuro de Cuba na era pós-Fidel Castro.
O estudo, divulgado nesta semana pelo instituto americano PewResearch Institute, que ouviu pessoas em nove países do continente americano há pouco menos de um ano, mostrou que 24% dos brasileiros acreditavam que as condições da ilha se deteriorariam caso o ex-líder cubano morresse, a maior porcentagem entre os países pesquisados. Na época em que o estudo foi realizado, Fidel já havia repassado o poder para seu irmão Raul, depois de ter sido submetido a uma cirurgia, em julho de 2006.
Os americanos se demonstraram os mais otimistas, com apenas 9% dos entrevistados opinando que a situação de Cuba se agravaria com a morte de Fidel.
Legado Os números ainda mostram que os brasileiros, além de mais pessimistas sobre o futuro de Cuba, também fazem uma boa avaliação sobre o legado de Fidel, que governou a ilha por 49 anos, antes de anunciar a renúncia na ultima terça-feira.
Segundo o estudo, 39% dos brasileiros (terceiro maior índice) acreditam que Castro foi bom para o país e 33% acreditam que ele foi ruim.
Para certa surpresa dos pesquisadores, a maioria dos venezuelanos (55%), cujo presidente Hugo Chávez sempre foi um aliado do ex-líder cubano, acredita que Fidel foi ruim para Cuba. Apenas 26% disseram que ele foi bom para seu país.
"Enquanto Chávez contava com apoio de mais da metade dos venezuelanos na época da entrevista, os que o apoiavam apresentavam uma visão mista sobre Fidel", diz o estudo.
"Apenas 43% dos partidários de Chávez disseram que Castro foi bom para Cuba, enquanto que 30% disseram o contrário."
Os americanos foram os que manisfestaram opiniões mais contrastantes sobre o legado de Castro, avalia a pesquisa.
Para 66% dos entrevistados nos EUA, o maior índice registrado, Fidel foi ruim para Cuba, e apenas 15% acreditam que ele foi bom para a ilha.
A segunda pior avaliação veio dos mexicanos: 61% dos entrevistados acreditam que o governo Castro foi ruim.
Os canadenses foram os que manifestaram a visão mais positiva sobre o legado de Fidel: 44% disseram que ele foi bom e 15% acreditam que ele tenha sido ruim.
O segundo maior índice de aprovação do ex-líder cubano veio dos bolivianos (42%). O PewResearch Institute realizou a pesquisa no Canadá, Estados Unidos, Bolívia, Argentina, Brasil, Peru, Venezuela, Chile e México.

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