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Toda empresa deve investir seu "poder" em prol das comunidades

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    Os fundadores da empresa de sorvetes Ben & Jerry's usaram seus produtos para fazer campanhas em prol de "boas causas"

    Os fundadores da empresa de sorvetes Ben & Jerry's usaram seus produtos para fazer campanhas em prol de "boas causas"

Dê uma olhada em sua comunidade e você provavelmente verá problemas que precisam ser resolvidos e trabalho que precisa ser feito –tudo, de reversão da degradação ambiental até a criação de empregos locais para aliviar o desemprego. Como empreendedor ou líder empresarial, você tem um papel importante a exercer na solução desses problemas.

Ao longo de suas transações diárias, as empresas formam comunidades ligadas aos seus produtos e serviços; imagine se nos concentrássemos na mobilização dessas comunidades para promover mudanças. A Coca-Cola vende 1,7 bilhões de bebidas por dia, de Paris a Mumbai. Se uma fração desses consumidores fosse inspirada a fazer algo bom toda vez que bebesse uma Coca, a empresa realmente ensinaria o mundo a cantar.

Lembre-se que uma empresa não constitui apenas uma comunidade; há seus funcionários, seus fornecedores e seus clientes. E as marcas mais bem-sucedidas se conectam com as pessoas como indivíduos, não apenas como um número de pedido ou uma transação, o que facilita a comunicação com elas e mobiliza a ação coletiva. Há muitos pioneiros nessa área, notadamente Ben Cohen e Jerry Greenfield, fundadores da empresa de sorvetes Ben & Jerry’s, que usaram seus produtos para aumentar a conscientização e fazer campanha em prol de boas causas.

Eles criaram o sorvete Peace Pop em 1988 para desenvolver apoio à campanha deles para que as forças armadas americanas destinassem 1% de seu orçamento para iniciativas pacíficas, que melhorassem a vida das pessoas. Posteriormente, em 2006, isso evoluiu na campanha American Pie (e um novo sabor de sorvete) para estimular os consumidores a exigir que os políticos implantassem essa mudança nas prioridades de gastos. Há muito mais campanhas das quais a Ben & Jerry’s participou, desde encorajar as pessoas a votarem até a conscientização sobre as florestas tropicais.

Em um encontro de lideranças em minha casa na Ilha Necker, Ben Cohen disse: "Eu acho que as empresas são a força mais poderosa no país. Quando as empresas começam a usar sua voz em prol do país como um todo, não apenas em prol de seu interesse próprio míope, elas realmente podem ser uma força capaz de promover as mudanças que precisamos".

Pode ser difícil manter a comunidade após sua empresa ser vendida, como a Ben & Jerry’s foi para a Unilever. Eu perguntei ao Ben sobre a transição.

"Certamente não foi uma navegação tranquila em 100% do tempo desde que a Unilever assumiu", ele respondeu. "Jerry e eu agora exercemos um papel de consultoria constante junto à equipe da Ben & Jerry’s. A grande oportunidade que temos é agir como um vírus para o bem dentro de uma empresa imensa como a Unilever, para influenciar suas decisões centrais por todas as suas marcas."

Quando nós da Virgin iniciamos a Virgin Unite há cerca de sete anos, com a meta de organizar os esforços de caridade de pessoas de dentro e fora da empresa para que rendessem mais, nós descobrimos que tudo o que nós e nossos parceiros de negócios queriam era qualidade em vez de quantidade. Eles nos disseram que não queriam receber oportunidades de trabalho voluntário que não usassem seus talentos mais valiosos. Em vez disso, eles queriam participar de esforços sob medida que tivessem mais impacto. Então nós criamos o que chamamos de "Hit Squads".

Os Hit Squads são uma ótima forma de nossos membros doarem seus talentos profissionais para uma organização sem fins lucrativos por alguns dias. Isso pode envolver especialistas em marketing de todo nosso grupo ou a criação de uma equipe com um conjunto diverso de talentos; às vezes nós trazemos consultores. Apesar de ser trabalho voluntário, nós asseguramos que a organização sem fins lucrativos e a equipe levem seu trabalho a sério ao estabelecermos metas claras, realizáveis e ao tratar a tarefa como se nosso empresa estivesse sendo paga por um projeto de consultoria.

Essas tarefas são ótimas não apenas para a moral dos funcionários, mas também é um ótimo treinamento e uma ferramenta de desenvolvimento, à medida que os membros da equipe demonstram seus pontos fortes e talentos em uma área diferente. Nós doamos nosso tempo para organizações populares muito pequenas e para grandes como o Centro da Paz do arcebispo Tutu e a Fundação Golden Hat de Kate Winslet. Um membro da equipe da Virgin Holidays me escreveu: "Saber que a informação que compartilhamos ajudará indiretamente crianças vulneráveis em todo o mundo foi uma experiência altamente satisfatória. Isso me deixou com orgulho de ser parte da Virgin".

Que talentos você e seus funcionários têm que vocês podem doar? Independente de quão pequena ou grande é sua empresa, como empreendedor ou líder empresarial, você está em uma posição única para mudar o mundo. Faça sua parte na criação de uma nova forma de fazer negócios que levará a uma aldeia global mais justa e mais saudável.

* Richard Branson é o fundador do Virgin Group e de empresas como Virgin Atlantic, Virgin America, Virgin Mobile e Virgin Active.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

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O megaempresário inglês é criador do grupo Virgin, que tem 200 companhias em mais de 30 países, incluindo a empresa aérea de baixo custo de mesmo nome

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