01/03/2006 - 21h05 Diretoria da Gaviões da Fiel esclarece amanhã a saída da escola do Carnaval de SP
Da Redação
Wellington Rocha Júnior, presidente da Gaviões da Fiel, e os demais membros da diretoria da escola de samba vão conceder uma entrevista coletiva na sede da agremiação, nesta quinta (2), às 15h, para esclarecer os motivos que levaram a escola a não desfilar mais no Carnaval de São Paulo.
A Gaviões foi rebaixada para o Grupo de Acesso, e a diretoria da escola considera as notas dos jurados "muito baixas".
Em 2007, a escola pretende fazer um Carnaval de rua, com "abadá e trio elétrico para o corintiano", segundo informou a assessoria da Gaviões.
Durante a apuração realizada ontem, a torcida corintiana compareceu ao sambódromo e acompanhou a apuração cantando o hino do time e virando as costas para os integrantes da mesa apuradora quando a escola não ganhou dez dos jurados pelos carros alegóricos. Foi nesse momento que os diretores da Gaviões ficaram inconformados. "Nossos carros eram luxuosos, não tinha como perder pontos", disse Rocha Júnior.
A primeira nota máxima da Gaviões foi obtida apenas no sétimo quesito. Antes disso, porém, os diretores se retiraram do sambódromo e convocaram a torcida a fazer o mesmo. Na saída, alguns torcedores tentaram interditar a marginal Tietê, mas foram impedidos pela polícia.
Com o enredo "Asas da Fascinação", que fala sobre o anseio de vôo do homem, a Gaviões disse ter investido R$ 2 milhões no desfile e gastou R$ 80 mil com advogados para poder conseguir, na Justiça, o direito de desfilar no Grupo Especial.