05/03/2006 - 12h15 Jorge Benjor, Elza Soares e outros músicos assistem ao desfile das campeãs do Rio
MARIA ESTER RABELLO Especial para o UOL, do Rio
Entre os convidados do camarote da Brahma no desfile das escolas de samba campeãs do Rio estavam vários cantores, músicos e compositores.
Nana Caymmi foi embora logo depois do desfile da Mangueira. Paula Lima aguentou mais e viu a Grande Rio desfilar na avenida. Sandra de Sá e Latino deram uma canja na boite que rolava nos fundos do camarote.
Jorge Benjor nem conseguia jantar na churrascaria do camarote tamanho era o assédio dos fãs. Entre os que pediram para tirar foto com o artista estava Tainah de Jesus, filha do dançarino Carlinhos de Jesus, que veio correndo: "pai, pai, quero tirar foto com ele", dizia a jovem de 20 anos que começou a gostar de Benjor desde pequena, influenciada pelo pai, e hoje vai a shows e ouve todos os CDs.
Benjor estava acompanhado do filho, Gabriel Menezes, cujos amigos também adoram a música do compositor. O artista justifica o gosto dos jovens por seu trabalho assim: "este é meu swing. Essa garotada entende minha música, que na minha geração só foi compreendida por Caetano Veloso e meia-dúzia de pessoas".
Atendendo pacientemente a todos, inclusive a Hans Donner, que ficou muito tempo explicando o mecanismo do novo relógio para o compositor, Jorge Benjor disse que todo ano recebe e ouve o CD dos sambas-enredo antes do Carnaval.
"Eu não gosto desse samba mais rápido. O samba no pé foi prejudicado e teve que subir pros carros", comenta Benjor sobre o rítmo rápido dos atuais sambas-enredo das escolas.
Elza Soares, jantando também no camarote em companhia do marido Anderson Lugão, comentava: "gozado estes sambas. Você pode sambar ou pular como marchinha. Não tem mais a delícia de um Silas de Oliveira e de um Beto Sem Braço. Hoje pra mim é hip-hop e funk".