|
11/09/2007 - 10h36
Na 'embaixada italiana', Ferrari e Fiat disputam público
CLÁUDIO DE SOUZA Enviado especial a Frankfurt, Alemanha
A sala 6 da Messe Frankfurt, o gigantesco pavilhão que acomoda o 62º Salão de Frankfurt, na Alemanha, maior salão da indústria automotiva, é uma espécie de embaixada italiana no evento. Ficam ali os estandes da Ferrari, Alfa Romeo, Fiat, Maserati e Lancia.
A julgar pelo movimento desta terça (11), quando o evento foi aberto para a imprensa (a vez do público é na quinta), o local deverá ser um dos mais movimentados do salão.
A Ferrari tem do lado direito a Alfa, do esquerdo a Maserati, e bem em frente a sua principal rival na disputa pela atenção do público: a Fiat.
 Sucesso de vendas, o 500 foi a grande aposta da Fiat na briga por atenção |
Na manhã desta terça, a marca do cavalo rampante chamou o ex-piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher para anunciar a chegada da 430 Scuderia, modelo ultraesportivo. Centenas de fotógrafos e cinegrafistas acotovelaram-se diante do estande vermelho, à espera do heptacampeão alemão.
Eram tantos, que uma locutora passou a pedir repetidas vezes, em inglês e alemão, para que deixassem a frente do palco, dando lugar para o piloto aparecer. Ninguém deu bola.
Enfim Schumacher surgiu, falou baixo e em alemão, e deixou o palco. A mesma locutora, em tom bem mais alto, voltou a fazer apelos por ordem no recinto. Muita gente nem percebeu que Schumi esteve ali.
Fiat lúdica O antigo rival de Ayrton Senna também sofreu a forte concorrência do estande da Fiat, localizado exatamente em frente ao da Ferrari.
A fábrica italiana acertou em cheio ao apostar no lado lúdico do automóvel, focando no renovado Fiat 500, versão do século 21 do clássico Cinquecento -- mas com motores 1.2, 1.3 e 1.4 em vez das 500 cilindradas do anterior.
No estande, uma enorme maquete do carrinho faz as vezes de túnel (as rodas são portas que abrem e fecham) para uma espécie de trenzinho, cujos vagões são exemplares do 500.
Ali, os visitantes são convidados a entrar, dar uma volta por dentro da maquete e ser fotografados no veículo. Uma sorridente moça em trajes "econômicos" guia os passageiros. Se o interesse dos jornalistas, coonvidados e penetras for uma medida segura, a brincadeira provocará filas enormes na visitação geral.
Mas o interesse pelo 500 -- lançado em julho e já um sucesso de vendas -- se justifica. O exemplar colocado à mostra prova isso. Compacto (estar ao lado dele é como estar ao lado de um Ka), mas muito bem acabado, o carrinho soube unir o sabor retrô a uma discreta modernidade de linhas, acentuada pela percepção de que, em vias urbanas, menos é cada vez mais.
Concorrente do ForTwo, da Smart, o 500 é mais atraente justamente por não querer parecer um carro saído de algum filme de ficção (e abriga quatro pessoas, em vez de apenas duas).
O acabamento é bem cuidado, com peças internas de plástico liso semelhantes às de carros de categoria mais alta, GPS e painel misto analógico e digital. E a posição de dirigir pode ser muito atraente para as mulheres, especialmente pela localização da alavanca do câmbio, alta e avançada na direção do condutor.
Não há previsão de lançamento do 500 no Brasil.
| |