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14/09/2007 - 13h18
Sino-coreana tem os carros mais esquisitos do salão
CLAUDIO DE SOUZA Enviado especial a Frankfurt, Alemanha
Num evento gigantesco como o Salão de Frankfurt, na Alemanha, cuja 62ª edição vai até dia 23, pode ser difícil escolher os carros mais bonitos ou impressionantes. Mas apontar os mais feios -- o que sempre será uma questão de gosto pessoal, é bom frisar -- é relativamente fácil.
Basta dirigir-se ao estande da SsangYong. Lá, exibidos pela fábrica da Coréia do Sul hoje controlada por um grupo chinês (o Saic, de Xangai), estão fortes candidatos a um eventual Oscar do mau gosto.
| 'APRECIANDO' O ACTYON |
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 O carro da SsangYong é um dos mais 'esquisitos' do Salão de Frankfurt |  Ele é um SUV ou um hatch grande? O design não permite saber ao certo |  A grade recuada cria um 'beiço' na dianteira; a cor exposta não ajuda |  E para completar o show, o pára-choque de plástico preto é 100% anacrônico |
Os nomes dos veículos da SsangYong (que significa "dragões gêmeos") já não são exatamente eufônicos: Rexton, Kyron, Actyon e Rodius. Parecem saídos de uma tabela periódica fajuta ou de algum filme de ficção com heróis de quinta.
Todos são SUVs, com exceção do Rodius, uma quase-van que pode carregar até 11 pessoas. Este carro "venceu", em 2005, uma enquete sobre o veículo mais feio em circulação no Reino Unido (ele foi desenhado por um britânico).
A primeira impressão que se tem ao lado de todos os modelos é a de que eles são altos demais e desajeitados, "desconfortáveis" com seu próprio tamanho.
É verdade que, depois de um tempo, dá até para se acostumar com o Kyron e o Rexton. Mas ao dar uma olhada mais de perto, outras coisas saltam aos olhos. De um modo geral, os equipamentos e o acabamento interno são ruins. O Actyon 200 XDI oferece uma boa posição de dirigir, passando mesmo a sensação de não ser um carro tão abrutalhado. Mas não há GPS e muito menos um sistema de som mais sofisticado -- e sim um CD-player comum, desses que se mandam instalar na rua.
O banco traseiro tem um encosto que simplesmente não vai até a porta: há uma sobra de espaço para acomodar a curva interna da roda e o comando de retração do banco. É preciso tomar cuidado para não encostar no vazio.
Outro aspecto que chama atenção: um dos Actyon expostos em Frankfurt tinha pára-choques de plástico preto, algo em desuso até nos modelos mais baratos no Brasil; um outro tinha calotas de plástico (em vez de rodas de liga leve, que são praticamente uma regra de etiqueta no salão).
O Actyon possui uma versão Sports, que na verdade é uma picape com quatro lugares. Nela, o tampo da caçamba, de fibra de vidro, tem acabamento rústico por dentro, com fiação exposta. Mesmo assim, esse carro custa 30.965 euros.
O Actyon 200 XDI é um pouco mais barato, com preço sugerido de 27.339 euros.
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