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21/09/2007 - 14h21Volks exibe carros que não rodam no Brasil
CLÁUDIO DE SOUZA O estande da Volkswagen no 62º Salão de Frankfurt, principal evento da indústria automotiva, que termina no domingo (23), é um dos maiores em espaço físico e também em quantidade de modelos expostos. Só perde para os da Mercedes-Benz e BMW, outras duas fábricas "da casa". A marca fez o lançamento do SUV Tiguan, que na Europa vai brigar com o Ford Kuga e, no Brasil, possivelmente servir de base a um carro médio para disputar mercado com o EcoSport. Também mostrou o conceito up!, que a Volks acredita poder ser o novo Fusca (num prazo ainda não determinado). Mas o que mais chamava a atenção ali -- pelo menos para um brasileiro -- eram alguns modelos e versões já comercializados em terras européias, mas que são, na prática, inéditos para nós. Entre eles, destacam-se o conversível Eos, os Polo Cross e GTI (que tem programa de importação sob encomenda) e o CrossGolf.
O conjunto óptico, que atualmente é o traço de uniformidade estética mais evidente nos modelos da marca alemã, está lá, destacando o elemento redondo. O interior é agradável, com caprichado acabamento em couro para encarar a dura concorrência de outros sem-capota europeus, geralmente derivados de carros topo-de-linha já de sucesso. O Eos tem várias opções de motor. Movido a gasolina, há cinco: 1.6 (115 cv), 2.0 (150 cv), 2.0 turbo (200 cv), 2.0 turbo DSG (200 cv) e 3.2 V6 (250 cv). A diesel são dois, ambos 2.0, entregando 104 e 140 cv. As versões Cross e GTI do Polo exibidos em Frankfurt são modificações do carro que temos no Brasil. O posicionamento do Polo no mercado nacional, como um compacto premium para quem não quer mais saber de carros de entrada (que são os que têm sido transformados em cross), e com vendas muito mais lentas que os modelos mais baratos, talvez explique a ausência dessas versões, que poderiam encalhar. De todo modo, o CrossPolo exibido no estande da VW era incontornável -- devido a sua cor, um forte laranja-amarelado (ou amarelo-alaranjado), contrastando com o reforço em cinza da parte inferior da carroceira. Rodas de 17" e barras no teto completam o modelito cross. Por dentro, destacam-se os bancos esportivos com tecido na mesma cor "vistosa" do exterior. O painel é igual ao do Polo brasileiro. A motorização é peculiar: o carro tem opções de 1.4 litro a gasolina, entregando 80 cavalos; 1.4 a diesel, entregando 70 cavalos; e uma mais esportiva, de 1.9 litro, a diesel, e disponibilizando 100 cavalos. As velocidades máximas vão de 164 km/h a 188 km/h. O CrossPolo começa em 15.825 euros (R$ 42 mil); a versão exibida em Frankfurt custa 21.421 euros (R$ 57,8 mil). GTI e "Golf terrão" O Polo GTI é uma versão bem mais invocada do carro, o que se traduz na grande frontal preta e circundada por um filete vermelho, detalhes que não mudam com a cor do restante do carro. Parece, claro, um Polo comum tunado com bom gosto. O velocímetro exagera e vai até os 260 km/h -- na verdade, com o motor 1.8 turbo o Polo GTI atinge 218 km/h. O carro começa em 19.800 euros (R$ 53,4 mil) e, na versão exibida em Frankfurt, chega a 21.925 euros (R$ 59,1 mil). Disponibilizado no Brasil apenas sob encomenda e em volume muito reduzido (no máximo 50 unidades por ano), custa em torno de R$ 100 mil -- o que mostra como as taxas tornam a importação um mau negócio. Por fim, o CrossGolf tem mais ou menos as mesmas modificações incorporadas ao Polo, aqui num carro um pouco maior -- e mais caro, claro: começa em 23.050 euros (R$ 62,2 mil) e, na versão exibida no salão, pode sair por 31.732 euros (R$ 85,6 mil). A diferença está na maior opção de motores: são sete, três a gasolina (1.4, 1.4 seis marchas e 1.6) e quatro a diesel (dois 1.9 e dois 2.0).
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