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15/01/2008 - 09h53Curvas acentuadas dão mais beleza ao Passat CC
CLÁUDIO DE SOUZA A Volkswagen reservou para o Salão de Detroit, nos Estados Unidos, a estréia mundial de uma nova versão do sedã Passat, a CC. De acordo com a fabrica alemã, sua subsidiária nos EUA procurou ouvir com atenção o que o consumidor local desejava num carro -- e o resultado é esse novo Passat. Se foi assim mesmo, um cínico poderia até dizer-se surpreso com o bom gosto dos norte-americanos. O Passat CC é seguramente um dos carros mais belos entre os mais de 700 exibidos em Detroit. Em termos de design, representa um passo adiante para a normalmente conservadora Volkswagen.
A marca do Passat CC -- que a Volkswagen define como um cupê de quatro portas, mas sem perder o conforto de um sedã -- é sua sinuosidade, que vai de pára-choque a pára-choque. Em relação ao Passat comum, ele parece mais alongado e mais baixo, mas nao "achatado": ao contrário, ganhou mais curvas. Um claro sinal disso é como ficou a "cara" do CC, definida pela grade do motor e o conjunto óptico: a moldura cromada do Passat convencional tem quatro barras horizontais, e a do Passat CC tem apenas duas; os faróis conservam o mesmo desenho característico dos VW mais recentes, com a parte inferior arredondada, mas são mais estreitos. Lembra o New Civic. Um toque precioso são as lanternas em forma de filete acima dos faróis de milha: no Passat CC elas trocam o laranja pela predominância do branco -- muito mais elegante. Atrás, a tampa do porta-malas converge para o meio da traseira, dando espaço para que as lanternas, maiores que as do Passat convencional, tenham boa parte de seu desenho fluido instalada nos pára-lamas. Num efeito também parecido com o do Civic, a linha de cintura é ascendente, num carro cujo teto "cai" em direção à traseira. E, falando em teto, ele pode ser panorâmico: o vidro começa logo acima do pára-brisa e vai até a coluna B (a que divide motorista e passageiros), numa área de 75 cm x 112 cm. A abertura chega a 3 cm. Por dentro, há a opção de acabamento em dois tons de couro (preto e creme numa das unidades apreciadas por UOL Carros em Detroit) e bom espaço para quatro pessoas -- apesar de ser um "cupê"... Um apoio de braço saliente e um porta-objetos no meio do banco traseiro inviabilizam completamente o transporte de um quinto passageiro. O motorista, instalado num banco envolvente (mas um tantinho duro) e com opção de climatização, tem um punhado de comandos bem à mão. O painel de instrumentos tem quatro mostradores redondos -- dois grandes, dois pequenos. Ao olhar o velocímetro, o susto: ele marca só até 180. Mas basta lembrar que aqui é a America, onde a velocidade é medida em milhas -- e 180 milhas/hora equivalem a 290 km/h. Linha reta Entre as novidades tecnológicas, a Volks colocou no carro o sistema Lane Assist, ou "assistente de faixa", que -- e esta é uma explicação bem ligeira -- recoloca o carro na direção correta caso seja detectada uma mudança de faixa não intencional (nessa hora, o volante gira sozinho). A detecção de desvios acontece por meio de câmeras, que registram a demarcação das faixas. Os motores disponíveis para o Passat CC são três: 1.8 TSI gerando 160 cavalos, com máxima de 222 km/h; 2.0 TSI gerando 200 cavalos, com máxima de 237 km/h; e um imponente 3.6 FSI que gera 300 cavalos (limitados a 280 nos EUA), com máxima limitada a 250 km/h. Apenas para o mercado europeu, há dois motores 2.0 TDI, de 140 e 170 cavalos. O consumo divulgado pela Volks varia a cada motor, mas não seria maior que 10 km/l (no 3.6), e poderia chegar a 17,2 km/l (no 2.0 de 140 cv). A Volks nao anunciou o preço ao consumidor dessa nova versão -- mas certamente ela fica mais cara que a convencional. O Passat CC será fabricado na Alemanha, o que não é exatamente promissor para um eventual desembarque em terras brasileiras, já que os importados da VW nos chegam do México, devido ao vantajoso acordo tarifário com aquele país. No entanto, a VW do Brasil diz que estuda essa possibilidade. Nos EUA, o Passat CC deve estar nas lojas no último trimestre deste ano.
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