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11/10/2007 - 19h51Motos on/off-road de Yamaha e Honda se enfrentam Da Infomoto Apesar de dividirem a mesma capacidade cúbica, 250 cc, e o mesmo estilo on/off-road, as motos Yamaha XTZ 250 Lander e Honda XR 250 Tornado guardam diferenças marcantes, que podem influenciar na hora de decidir qual comprar. A começar pelos motores. As semelhanças entre eles param na capacidade, na quantidade de cilindros (ambos têm apenas um) e na refrigeração a ar com radiador de óleo. A veterana Honda Tornado, no mercado desde 2001, traz um propulsor com duplo comando no cabeçote (DOHC) e quatro válvulas, alimentado pelo tradicional carburador. Já a jovem Yamaha Lander, lançada em 2006, conta com a modernidade da injeção eletrônica para alimentar o motor com comando simples no cabeçote (SOHC) e duas válvulas.
Os números de desempenho declarados pelas fábricas são bastante semelhantes (21 cv na Lander e 23,3 cv na Tornado), mas escondem o comportamento distinto dos dois motores. A trail da Yamaha oferece respostas rápidas, sem engasgos no acelerador. Parece que seu motor está sempre cheio, com um funcionamento mais linear. Em conjunto com o câmbio de cinco marchas, quase não é preciso reduzir para se fazer uma ultrapassagem ou enfrentar uma subida íngreme. Já o modelo da Honda ainda tem um certo atraso quando se gira o acelerador, característica da carburação. Com seu câmbio de seis marchas, exige reduções constantes para se aproveitar a força do motor. Porém, em altas rotações ele mostra seu vigor. Apesar do comportamento e câmbios distintos, a velocidade final das duas motos é praticamente a mesma: cerca de 130 km/h no painel digital que equipa ambas. Mas, nesse quesito, ponto para a Lander, que traz um útil conta-giros. Filosofias distintas O design é outro ponto que diferencia bastante as duas on/off-road de 250cc. A Tornado tem uma cara mais "pronta para trilha". Banco estreito, farol quadrado e uma rabeta afilada -- características que a deixam mais esguia. Já o visual da Lander foi inspirado na sua irmã maior, a XT 660R. O farol ovalado e o banco mais largo conferem um porte maior ao modelo Yamaha. Passa a impressão de uma moto de uso misto, ou seja, uma moto que encara uma estrada de terra, mas que ficaria "presa" numa trilha.
A filosofia distinta do projeto de cada uma delas aparece também em alguns itens de série. A Honda vem com rodas de alumínio (mais leves) e balança também de alumínio, como nas motos off-road profissionais. Traz também protetor de cárter e guia de corrente. Itens ausentes na Lander, que tem rodas e balança de aço. Ciclística Na parte ciclística, ambas as motos adotam as mesmas soluções. Quadro berço duplo, garfo telescópico na dianteira e balança com um único conjunto mola amortecedor fixado por links na traseira, ambas com longo curso. No funcionamento das suspensões, de novo aparecem diferenças: a Lander parece privilegiar o conforto, enquanto a Tornado, a rigidez exigida no fora-de-estrada. A XTZ 250 Lander leva vantagem no quesito freio. Traz disco nas duas rodas, enquanto a XR 250 Tornado usa disco na frente, mas tambor atrás. A ciclística das 250cc foi projetada para oferecer versatilidade. Com suspensões de longo curso, elas se saem bem em diversas situações: seja enfrentando os obstáculos e buracos de nossas ruas, seja encarando uma estrada de terra. Os modelos on/off-road de Honda e Yamaha são o tipo de moto que pode ser usada no dia-a-dia, nesse caso com vantagem para a Lander; ou numa estrada de terra ou trilha, com leve superioridade da Tornado. O que não significa que a Tornado não possa ser a companheira ideal para o cotidiano ou que a Lander não encare uma estrada de terra. A escolha vai depender de diversos fatores, como gosto pessoal por determinada marca ou preferência pelo visual de uma ou outra. (por Arthur Caldeira)
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