Cientistas desenvolvem sensores para roupa que vigiam saúde do paciente

Em Washington

Uma equipe da Universidade de Arkansas desenvolveu uma série de sensores têxteis em nanoestruturas que podem ser colocados no sutiã ou no colete para vigiar a condição de saúde dos pacientes onde quer que eles esteja.

O sistema de vigilância sem fio comunica as informações sobre o paciente em tempo real a um médico, um hospital ou ao próprio paciente.

Por meio de um módulo leve e sem fio, os sensores se comunicam com um software que recebe os dados dentro de um smartphone, os compacta e os envia a uma variedade de redes sem fios.

"Nosso e-sutiã (sutiã eletrônico) permite uma vigilância contínua e em tempo real que identifica qualquer mudança patofisiológica", explica em comunicado o professor de engenharia elétrica Vijay Varadan.

"É uma plataforma sobre a qual são integrados na tela vários sensores para a vigilância da saúde cardíaca", destaca Varadan. "A roupa capta e transmite os sinais vitais de saúde a qualquer lugar no mundo".

O sistema observa a pressão sanguínea, a temperatura do corpo, o ritmo respiratório, o consumo de oxigênio, algumas atividades neurais e todas as leituras que se obtêm com o eletrocardiograma convencional, inclusive a capacidade de mostrar as ondas T investidas que indicam o início de uma parada cardíaca.

O sistema não requer nenhum outro acessório adicional para a medição da pressão sanguínea e, portanto, pode substituir os monitores de pressão convencionais.

Os sensores, menores que uma moeda, incluem fios de ouro e nanosensores têxteis flexíveis e condutores de corrente elétrica. Os sensores são formados por configurações de nanoeletrodos de ouro.

Os inventores explicaram que os sinais elétricos e os dados fisiológicos captados pelos sensores se enviam ao módulo sem fio contido em uma pequena caixa de plástico.

O módulo, que é o componente sem fio crucial no sistema, é basicamente um computador com baixo consumo de energia, que inclui um amplificador, uma antena, um cartão de circuito impresso, um microprocessador, um módulo Bluetooth, uma bateria e vários sensores.

O tamanho do módulo depende do consumo de energia e o tamanho mínimo de sua bateria.

Varadan disse que as melhoras que se esperam nas baterias e o Bluetooth permitirão que os pesquisadores construam um módulo ainda menor, de menos de 4 centímetros de comprimento, 2 centímetros de largura e 6 milímetros de espessura, que substituirá a caixa rígida.

Os dados obtidos pelos sensores são depois transmitidos aos telefones e outros aparelhos portáteis disponíveis no mercado comercial.
 

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