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75% dos paulistas têm ao menos três fatores de risco cardiovascular

Da Redação

27/04/2010 12h00

A análise dos dados do primeiro Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), revelou que 75% dos paulistas possuem pelo menos três fatores de risco cardiovascular. A pesquisa revelou também que 33,7% da população tem alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. O estudo, feito com base nas quase 100 mil pessoas que participaram do Mutirão do Coração, é o mais amplo sobre o tema já feito no país.

 

O mutirão foi realizado nas cidades de São Paulo e Campinas e teve a participação de 97.502 pessoas. Do total, 75% das pessoas apresentaram três ou mais fatores de risco cardiovascular, como obesidade, má alimentação e sedentarismo. De acordo com a pesquisa feita, 26,7% da população tem risco moderado para desenvolver essas doenças e apenas 39,5% tem risco baixo para isso.

 

O estudo mostra que a situação entre os homens é ainda mais preocupante, já que 42,84% têm alto risco, 23,92% risco moderado e 33,24% baixo risco. Entre as mulheres, 29,11% apresentam alto risco, 28,23% risco moderado e 42,66% baixo risco. O mutirão atendeu 64.587 mulheres e 32.915 homens.

 

O coordenador do Mutirão e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Socesp, Álvaro Avezum, explica que os números surpreenderam e é preciso que haja uma conscientização da população para reverter as estatísticas que colocam o Brasil como um dos países com as maiores incidências de doenças cardiovasculares. “É necessário mudar hábitos de vida, realizar exames com regularidade e aderir ao tratamento, para quem se enquadra nessa situação”, afirma.

 

O I Mutirão de Avaliação de Risco Cardiovascular de São Paulo foi realizado em junho e julho de 2009 com quase 100 mil pessoas que passaram pelas UBS, hospitais e postos de saúde de São Paulo e Campinas. O objetivo foi detectar e identificar os pacientes que tinham risco cardiovascular e desconheciam os fatores que poderiam levar a um infarto ou derrame – AVC (acidente vascular cerebral).