Em que consiste uma boa amostra de DNA?

Por C. Clairborne Ray

Em que consiste uma amostra válida de DNA para fins de identificação criminal? Os investigadores podem obter DNA de, digamos, transpiração, saliva, urina ou cera de ouvido, assim como de sêmen e da mucosa da boca?

Embora nem todas essas substâncias do corpo forneçam amostras ideais de DNA, esse exame pode ser feito a partir de amostras de qualquer um desses itens. Em todo caso, o que é testado é o DNA contido nas células do tecido humano, estando ele sozinho ou carregado por outra substância, como cera de ouvido, suor ou muco. Células desprendidas também são encontradas em urina, fezes, vômito e até lágrimas.

Nem todas as amostras são sempre aceitas por laboratórios, mas com técnicas modernas até algumas células podem fornecer um perfil de DNA.

Uma variedade de materiais podem ser coletados na cena do crime e terem seu DNA investigado. Por exemplo, roupa suja pode indicar resquícios de sangue, suor ou sêmen; o apoio de nariz ou as hastes de óculos podem trazer células da pele ou suor; e uma bala que atravessa um corpo pode carregar tecido. Com raras exceções (como hemácias, que não possuem núcleo contendo DNA), todas as células humanas contêm todo o DNA de um indivíduo.

O sêmen é um caso especial, exigindo a separação do DNA encontrado no esperma de outro DNA que pode ter vindo do suspeito ou da vítima. Os laboratórios usam um processo chamado de extração diferencial, no qual químicos são usados para quebrar células não relacionadas ao esperma. Depois, a amostra é girada numa centrífuga e as células intactas do esperma são removidas.

Tradutor: Gabriela d'Ávila


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