Estudo revela locais com maior número de afogamentos de crianças no país

Do UOL
Em São Paulo

O afogamento é a segunda causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil. Os Estados que apresentaram maior índice foram Amapá, Amazonas e Rondônia, segundo estudo realizado pela ONG Criança Segura, com base em dados do Ministério da Saúde relativos a 2009.

Durante o período analisado, foram registradas 1.376 mortes por esse tipo de acidente, sendo que 45% delas ocorreram em águas naturais (como rios, mares e lagos). Outras 6% referem-se especificamente a quedas nesses locais.

O segundo local de maior risco é a piscina, responsável por 7% das mortes. Vale ressaltar que 37% dos afogamentos não tiverem local identificado e 5% foram classificados como "outros", o que inclui acidentes domésticos, entre outros.

Unidades da Federação e taxa de afogamentos por
100 mil habitantes

1. Amapá 14,28
2. Amazonas 6,92
3. Rondônia 6,52
4. Mato Grosso do Sul 5,84
5. Espírito Santo 4,88
6. Alagoas 4,78
7. Mato Grosso 4,52
8. Roraima 4,19
9. Pará 4,12
10. Maranhão 3,67
11. Sergipe 3,67
12. Piauí 3,46
13. Tocantins 3,44
14. Bahia 3,42
15. Acre 3,38
16. Goiás 2,90
17. Ceará 2,88
18. Paraíba 2,77
19. Paraná 2,75
20. Pernambuco 2,66
21. Rio Grande do Sul 2,62
22. Santa Catarina 2,59
23. Rio de Janeiro 2,43
t24. Rio Grande do Nore 2,05
25. Minas Gerais 1,92
26. São Paulo 1,75
27. Distrito Federal 1,65

Perfil

A morte de meninos por afogamento é duas vezes mais frequente que a de meninas. Foram 67% casos referentes ao sexo masculino, contra 33%.

As mortes com crianças de 10 a 14 anos representaram 36% do total; de 1 a 4 anos, 35%; de 5 a 9 anos, 26%; e com menos de 1 ano, 3%.

Estados

O Estado do Amapá foi o campeão em mortes de crianças vítimas de afogamentos, com uma taxa de 14,28 por 100 mil habitantes, seguido de Amazonas, com 6,92, Rondônia, com 6,52, Mato Grosso do Sul, com 5,84, e Espírito Santo, com 4,88. O Distrito Federal apresentou a menor taxa: 1,65 (veja tabela).

"As capitais com acesso fácil a rios e lagos apresentam maior exposição da criança e consequentemente maiores índices de mortalidade", comenta a coordenadora nacional da ONG Alessandra Françoia.

"Rios e lagos não são locais oficiais de banho, portanto na maioria das vezes não contam com salva-vidas e uma estrutura estabelecida de supervisão, diferentemente das praias", acrescenta.

Prevenção

Com base nos dados, a ONG alerta para a necessidade de programas de conscientização sobre os riscos e cuidados para as famílias, além de aulas de natação para as crianças.

O alerta inclui o cuidado com os filhos dentro de casa - acidentes com baldes e vasos sanitários são menos frequentes, mas acontecem. O mesmo vale para a hora do banho - em 2009 foram registradas 14 mortes no banho de banheira ou devido a queda na banheira.

Veja as dicas de prevenção divulgadas pela ONG:

manter a criança sempre sob supervisão do adulto;

colocar coletes salva-vidas nas crianças em piscinas, mares e rios;

armazenar baldes e banheiras com água no alto e virados para baixo, quando vazios;

manter banheiros e vasos sanitários fechados;

esvaziar piscinas infantis e tampar com lona bem presa as piscinas “regan” após o uso.

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