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17/06/2008 - 18h29

Ministro Nelson Jobim diz que obras continuarão, mas não confirma permanência do Exército no morro

Rafaella Javoski
No Rio de Janeiro
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira, em visita ao Rio, que as obras do projeto Cimento Social, no morro da Providência, continuarão, mas que ainda não foi decidido se os militares irão permanecer no local.

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Os moradores do morro pedem a saída do Exército, que estão participando de um projeto de obras na área da construção civil, depois que militares foram acusados de entregarar três jovens da comunidade a traficantes rivais de outra favela. "Vim aqui examinar as obras e mostrar claramente à comunidade que o fato do assassinato não pode contaminar o que está se realizando aqui", disse Jobim.

O ministro mostrou-se indignado com o ocorrido e assegurou que "todas as providências estão sendo tomadas para que a Justiça se realize". Entretanto, Jobim não disse quais medidas irá tomar para punir os militares envolvidos.

"Afirmei também a um parente que a Justiça será feita. Desse assunto eu entendo, eu fui juiz durante muito tempo. Vamos deixar bem claro a indignação do governo e de todos nós. Não podemos confundir o fato com a ação do Exército e as obras que estão sendo realizadas aqui", afirmou.

Jobim também garantiu que, após toda a elucidação dos fatos, as obras não podem virar objeto de disputa política. "O que há é a preocupação de termos uma solução para a comunidade."

Além de se reunir com o do chefe do Estado Maior do Comando Militar do Leste, general Mário Matheus de Paula Madureira, o ministro também falou com a vereadora Líliam Sá (PR), que pede a retirada imediata do Exército, e com a associação de moradores do morro da Providência. Jobim também tomou café com a tia de David Florêncio, um dos jovens mortos.

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