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19/06/2008 - 20h04

Exército brasileiro é usado para fins eleitorais, diz Cesar Maia

Da Redação
em São Paulo
O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia,(DEM), disse em entrevista ao UOL que o Exército brasileiro foi manipulado com fins comerciais e eleitorais.

Segundo Maia, a conotação eleitoral do projeto Cimento Social, que tem por objetivo a recuperação das casas do Morro da Providência, é clara.



Cesar Maia disse que quando soube da participação do exército alertou o coronel responsável por coordenar a ação. Maia afirma que chegou a falar para o coordenador que se tratava de um projeto 'eleitoreiro', mas, segundo ele, o coronel ficou calado. Respondeu apenas que estava cumprindo ordens.

O prefeito do Rio de Janeiro destacou que o caminho para conter a ação do tráfico nos morros é a ocupação de forma ostensiva. Segundo Cesar Maia, a polícia deveria agir de forma progressiva e escolher os pontos principais de multiplicação do tráfico. E num segundo momento manter a ocupação com um efetivo menor.

Cesar Maia alegou que nos dois mandatos em que esteve à frente da prefeitura (ele está no último ano do segundo mandato consecutivo) da cidade do Rio de Janeiro não teve problemas em realizar ações sociais nas comunidades dos morros cariocas.

O senador Marcelo Crivella, (PL), divulgou uma nota desmentindo a ligação de seus assessores com o tráfico. A nota foi em resposta a uma matéria divulgada na TV Globo.

Veja a íntegra da nota:

Nota à Imprensa

A propósito da reportagem exibida ontem no Jornal Nacional e no Jornal das 10 da Rede Globo de Televisão, sob o título "Assessores de Crivella Negociam com o Tráfico" venho a público esclarecer que:

1. É falsa a informação de que um assessor do meu gabinete tenha negociado qualquer acordo com o tráfico do Morro da Providência. O Comando do Exército nega a existência de qualquer relatório oficial que comprove tais afirmações, decidindo, inclusive, instaurar imediatamente inquérito administrativo para apurar vazamentos de informações sobre fatos não comprovados. Até porque, caso houvesse tais comprovações, o Exército seria obrigado a comunicar o ocorrido, imediatamente às autoridades policiais do Estado.

2. É falsa também a afirmação de que o senhor Gilmar de tal seja assessor do meu gabinete. Não é e nunca foi.

3. Se em algum momento qualquer assessor praticar um ato ilícito será afastado.
Reitero que minha participação no Projeto do Cimento Social é, na essência, o exercício da atividade parlamentar que me foi confiado pelo povo do Rio de Janeiro. O que fiz foi unicamente apresentar e defender a importância do projeto para o resgate social de ampla parcela de nossa população mais humilde e garantir os recursos orçamentários necessários à realização da obra.

Por fim, lamento, e acho estranho, que essa matéria anteriormente publicada pelo Jornal Extra, volte a ser veiculada às vésperas do início da disputa eleitoral, e exatamente quando o meu nome aparece com boa aceitação pelo eleitorado do Rio de Janeiro nas pesquisas de intenção de voto.

Repudio qualquer tentativa de associar essa infâmia aos trágicos acontecimentos da última sexta-feira no Morro da Providência, onde três jovens foram barbaramente assassinados.

Senador Marcelo Crivella

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