O distrito de Galante, localizado a 12 km de Campina Grande, tem cerca de 10 mil habitantes, mas em época de 'São João', vê sua população triplicar com o 'público itinerante' das festas juninas.
Se a infra-estrutura campinense já sofre com o excesso de público e, principalmente de carros em circulação, a pequena Galante vive dias de caos durante o feriado religioso.
Com o desembarque de quase mil passageiros do expresso 'forroviário' no local, o centrinho do distrito é tomado por uma verdadeira multidão neste mês de junho. Só que a falta de infra-estrutura fica aparente com a constatação de filas nos banheiros químicos, sujeira e lixo espalhados pelo chão, esperas intermináveis para mesas em barracas de alimentação e um congestionamento estilo 'rush de São Paulo às 18h'.
Para chegar e sair do distrito, é preciso pegar um trecho de cerca de 7 km de uma estrada vicinal que liga Galante à BR-230 (Campina Grande-João Pessoa). Com a presença de no máximo meia dúzia de policiais orientando o trânsito, a reportagem do
UOL demorou mais de uma hora para sair do local.
Carros parados em fila dupla - quando não na contramão, ônibus turísticos lotados atravessados no meio da pista e falta de orientação e fiscalização de estacionamento fizeram muitos turistas deixarem o carro a quilômetros do distrito e terminar o trajeto a pé - fora os muitos que desistiram de chegar ao local da festa.
Fábio Maia, coordenador do 'São João', diz que a responsabilidade de sanar o problema é do governo do Estado, que administra a estrada vicinal que dá acesso a Galante.
"A festa de Galante é o atrativo dos turistas durante o dia. No mês de junho sabemos que o ambiente fica mais conturbado mesmo. Estamos promovendo adaptações no local para receber melhor os turistas", diz Maia.
Para tentar minimizar os congestionamentos, a prefeitura lançou, em parceria com uma empresa de transportes públicos, o 'ônibus do forró', que faz o trajeto até Galante e a volta a Campina Grande por apenas R$ 3. "O ônibus é equipado com ar-condicionado e assentos rodoviários. Entretanto, parece que os turistas prezam mesmo pelo conforto do carro", afirma o coordenador do 'São João'.
Os moradores que vivem à beira da vicinal aproveitam o movimento para ganhar uma renda extra, vendendo balas, salgadinhos e bebidas durante o trânsito. "Todo São João é assim. Só não reclamo porque é um mês só no ano e ainda faço uns trocados com essa mundiça (aglomeração, baderna)", explica o operário José Raimundo.