O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) embargou as obras do projeto Cimento Social, no morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro. Fiscais do TRE chegaram à favela por volta das 10h para interromper o trabalho que vem sendo realizado com o apoio do Exército desde o ano passado.
CONOTAÇÃO ELEITORAL
O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia(DEM), disse em entrevista ao UOL, no dia 19 de junho, que o Exército brasileiro foi manipulado com fins comerciais e eleitorais. Segundo Maia, a conotação eleitoral do projeto Cimento Social, que tem por objetivo a recuperação das casas do Morro da Providência, é clara.
A Justiça Eleitoral considerou o programa como eleitoreiro, pois foi colocado em prática pelo senador Marcelo Crivella (PRB), pré-candidato à prefeitura carioca. A decisão de embargar as obras é do juiz Fábio Uchoa, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no município do Rio.
O juiz alegou que o projeto Cimento Social beneficiou o senador, em detrimento dos demais candidatos. A Justiça Eleitoral abriu o processo contra Crivella após uma denúncia anônima contendo um panfleto com a imagem do político e fotografias das obras na Providência.
A investigação constatou ainda que as páginas do senador na Internet também fazem referência ao projeto Cimento Social.
A Justiça Federal já havia decidido, na semana passada, que o Exército deve deixar o morro da Providência até quinta-feira. A decisão foi tomada depois que três jovens foram detidos por 11 militares e supostamente entregues a traficantes do morro da Mineira, no Catumbi, zona norte, no dia 14 de junho. As vítimas acabaram mortas.