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25/06/2008 - 08h25

Cachaçaria oferece degustação cara para evitar porre e confusão em festa junina

Ana Luisa Bartholomeu
Enviada especial do UOL
Em Campina Grande (PB)
  • Flávio Florido/UOL

    Garrafa de cachaça envelhecida em tonel de carvalho custa até R$ 55...

  • Flávio Florido/UOL

    ...e reduz cantadas às funcionárias da Cachaçaria da Paraíba

    Para evitar confusão com a bebedeira inoportuna de alguns freqüentadores, a direção da barraca "Cachaçaria da Paraíba", uma das mais freqüentadas dentro do Parque do Povo, na festa junina de Campina Grande, tem que cobrar caro pela degustação de seus produtos.

    Os clientes que querem experimentar a bebida antes de escolher entre os 18 tipos oferecidos no local pagam R$ 2 a dose - quando nos bares a mesma quantidade e marca podem ser adquiridas por R$ 0,50. O teor alcoólico da cachaça varia de 18% a 50%.

    "Acho absurdamente caro. A dose deveria ser R$ 1, no máximo, assim como em qualquer boteco", reclama o jornalista autônomo Everaldo Alves Lira, freqüentador assíduo do point e apaixonado pela bebida.

    Já o professor de história Arthur Robson, 27, é bom apreciador da caninha e concorda com o preço cobrado. "Apesar de achar a iniciativa elitista, concordo que é uma boa iniciativa para evitar transtornos. Muitas pessoas passam dos limites ao beber", afirma.

    Rita Cordeiro, 21, promotora de vendas, aprova - e agradece - o preço inflacionado da dose do produto. Segundo ela, é mais uma arma na luta contra as cantadas grosseiras que recebe diariamente no balcão da cachaçaria.

    "Uso aliança sem ser comprometida para inibir um pouco o xaveco. Mas sempre tem os clientes que são inconvenientes por natureza e, aí, só chamando o segurança mesmo", revela.

    Como novidade para a festa deste ano, a cachaçaria oferece a bebida nos sabores de canela, menta, banana, coco, morango, tangerina, frutas vermelhas e abacaxi.

    "Estamos sempre inovando para agradar o consumidor, mesmo sabendo que este público prefere mesmo o produto genuíno", explica Polliana Vaz Amaro de Holanda, 27, que trabalha no estande da Associação dos Produtores de Cana de Açúcar/Fiep/Sebrae.

    Outra moda que a cachaçaria lançou foi oferecer aos clientes o produto gelado. "Parece que desce mais suave", diz a funcionária Rita, que aprendeu a gostar da branquinha após o trabalho no estande da festa de São João.

    A cachaça mais barata oferecida no local custa R$ 5 (300 ml). Já para adquirir o produto mais caro o consumidor chega a gastar R$ 55 (300 ml). A cachaça que tem preço de uísque é envelhecida em barril de carvalho, durante cinco ou até seis anos. "Ela pega o cheiro, o gosto e a cor da madeira", explica Carlos Hermógenes de Holanda Lira, 25, responsável pelo espaço.

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