O delegado responsável pelas investigações sobre a queda de mãe e filha do terceiro piso de um shopping, em Joinville, no norte de Santa Catarina, voltou atrás e cogita agora a hipótese de acidente. Ambas despencaram de uma altura de 10 metros na tarde de sábado, pouco depois das 12h.
Durante o restante do dia, o delegado Rubens Passos Freitas ouviu testemunhas e familiares. Domingo, ele havia descartado a versão de queda acidental e sustentava que a linha de investigação indicava que a mulher de 30 anos havia pulado depois de jogar a criança.
Nesta segunda-feira, ele disse que ainda vai investigar se a menina teria caído acidentalmente, mesmo considerando a suspeita remota. "É muito difícil ter ocorrido isso, mas vamos continuar investigando", afirma. Sobre a queda da mãe, não restam dúvidas de que foi proposital.
Edna Adriana Ribeiro e a filha Tiffany Ribeiro Huang, de quatro anos, caíram no vão central do shopping. Antes, testemunhas dizem ter visto a mãe passar muitas vezes pelo local, um mezanino próximo a uma loja de departamentos.
O delegado responsável pelo caso afirma que a primeira perícia sobre o caso foi baseada no depoimento de seguranças do local e que não há testemunhas oculares do momento da queda. A cena do acidente havia sido mexida, pois foi necessário atender às vítimas. Segundo Freitas, um novo laudo será produzido, com base em novas oitivas.
A direção do shopping se comprometeu a entregar as fitas do sistema de segurança à polícia, para auxiliar nas investigações. Segundo o delegado, que esteve no local minutos depois da queda, as câmeras de segurança não flagraram o momento do incidente.
No dia, mãe e filha foram atendidas por uma equipe do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville com traumatismo craniano. A menina passou por uma cirurgia e seu estado é considerado grave. Ela permanece na UTI do Hospital Materno-Infantil Jeser Amarante. A mãe segue internada no Hospital São José, sem risco de morrer, e deve ser liberada esta semana.