Em pouco mais de 24 horas, neste final de semana, oito pessoas morreram e 12 ficaram feridas em duas chacinas registradas em Salvador. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), somente na capital baiana e cidades da região metropolitana aconteceram 24 assassinatos entre sábado e domingo.
Por volta das 20h30 de domingo, três homens encapuzados que estavam dentro de um carro chegaram ao bairro do Engenho Velho da Federação, próximo ao centro de Salvador, e começaram a atirar em um grupo de pessoas que conversava nas imediações de um bar. Quatro pessoas morreram na hora e nove ficaram feridas -uma em estado grave está internada no HGE (Hospital Geral do Estado).
Na manhã desta segunda-feira (21), a polícia informou que identificou o suspeito que teria comandado a chacina. Segundo informações da 7ª Delegacia, o nome do suspeito será mantido em sigilo para preservar as investigações. Testemunhas contaram à polícia que os três homens chegaram ao local e começaram a atirar rapidamente.
No sábado, outras quatro pessoas -entre elas um adolescente de 15 anos- também foram mortas em outra chacina, no bairro da Paz (12 km do centro da capital baiana). Outras três ficaram feridas. Segundo informações de moradores à polícia, seis homens armados, em dois carros, atiraram contra um grupo de rapazes que estava conversando nas imediações de um estabelecimento comercial.
"Tudo aconteceu de forma muito rápida. Algumas pessoas disseram que os assassinos utilizavam coletes com a inscrição da Polícia Civil, mas, nos depoimentos, ninguém confirmou isso", disse a delegada Francineide Moura de Oliveira, responsável pela investigação. Todos os mortos da chacina do bairro da Paz não tinham registros de antecedentes criminais.
Segundo a polícia, na chacina foram mortos o doceiro Edmilson Desterro de Oliveira, 20, o barbeiro Henrique Sampaio Souza, 23, o estudante Diego Wellington de Assis, 23, e o adolescente Gilmar Santos de Oliveira, 15.
ViolênciaNos primeiros seis meses deste ano, o índice de violência em Salvador e região metropolitana aumentou 50%, em relação a igual período do ano passado, segundo a PM. No total, foram registrados 880 assassinatos. Desde que tomou posse, em janeiro do ano passado, o governador Jaques Wagner (PT) não conseguiu conter a onda de violência que tomou conta da capital baiana.
Recentemente, durante um almoço com jornalistas, o governador admitiu que a segurança pública é um dos maiores problemas de sua administração. No começo deste ano, preocupado com o crescimento da criminalidade, Wagner trocou o secretário da Segurança Pública (a única modificação no primeiro escalão de seu governo, até agora), mas, mesmo assim, os problemas continuam.