Segundo a
Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 62,4% dos domicílios urbanos no Brasil possuem ao mesmo tempo serviços públicos de abastecimento por água canalizada, conexão a rede coletora de esgoto e coleta de lixo diretamente no domicílio. O número é resultado do cruzamento de outros computados pela
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), relativa a 2007, publicada na semana passada.
Porcentagem dos domicílios urbanos com acesso a saneamento por região
- Sudeste..............................................83,7%
- Sul.........................................................63%
- Nordeste............................................37,6%
- Centro-Oeste.....................................34,8%
- Norte..................................................16,1%
IBGE, Síntese dos Indicadores Socias A porcentagem representa uma pequena melhoria com relação a 1997, quando 55,6% dos domicílios urbanos eram atendidos simultaneamente por esses serviços. As desigualdades regionais, no entanto, persistem: na região Sudeste, a mais bem-servida, 83,7% dos domicílios possuem os três serviços, enquanto na região Norte são apenas 16,1%.
Os indicadores também chegam a um resultado já esperado: nas camadas com maior o renda média per capta, o atendimento simultâneo dos serviços é maior. Assim, na faixa de mais de cinco salários mínimos per capta, 77,2% gozam do atendimento, enquanto para a faixa até ½ salário, o percentual é de 42%.
O IBGE ainda mostra que 20,5% dos domicílios possuem, ao mesmo tempo, iluminação elétrica, telefonia fixa, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar. Quando a esse conjunto se inclui acesso a Internet, o número cai para 17,6%.
Desigualdades regionais
- Nas regiões Sudeste e Sul, entre 26% e 27% dos domicílios possuem, simultaneamente, luz elétrica, telefone fixo, computador, geladeira, TV a cores e máquina de lavar. No Norte e no Nordeste, a proporção cai para 7% e 8%.
IBGE, Síntese dos Indicadores Socias Maioria dos brasileiros vive em casas própriasAinda segundo os Indicadores Sociais, 73,6% dos 56,4 milhões de domicílios brasileiros são próprios, 19,1% alugados e 6,8% cedidos. Ana Lúcia Sabóia, coordenadora da pesquisa, explica que "domicílio próprio" não é necessariamente regularizado: "a pesquisa é baseada na declaração do entrevistado e as pessoas de baixa renda sempre dizem que o imóvel é próprio, mesmo que não tenha registro", afirma.
Os indicadores também indicam que, mesmo nas regiões metropolitanas, o número de casas é maior que o de apartamentos residenciais: na região metropolitana do Rio de Janeiro, 25,1% dos domicílios são apartamentos, e, na grande São Paulo, o número é 20,3%. A média desses locais é maior que a do país, que apresenta 12,7% de apartamentos contra 86,9% de casas. Esses números não apresentam variações significativas em comparação com os anos anteriores.
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