UOL Notícias Cotidiano
 

24/09/2008 - 10h00

Em 2007, trabalhadores brancos ganharam quase duas vezes mais que os negros, diz IBGE

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Os trabalhadores brancos tiveram um rendimento médio mensal quase duas vezes maior que o dos negros e pardos em 2007, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE, com base em levantamento da PNAD 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Os negros e pardos receberam em média 1,8 salários mínimos. Já os brancos tiveram um rendimento de 3,4 salários mínimos. Entre os trabalhadores com mais de 12 anos de estudo, a diferença também é grande. Enquanto os brancos ganham, em média, R$ 15,90 por hora, os negros e pardos recebem R$ 11,40, quando trabalham o mesmo período.

A quantidade de negros e pardos no grupo dos 10% mais pobres e entre o 1% mais rico explicita ainda mais as diferenças raciais no Brasil. Somente 12% de negros e pardos estão entre o 1% mais rico, enquanto os brancos formam 86,3% do grupo. Já entre os 10% mais pobres figuram 73,9% de negros e pardos contra 25,5% de brancos.

Segundo o IBGE, "os grupos raciais subalternizados (...) padecem de uma precária inserção social ao longo dos 120 anos. Esta precária inserção social não é explicada pelo ponto de partida, mas pelas oportunidades diferenciadas a eles oferecidas".

Quase metade da população brasileira (49,4%) é branca. Os pardos formam 42,3%, os negros, 7,4%, e os indígenas ou "amarelos", segundo o IBGE, apenas 0,8%. A região com a maior proporção de pardos é a Norte, com 68,3%. Já a população do Nordeste é composta por 8,5% de negros, a maior proporção. No Sul, 78,7% dos habitantes é branco.

Educação superior

Em dez anos, a diferença entre brancos e negros ou pardos com diploma de ensino superior subiu 2 pontos percentuais. Em 1997, 9,6% dos brancos tinham ensino superior completo, enquanto 2,2% dos negros e pardos possuíam a mesma qualificação. Ano passado, 13,4% dos brancos e 4% dos negros e pardos apresentavam diploma.

Em 2007, os estudantes negros e pardos entre 18 e 25 anos tiveram uma taxa de freqüência no nível superior mais baixa que a dos jovens brancos em 1997. A diferença maior ocorre entre os estudantes de 21 anos.

Há dez anos, os 12,2% da população branca dessa faixa etária freqüentava um curso superior, enquanto apenas 2,6% dos negros e pardos estudavam em uma faculdade. Em 2007, essa taxa subiu apenas para 8,4% entre negros e pardos e para 24,2 entre os brancos.

No ano passado, 57,9% dos estudantes brancos entre 18 e 24 anos freqüentavam um curso superior. Entretanto, apenas 25,4% de alunos negros da mesma faixa etária estudavam no mesmo nível.

Em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos no Brasil, quase 9 milhões eram negros ou pardos. A taxa de analfabetismo entre os brancos maiores de 15 anos foi de 6,1%. Já entre negros e pardos da mesma faixa etária superou 14%.

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