UOL Notícias Cotidiano
 

16/10/2008 - 17h12

Dirigente de futebol vai a Santo André para negociar com jovem que mantém ex-namorada refém, mas deixa o local após meia hora

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizado às 17h52

O superintendente de futebol do São Paulo e vereador eleito Marco Aurélio Cunha chegou por volta das 17h05 desta quinta-feira à unidade do conjunto habitacional do CDHU em Santo André onde um jovem mantém a ex-namorada refém há três dias. O cartola conversou com a Polícia Militar sobre a possibilidade de ajudar nas negociações com o seqüestrador, mas acabou deixando o local após cerca de meia hora.

  • Rivaldo Gomes/Folha Imagem

    Dirigentes do São Paulo decidiram ajudar nas negociações depois que Alves usou uma camisa do time para tampar janela

Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, invadiu na segunda-feira o apartamento onde a adolescente de 15 anos mora com a família. Armado, ele rendeu a garota e dois amigos e uma amiga dela que estavam no local e já foram libertados. Nesta quinta-feira, a amiga voltou ao apartamento na tentativa de auxiliar nas negociações, mas Alves não deixou que ela saísse novamente.

Os policiais não permitiram que Cunha entrasse no apartamento porque avaliaram que houve uma quebra de confiança por parte do seqüestrador ao manter a amiga da ex-namorada presa também.

"Eles [a polícia] têm mais experiência, mas o São Paulo está à disposição para qualquer coisa", disse o dirigente esportivo.

Cunha foi ao local acompanhado de um advogado a pedido do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, depois que o jovem usou uma camisa do time para tampar uma janela.

Populares aproveitaram a visita do vereador eleito na capital para pedir autógrafos. Alguns gritavam "Verdão, Verdão", em provocação frente ao jogo do próximo domingo entre Palmeiras e São Paulo.

Alves teria cometido o crime porque estava inconformado com o fim do namoro. Na quarta-feira, ele havia prometido libertar a ex-namorada após o almoço, mas voltou atrás.

Os familiares do seqüestrador e da vítima acompanham o trabalho da polícia no local. Este é o caso mais longo de cárcere privado no Estado de São Paulo.

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