Atualizada às 12h09 -
Lindemberg não participa da ação
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Policiais cercam local do crime
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Poucos curiosos estão no local
Com uma hora de atraso, teve início por volta das 11h desta quarta-feira (19) a reconstitução do assassinato de Eloá Cristina Pimentel, morta no último dia 17 de outubro. A adolescente foi atingida por um tiro na cabeça, disparado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, 22, após ser mantida por mais de cem horas sob cárcere privado no apartamento onde morava com a família.
A adolescente Nayara Rodrigues, 15, amiga de Eloá que também foi mantida refém por Lindemberg, chegou ao conjunto habitacional Jardim Santo André, na Grande São Paulo, pouco antes das 11h para participar da reconstituição.
O local está bloqueado e sob forte esquema de segurança. Muitos jornalistas acompanham a movimentação policial, além de alguns curiosos. Alunos de uma escola localizada em frente ao prédio onde morava Eloá amontoam-se nas janelas para tentar acompanhar a reconstituição.
A imprensa não tem acesso ao local onde ocorreu o crime. Apenas peritos, equipes que participaram da ação no dia do assassinato, Nayara, o advogado dela, integrantes do Conselho Tutelar e a advogada do acusado, Ana Lúcia Assad, estão no conjunto habitacional.
Lindemberg não participa da reconstituição. Pela legislação, ele não é obrigado a "produzir provas contra si mesmo", segundo sua advogada. O acusado está preso na penitenciária de Tremembé, no interior paulista.
A PM (Polícia Militar) não informou o número de policiais que participa da ação.
Contradições do inquéritoO advogado da família de Eloá, Ademar Gomes, disse esperar que a reconstituição traga mais elementos para esclarecer pontos importantes do caso, como se houve o tiro que provocou a invasão da polícia e o motivo de ter havido a invasão do apartamento. "Essa reconstituição irá colaborar para evitar estas contradições do inquérito", disse.
O advogado também criticou novamente a volta de Nayara ao cativeiro. "Isso é uma situação que surpreende todo mundo, deixa todos constrangidos. É meio complicado, precisamos saber porque ela foi devolvida", questionou.
Pai de EloáSobre o pai de Eloá (Everaldo Pereira dos Santos), o advogado afirmou que a defesa está examinando os processos a que ele responde em Alagoas, mas que até agora não teve acesso a todos eles.
"Não tenho contato [com o pai de Eloá], mas tenho um intermediário. Ele diz que está muito aborrecido, constrangido e se sente injustiçado. É uma retaliação contra a Polícia Militar e ele está pagando caro por esta situação", disse.
Já a mãe de Eloá, segundo o defensor, aguarda para saber o motivo da invasão do apartamento pela polícia.