UOL Notícias Cotidiano
 

11/11/2009 - 17h40

Ministro de FHC chama apagão de "acidente" e descarta comparação com situação de 2001

Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizada às 18h14

Ministro do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante o racionamento de 2001, o hoje ministro do Tribunal de Contas da União José Jorge diz que há uma diferença grande entre o problema que enfrentou e o apagão da noite desta terça-feira.

  • Sérgio Lima - 3.fev.2009/Folha Imagem

    O ministro do Tribunal de Contas da União, José Jorge, ex-ministro das Minas e Energia de FHC

"Há uma diferença grande. Em 2001, houve um racionamento porque a nossa capacidade de geração de energia do país estava diminuída", afirmou Jorge. "O que houve ontem, até onde acompanhei, foi um acidente, um acidente grave, mas não houve essa questão de ficar sem energia", completou.

"Em março de 2001, no fim do período das chuvas, estávamos com os reservatórios secos, tendo de enfrentar todo o período de secas", lembra. "A grande dificuldade foi que as pessoas ficam irritadas quando são obrigadas a economizar, principalmente as empresas."

Jorge acha que o apagão foi usado politicamente pela oposição petista em 2001, mas em 2002 "praticamente não se falou": "Já estava tudo normalizado. A administração da crise foi vitoriosa", defendeu.

Entenda a distribuição de energia no Brasil

  • Fonte: ONS
Jorge, que foi senador pelo DEM e candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin em 2006, era, antes de tomar posse no TCU em fevereiro, presidente da CEB, a Companhia Energética de Brasília.

Ainda segundo Jorge, até onde ele acompanhou as discussões do setor, não havia uma preocupação especial com uma eventual crise na questão da distribuição. "Qualquer sistema físico está sujeito a uma falha", diz. Como o sistema baseado em hidrelétricas obriga à construção de grandes linhas de transmissão, ele fica mais sujeito a acidentes.

Esse fato, aliado à interligação do sistema, explica o fato de os apagões no Brasil atingirem mais pessoas do que em outros países, explica. "As linhas de Itaipu até São Paulo têm quase mil quilômetros. Angra [térmica alimentada com combustível nuclear] está no meio, entre São Paulo e Rio. O risco de acontecer algo com uma linha de Angra é menor."

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