Quatro famílias concentram tragédia em Angra dos Reis

Maurício Savarese
Enviado especial do UOL Notícias
Em Angra dos Reis (RJ)

Pereira, Bassim, Repetto e Narciso. São esses os sobrenomes da maioria das vítimas dos deslizamentos em Angra dos Reis na madrugada do dia 1º de janeiro, de acordo com o Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. Até o fim da tarde deste sábado, mais de 40 corpos tinham sido encontrados pelas equipes de resgate.

Veja imagens do local após deslizamento

  • Vídeo enviado por Luiz de Oliveira, morador da Vila do Abraão e voluntário da Defesa Civil


Seis dos dez membros da família Pereira, vinda de Arujá, interior de São Paulo, morreram no deslizamento na região de Bananal, em Ilha Grande, distrito de Angra. Os bombeiros informaram também que quatro pessoas que estavam na residência alugada pelos Pereira se salvaram porque caíram no mar enquanto 17 casas e a pousada Sankay eram engolidos pela terra. Entre os sobreviventes está Flávio Larine, filho do prefeito de Arujá.

Três membros das famílias Bassim e Repetto também morreram no deslizamento em Ilha Grande, identificou o IML, que evitou especular se há outros membros dessas famílias entre as vítimas da tragédia na cidade do litoral sul do Rio de Janeiro. Nessa área, 28 corpos foram encontrados até o início da noite deste sábado.

No morro da Carioca, no centro de Angra dos Reis, um membro da família Narciso disse em entrevista a uma rádio local que perdeu sete pessoas no deslizamento na região pobre do centro de Angra dos Reis. Até agora o IML identificou uma mãe e seus quatro filhos e entre as 13 vítimas na área.

Veja onde aconteceram os deslizamentos de Angra dos Reis (RJ)

  • UOL Mapas

    Marcação em violeta mostra região do morro da Carioca, na parte continental de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Está indicada em cor de laranja a região da Pousada Sankay, na enseada do Bananal, em Ilha Grande. Nos dois locais houve mortes em consequência dos desabamentos de terra causados pelas chuvas deste início de ano


Dificuldade de liberação
Os membros da família Narciso identificados pelo IML foram velados em uma escola neste sábado. Parentes reclamaram da lentidão do serviço de liberação dos corpos. A Prefeitura atribuiu o problema à falta de documentação das vítimas, insistiu que apenas o reconhecimento por um parente não é o bastante, mas prometeu acelerar os trabalhos. No caso da família Pereira, parentes virão de Salvador para trazer documentos que liberem os corpos.

Bombeiros em contato com as equipes de resgate dizem que cerca de 40% do entulho foi removido até o fim desta tarde na região do Bananal. Além da busca por corpos, eles estão buscando documentos das vítimas com a ajuda de uma retroescavadeira pequena que chegou do Rio de Janeiro. Um aparelho de maior porte remove a terra à procura de corpos.

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