Sangue no colchão não é de Eliza Samudio, diz polícia mineira

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais acabou de divulgar o resultado do laudo do sangue encontrado no colchão do sítio do goleiro Bruno, localizado em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, o sangue é de uma mulher, mas não é de Eliza Samudio. O sangue foi encontrado pela perícia durante uma segunda busca feita no sítio do jogador.

O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de Minas Gerais, reclamou durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (23) que estão tentando tumultuar as investigações. Segundo ele, o sangue teria sido plantado no local para atrapalhar o trabalho da polícia.

“Foi feita uma primeira vistoria e não tinha nada no local. Numa segunda vistoria foi encontrada uma mancha enorme no colchão. A chance disso ter sido feito para tumultuar [as investigações] é muito grande”, disse Moreira.

Ele acrescenta que não poderia ter lacrado o local durante as investigações, pois a legislação brasileira não permite isso.

Fase final do inquérito
Moreira afirmou que o inquérito já está na fase final e que as provas são cabais. “Quem falar que a Elisa está viva está com alucinação ou tomou algum alucinógeno, a Eliza está morta”, disse.

Ele acrescentou ainda que “a probabilidade do corpo carbonizado, encontrado em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, ser o de Eliza é quase nula”.

Fernanda Gomes de Castro
O delegado Edson Moreira disse que Fernanda Gomes de Castro, suposta amante de Bruno, está sendo investigada. Segundo ele, “o depoimento que ela deu em Belo Horizonte [só veio] corroborar com a nossa investigação”. “Possivelmente ela será indiciada”, declarou Moreira.

Para reforçar a possibilidade do indiciamento, o delegado afirmou que Fernanda colocou uma camiseta na cabeça para que Eliza não a reconhecesse no dia em que foi levada para a casa do goleiro no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.

Após prestar depoimento no Departamento de Investigações de Minas Gerais, em Belo Horizonte, na terça-feira, Fernanda disse que não teve contato algum com Eliza Samudio.

Segundo seu advogado Ércio Quaresma, Fernanda confirmou que apenas cuidou do bebê de Eliza a pedido de "Macarrão", durante um dia, na casa de Bruno no Rio de Janeiro, mas ela teria negado qualquer contato com a jovem desaparecida. De acordo com Fernanda, ela só soube dos fatos pela imprensa.

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