Polícia aponta laudos e provas testemunhais para indiciar nove pessoas no caso Eliza
Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte
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Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press
O goleiro Bruno aparece de cabelo raspado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)
Em nota divulgada antes de iniciar uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (30), a polícia de Minas Gerais informou detalhes sobre o inquérito que indiciou nove pessoas pelo envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, 25, ex-amante do goleiro Bruno. Segundo a investigação, a moça foi morta no dia 10 de junho, na cidade mineira de Vespasiano.
A polícia listou uma série de evidências que considerou para indiciar os suspeitos. Pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores foram indiciados: o goleiro Bruno, o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão (o Macarrão); Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza (Coxinha)-- ambos acusados de esconder o bebê de Eliza--; a mulher do goleiro, Dayanne Rodriques do Carmo Souza; Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio do jogador; Sérgio Rosa Sales (o Camelo), primo do atleta; e Fernanda Gomes de Castro, uma suposta amante do atleta.
Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (o Bola), apontado como o assassino de Eliza, foi indiciado por homicídio qualificado (motivo torpe, utilização de meio cruel e recurso que dificulta a defesa da vítima), formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Com exceção de Fernanda, todos já estão cumprindo prisão temporária em Minas Gerais. Foi pedida também a prisão preventiva de todos os indiciados. Os suspeitos negam os crimes.
Segundo a polícia, entre as provas que incriminam os suspeitos estão o laudo de análise do veículo Range Rover, de Bruno, onde um exame de DNA comprovou que havia sangue de Eliza; o laudo do GPS do carro, que mostra deslocamento de um hotel no Rio de Janeiro até Minas Gerais, trajeto feito pelo grupo após sequestrar a moça; cruzamento de ligações telefônicas dos indiciados, constatando o envolvimento e localização dos mesmos no período do dia 4 a 12 de junho, quando teria ocorrido o crime; antenas de transmissão de telefonia que correlacionam o trajeto com os depoimentos dos envolvidos; uma fralda encontrada na suíte de um motel onde Eliza, seu filho e os outros indiciados teriam passado a noite no trajeto entre Rio e Minas.
A polícia também cita laudos referentes a exames realizados no notebook de Eliza e no de Macarrão; fotos da criança que foram encontradas queimadas perto da cerca do sítio do goleiro; trechos de conversas gravadas que registram ameaças que Eliza vinha sofrendo; e um contrato, redigido no notebook de Macarrão, firmado entre Eliza e Bruno, datado de 8 de junho de 2010 -não foi informado o conteúdo desse contrato.
A polícia mineira também usou as chamadas provas testemunhais, relatadas durante os primeiros depoimentos dos primos do atleta, Sérgio Rosa e J. -também acusados de envolvimento no caso, mas que mudaram de versão ao longo da investigação- e da mulher de Bruno, Dayanne.
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