Duas pessoas morrem em operação do Bope nas favelas Antares e Rola, no Rio

Hanrrikson de Andrade
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) realiza nesta quarta-feira (20) uma operação para reprimir o tráfico de drogas nas favelas do Antares e do Rola, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o último boletim, duas pessoas não identificadas morreram na troca de tiros. Os agentes apreenderam cargas de maconha, cocaína e crack. O material foi encaminhado para a 36ª Delegacia de Polícia, em Santa Cruz.

Os feridos no confronto com os policiais foram levados para o hospital Rocha Faria, em Campo Grande, mas não resistiram aos ferimentos. Um deles estava armado com um revólver israelense. Um menor de 17 anos foi detido durante a ação. Além da carga de entorpecentes, os homens do Bope também encontraram material para embalagem de drogas, duas pistolas, um carregador de fuzil AK-47 e motos em situação irregular.

A operação, que começou por volta de 6h, conta com 120 policiais da divisão de elite da Polícia Militar, além de um helicóptero, dois veículos blindados, os "caveirões" e três retroescavadeiras. A ação deve continuar durante esta quarta-feira. Neste momento, dez patrulhas do Bope estão espalhadas pelas duas comunidades vistoriando casas e estabelecimentos comerciais. Os policiais têm dificuldades para avançar pelas favelas em razão de barricadas montadas pelos traficantes.

Além do combate ao narcotráfico, a ação da polícia nas favelas do Antares e do Rola também pretende apreender máquinas caça-níqueis.

Megaoperação na Rocinha

As forças policiais do Rio de Janeiro também continuam trabalhando na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira (19), 200 agentes de oito delegacias especializadas fizeram uma megaoperação na qual 11 pessoas foram presas e quase três toneladas de maconha apreendidas. Além disso, foram encontrados 42 veículos em situação irregular, duas centrais clandestinas de TV a cabo (esquema conhecido popularmente como "gatonet"), uma fábrica de DVDs piratas e uma carga roubada de eletrodomésticos, entre outros itens.

O principal objetivo da ação, porém, era prender Antônio Bonfim Lopes, o Nem (chefe do narcotráfico na Rocinha) e alguns de seus familiares, que são acusados de ajudar o traficante a lavar dinheiro. A operação -que tem sido articulada nos últimos seis meses- não tem data para acabar. A busca efetiva por criminosos deve continuar nos próximos dias. No total, são 30 mandados de prisão, de acordo com as informações da assessoria da Polícia Civil.

 

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