Concessionária aponta "falha operacional" para justificar apagão no metrô do Rio
Hanrrikson de Andrade
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro
O MetrôRio, concessionária responsável pelo sistema metroviário no Rio de Janeiro, afirmou nesta quarta-feira (22) que a queda de luz que interrompeu a circulação dos trens por cerca de uma hora, no dia anterior, ocorreu em razão de uma falha operacional no sistema de energia que alimenta o centro de controle de tráfego. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) está investigando o caso.
De acordo com a concessionária, a oscilação no fornecimento de energia surgiu da rede externa, porém o sistema de "nobreak" da empresa não foi capaz de absorver a demanda. Com isso, o MetrôRio foi obrigado a interromper a energia dos trilhos, o que levou aos procedimentos de segurança para a retirada de passageiros dos trens, alega a empresa. Os usuários tiveram que caminhar pela lateral dos trilhos.
Durante a queda de luz, foram deslocados cerca de 297 agentes de segurança para as estações. Os ramais que apresentaram o maior número de ocorrências foram os de Botafogo, na zona sul, e do Largo da Carioca, no centro. Neste último, bombeiros chegaram a se dirigir para o local a fim de prestar atendimento às pessoas que se sentiram mal, principalmente idosos. O MetrôRio informou também que quase 13 mil passageiros receberam o dinheiro de volta.
MP cobra explicações
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pretende enviar ainda nesta quarta-feira um ofício à Agetransp, no qual cobrará explicações sobre a queda de energia que paralisou as linhas 1 e 2 do metrô. O documento será emitido pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor do Contribuinte da Capital.
A reportagem do UOL Notícias tentou entrar em contato com o promotor titular Carlos Andresano, mas ele não atendeu às ligações.
Histórico
A interrupção começou por volta das 15h10 de ontem e afetou o transporte nas linhas 1 e 2, fechando todas as estações. Muitos trens tiveram suas viagens interrompidas dentro dos túneis subterrâneos. Segundo a concessionária, foi usado um plano de evacuação de emergência, sob orientação de equipe treinada. Os usuários foram obrigados a andar ao lado dos trilhos, em fila, até chegar à estação mais próxima.
Alguns usuários relataram que foram obrigados a forçar a abertura das portas e muitos precisaram caminhar utilizando a luz do display do celular para evitar acidentes.
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