Itaipu nega responsabilidade por apagão que afetou quatro regiões do país

Dimitri do Valle
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba

A direção brasileira da hidrelétrica de Itaipu negou responsabilidades no apagão que atingiu quatro regiões do país na tarde desta sexta-feira (2). Uma falha, que durou cerca de 30 minutos, deixou sem luz os Estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso, além de parte da região Sul e Sudeste, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). Há informações de falta de energia em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A interrupção aconteceu entre 16h43 e 17h13, e o serviço já foi restabelecido.


Em nota oficial distribuída à imprensa, a administração se isentou do problema. "Atenção: diferentemente do que tem sido divulgado, não houve nenhuma  falha na Central Hidrelétrica de Itaipu. O problema não foi de geração e, sim, de transmissão, que não é de responsabilidade da Itaipu", afirmou a assessoria de imprensa da hidrelétrica.

Segunda a direção de Itaipu, o apagão teve origem em um problema no reator da linha de transmissão de 756 kv, entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã, no Paraná, o que gerou um curto circuito às 16h43. As linhas de transmissão são de responsabilidade da estatal Furnas.

"Em consequência do curto-circuito, houve o desligamento automático da referida linha de transmissão, a qual o reator se conecta, e de todas as linhas que interligam o setor de 60Hz da usina da Itaipu com a subestação de Foz do Iguaçu, isolando as unidades geradores de 60Hz de Itaipu do Sistema Interligado Brasileiro", diz o comunicado.

A assessoria ressaltou que "as unidades geradoras do setor de 60Hz da Itaipu não apresentaram nenhum defeito durante a perturbação, permanecendo disponíveis para atender o sistema”. Por causa da falha no reator da linha de transmissão Foz/Ivaiporã, ainda segundo a assessoria, o que era produzido de energia pelas turbinas de Itaipu não poderia sair pela linha afetada.

“Às 17h01, o sistema de transmissão começou a ser recomposto e, às 18h, atingiu o valor máximo solicitado pelo Operador Nacional do Sistema - ONS", finalizou o comunicado oficial.

De acordo com o ONS, ainda não se sabe o que causou o apagão. O órgão informou que uma reunião entre representantes do ONS, de Furnas, do Ministério de Minas e Energia e de concessionárias deve acontecer em cerca de três ou quatro dias para analisar as circunstâncias do apagão e o total de Estados afetados. A reunião deve ocorrer no escritório central do Operador Nacional do Sistema, no centro do Rio.

O UOL Notícias entrou em contato com Furnas para comentar o caso e está aguardando um retorno da companhia.

 

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