Cliente morto por vigilante de banco em São Bernardo recebeu "no mínimo" cinco tiros, diz delegado

Janaina Garcia
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O delegado titular do 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo do Campo (Grande ABC), Victor Vasconcellos Lutti, afirmou no início da tarde desta segunda-feira (3) que o cliente de um banco morto por um vigilante nesta manhã foi alvo de “no mínimo, cinco disparos”.

O crime aconteceu na agência do Bradesco localizada na avenida Marechal Deodoro, centro da cidade, pouco depois da abertura do local, às 10h. O vigilante –cujo nome não foi divulgado– foi preso em flagrante. O cliente, Sandro Antônio Cordol, de 33 anos, estava desarmado.

Em entrevista ao UOL Notícias, o delegado informou que já estão sendo encaminhadas ao DP as imagens do circuito interno da agência. “O caso ainda precisa ser investigado, mas vamos depender dessa filmagem para analisar. O que dá para apontar pelo autor dos disparos, no mínimo, é atitude com excesso culposo, ou seja, quando a pessoa, apesar de pensar que age em legítima defesa ou no exercício de direito, excede na execução desse seu direito”, afirmou o policial, que foi enfático: “Ele atirou minimamente cinco vezes”.

Lutti disse ainda que, antes de ser atingido, Cordol fez uma funcionária do banco de escudo. Ela não ficou ferida, e, assim como outros cinco funcionários que estavam na agência naquele momento, vai prestar depoimento. Também hoje a polícia ouve ainda o vigilante.

Segundo a Polícia Militar, o chamado registrado atenderia uma briga entre duas pessoas na agência bancária. Ainda conforme a PM, a partir de dados preliminares coletados no local, Cordol teria se desentendido com o vigilante na última sexta (30), por motivos ainda não identificados, e hoje teria ido tirar satisfações com o vigilante, que reagiu disparando.

A agência foi fechada. Em nota oficial de uma linha, o banco definiu: “O Bradesco lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares”.

Também em nota nesta tarde, a Protege, empresa à qual o vigilante está vinculado, lamentou o ocorrido e disse estar “empenhada em auxiliar a polícia na apuração dos fatos”. A empresa salientou ainda atende “todas as determinações legais e esclarece que todos os seus vigilantes são qualificados, selecionados e treinados, conforme estabelece a legislação específica da atividade de segurança privada”.

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