Crimes de sequestro relâmpago aumentaram 62,5% em 2011 no Rio
Fabíola Ortiz
Do UOL, no Rio
O sequestro relâmpago, a famosa saidinha de banco, estelionatos e extorsão no Rio de Janeiro foram os crimes que mais aumentaram no ano de 2011 em relação a 2010, divulgou nesta tarde (7) a Secretaria de Segurança, em um balanço dos indicadores de criminalidade do ano passado. Só a extorsão com privação de liberdade, definição dada à modalidade de sequestro relâmpago, teve um aumento de 62,5%, passando de 88 em 2010 para 143 em 2011.
Indicadores da criminalidade
| Sequestro relâmpago | + 62,5% |
| Extorsão | + 37,2% |
| Estelionato | + 21,6% |
| Roubo de carga | + 17,3% |
| Saidinha de banco | + 15,5% |
| Apreensão de drogas | + 14,5% |
| Roubo de caixa eletrônico | - 60,6% |
| Auto de resistência | - 38,7% |
| Latrocínio | - 24,4% |
| Roubo de celular | - 22,7% |
| Roubo a residência | - 20% |
| Furto a veículo | - 17% |
| Transeunte | - 13,6% |
| Homicídio doloso | - 10% |
- Fonte: SSP-RJ
Já a modalidade conhecida como saidinha de banco, roubos efetuados após saques no banco, aumentaram 15,51%, de 1.721 em 2010 para 1.988 em 2011.
Segundo os indicadores de criminalidade de 2011, crimes de extorsão e estelionato aumentaram 37,2% e 21,6%, respectivamente. A extorsão subiu de 1.409 em 2010 para 1.933 em 2011, e os estelionatos saíram de 24.053 em 2010 para 29.246 no ano passado.
O subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança, Roberto Sá, atribui o aumento destas modalidades à “tentativa desesperada” de migrar de áreas de atuação. “O marginal da lei não muda para um trabalho formal de um dia para o outro. Eu atribuo isso a uma tentativa desesperada de migrar de locais de atuação e modalidade do crime. Atribuo aos criminosos que perderam a oportunidade de atuar na sua modalidade”, afirmou.
A instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) desde o final de 2008 é um dos fatores que contribuíram para que crimes como roubos a pedestres, carros, coletivos reduzissem, de acordo com a secretaria.
Segundo o balanço divulgado nesta tarde, 2011 foi o ano com menor número de roubos em 10 anos, com 13.524 casos a menos em relação a 2010. Em 2011, foram registrados 106.776 roubos, 11% a menos que em 2010, quando houve 120.300 casos.
A letalidade violenta que inclui homicídios dolosos, latrocínio e autos de resistência teve uma redução de quase 15%. Neste rol de letalidade violenta, autos de resistência (mortes em confronto com a polícia) caíram 38,7%, já os crimes de latrocínio (roubos seguidos de mortes) tiveram uma redução 24,4% e homicídios dolosos reduziram 10%.
Outras duas modalidades que reduziram foram roubos a residências, 20% e roubos de caixas eletrônicos, 60,6%.
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