Às vésperas de greve, Metrô e sindicato chegam a acordo sobre pagamento a trabalhadores em São Paulo

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

O Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo anunciou na tarde desta terça-feira (28) que a Companhia do Metropolitano de são Paulo (Metrô) aceitou a contraproposta da categoria sobre o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2011.

Em assembleia realizada na noite da última quinta-feira (23), cerca de 400 metroviários haviam decidido entrar em greve a partir de amanhã (29) caso a proposta de PLR não fosse melhorada.

Após a reunião desta tarde entre representantes da empresa e os trabalhadores, a decisão sobre o começo ou não de uma paralisação nos serviços ficará a cargo da assembleia da categoria, marcada para as 18h30 de hoje.

Segundo o secretário-geral do sindicato, Paulo Pasin, os trabalhadores não aceitavam a proposta do Metrô de reduzir 7,21% da PLR dos trabalhadores com base em uma pesquisa de qualidade feita com os usuários. A avaliação do serviço prestado pelo Metrô caiu em comparação com o ano anterior. A justificativa para rechaçar a redução era a de que, em 12 anos, o número de usuários dobrou, saltando de dois para quatro milhões de passageiros diários.

Indagado se o acordo enfraquece os ânimos para eventual greve, Pasin esquivou-se: "Agora é a assembleia que vai decidir; não tem como medir os ânimos antes", disse.

A PLR dos trabalhadores do Metrô é composta por um valor fixo --calculado, para este ano, em R$ 3.062-- somado a 40% do salário mensal. Segundo o secretário-geral dos metroviários, a contraproposta que foi aceita prevê que o desconto seja abatido apenas dos 40% do salário de cada funcionário, e não do valor fixo.

Em nota, a assessoria de imprensa do Metrô informou que o acordo entre empresa e sindicato prevê que a PLR dos mais de 8.000 funcionários seja paga amanhã, "sendo que nenhum funcionário receberá menos que R$ 3.900".

Liminar e multa

Ontem, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu liminar pela qual os metroviários ficam obrigados a manter 100% dos serviços nos horários de pico em caso de greve. A decisão atendeu pedido do metrô e estipulou multa de R$ 100 mil diária ao sindicato em caso de descumprimento.

Ainda segundo a decisão, nos demais horários, o serviço deve ser oferecido com 90% do efetivo.

(Com informações de Guilherme Balza)

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