Justiça condena a 30 anos de prisão homem que matou cunhada e amiga a facadas

Do UOL, em Sorocaba (SP)

O homem acusado de matar a facadas sua cunhada e uma amiga dela foi condenado por latrocínio (roubo seguido de morte) nesta quarta-feira (29), em Sorocaba (90 km de São Paulo). Wellington Themistocles, 20, foi considerado culpado pela morte da cunhada Maiara Natali da Silva, 8, e a amiga dela Nicoli da Silva Nogueira, 9, em julho do ano passado. A pena determinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal da cidade foi de 30 anos de reclusão.

A sentença causou surpresa aos parentes das vítimas. Para a polícia, Wellington seria julgado por duplo homicídio qualificado, crime que tem uma pena muito maior. O juiz, no entanto, interpretou que o homem queria cometer um roubo e estaria sendo impedido pelas meninas –por isso matou as duas.

O homem está preso na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, desde que confessou o crime, também em julho de 2011. Esse tempo será abatido do total da pena.

Wellington foi apontado pela polícia como autor dos homicídios dois dias depois do crime. Ele disse que estava sob efeito de drogas e que queria roubar cerca de R$ 70 para comprar entorpecentes.

À polícia, Wellington disse que foi surpreendido pela cunhada quando entrou na casa para roubar o dinheiro. O homem então esfaqueou a criança pelas costas. A amiga veio em sua defesa e também foi esfaqueada. De acordo com laudo do Instituto de Criminalística, ele esfaqueou a própria cunhada 21 vezes e golpeou Nicoli outras 17.

De acordo com a polícia, uma calça suja de sangue foi encontrada próxima à casa onde as duas meninas foram mortas. Dentro do bolso, estavam as chaves da casa de Maiara. A partir daí, os investigadores chegaram até Wellington, dono da peça de roupa.

O homem acompanhou o trabalho dos policiais no local do crime, foi ao velório e depois ao enterro. Durante entrevista à imprensa, ele disse que esperava que a justiça fosse feita, chegando a desejar a morte do assassino.

Wellington é casado com a irmã de Maiara, Luciana Themistocles. Ela disse que não consegue perdoar o marido pelo que fez, mas que deseja ter um novo encontro com ele para entender os motivos para o crime bárbaro.

“Ele tem de pagar por tudo o que fez e eu ainda vou ter coragem de olhar na cara dele e saber por que matou a minha irmã. Eu não acredito que tenha sido só por causa do efeito da droga”, desabafa.

 

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