Ciclistas promovem a "pedalada Thor", nesta sexta, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
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Divulgação
Cartaz da "bicicletada Thor"; evento do movimento Massa Crítica acontece sexta (30) em SP
O movimento ciclista Massa Crítica organiza para esta sexta-feira (27), em São Paulo, a “bicicletada Thor”, na qual os participantes são convidados a ir fantasiados como o personagem em quadrinhos da Marvel. O ponto de partida é a Praça do Ciclista, na avenida Paulista, às 20h.
A bicicletada acontece em São Paulo sempre na última sexta-feira de cada mês, e, nesta edição, será realizada duas semanas após o filho do bilionário Eike Batista, Thor Batista, 20, ter atropelado e matado um homem de bicicleta na Baixada Fluminense.
No cartaz do evento divulgado no site do movimento e nas redes sociais, os organizadores informam que a fantasia mais criativa vai ganhar “51 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação)", referência aos pontos acumulados na CNH do filho do empresário.
“Não é uma manifestação, mas um passeio que todo mês acontece na última sexta-feira. cada um vai com suas razões para se fantasiar –já teve até de Halloween, por exemplo”, disse o cicloativista Thiago Benicchio, da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo.
Atropelamento no Rio
O acidente com a Mercedes-Benz SLR McLaren conduzida por Thor resultou na morte de Wanderson Pereira dos Santos, que seguia de bicicleta pela BR-040. O jovem se submeteu a teste de bafômetro no dia, mas não foram constatados sinais de ingestão de álcool.
Para a Polícia Civil, as circunstâncias iniciais da investigação sobre o atropelamento indicam que a vítima estava "no meio da pista". Ainda não foram entregues à polícia, contudo, os laudos periciais do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) que apontem se o condutor teve ou não culpa e a qual velocidade ele trafegava. O Detran-RJ (Departamento Estadual de Trânsito do Rio) também apura o caso.
Atropelamento na Paulista
No dia 2 deste mês, a bióloga e cicloativista Juliana Dias, 33, morreu ao ser atingida por um ônibus de transporte coletivo na avenida Paulista, próximo à rua Pamplona. A Polícia Civil chegou a prender e indiciar por homicídio culposo (não intencional) o motorista de um segundo ônibus que teria fechado a jovem, mas ele foi liberado. As investigações ainda não foram concluídas e não descartam também que Juliana tenha se desequilibrado durante uma discussão.
O inquérito aguarda o laudo do acidente feito pelo IC (Instituto de Criminalística).






