PM acusado da morte da companheira e da filha de 12 anos é preso em quartel em Minas Gerais
Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte
O cabo da Polícia Militar mineira Marco Antônio Alves Lima, 44, acusado de ter matado a tiros a companheira e uma filha de 12 anos no último domingo (10) em Ribeirão das Neves (40 km de Belo Horizonte), foi preso nessa quinta-feira (14) após a Justiça ter expedido mandado de prisão preventiva contra ele.
Na noite da última terça-feira (12), o suspeito, que ainda é acusado de ter atirado contra outra filha de 16 anos, havia se apresentado a uma delegacia da Polícia Civil, localizada em Ribeirão das Neves, mas foi liberado após ser ouvido, em razão de não existir mandado de prisão contra ele e ter passado o período do flagrante.
De acordo com nota da corporação, a Corregedoria da Polícia Militar cumpriu o mandado e prendeu o militar em uma unidade da corporação, cujo endereço não foi divulgado. Segundo o informe, ele ficará à disposição da Justiça comum.
A filha sobrevivente está internada no Hospital de Pronto-Socorro Risoleta Neves, em Belo Horizonte. De acordo com a assessoria da unidade hospitalar, a garota foi atingida por projétil na região do abdome, está internada no Centro de Tratamento Intensivo do local, mas o estado de saúde dela é estável. Porém, não há previsão de alta.
Na terça, bombeiros combateram um incêndio na residência onde o militar morava com as vítimas. O fogo atingiu parcialmente o imóvel, e a polícia investiga se teria sido criminoso. Ninguém se feriu. No local, havia um depósito de materiais recicláveis que foi quase totalmente destruído pelo fogo.
O crime
Conforme o tenente-coronel Idzel Fagundes, comandante do 34º batalhão, onde Lima trabalhava como sentinela, o crime teria ocorrido após uma discussão do casal. Há uma suspeita ainda não confirmada de que o valor alto de uma conta de telefone teria sido o estopim da briga.
Um advogado, que se apresentou como defensor do militar, afirmou que o cliente foi vítima de um surto e que ele não se lembrava de detalhes do dia do crime.“Ele tem 16 anos de serviço. Até então, não tinha nada que o desabonasse”, disse o tenente-coronel Idzel Fagundes.
De acordo com o oficial, os colegas do cabo estão abalados com o episódio. Por fazer serviços internos, o policial não portava arma da corporação.“Ele tem uma arma registrada em nome dele, mas ainda não podemos afirmar se foi esse revólver calibre 38 o usado no crime”, informou o comandante. “Não consigo imaginar o que aconteceu para justificar essa barbárie.”
O oficial informou que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será aberto pela Polícia Militar contra Lima e, caso seja comprovada a sua c ulpa no crime, poderá resultar na sua expulsão da polícia.






