Shopping Higienópolis entrega à Prefeitura de SP documentação sobre estacionamentos
Do UOL, em São Paulo
O Shopping Pátio Higienópolis, na região central da capital paulista, entregou nesta terça-feira (3) à Secretaria de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo os documentos relativos aos estacionamentos do local. Agora, a prefeitura irá analisar a documentação e emitir um parecer nessa quarta-feira (4), segundo informou a assessoria da secretaria.
Em 18 de junho, a prefeitura abriu processo de cassação do shopping pelo fato de o estacionamento não ter alvará de funcionamento. O estabelecimento foi multado em R$ 1,5 milhão. A administração municipal deu um prazo de 15 dias, que se encerrava hoje, para que o estabelecimento apresentasse a documentação provando que o estacionamento interno e dois externos estão de acordo com a legislação.
Caso a documentação não esteja regular, o alvará de funcionamento dos estacionamentos pode ser cassado, e o shopping interditado. Em 15 de junho, o shopping chegou a apresentar uma documentação referente aos estacionamentos, mas, segundo a secretaria, os documentos estavam incompletos.
Irregularidades
As irregularidades envolvendo o shopping vieram à tona após reportagem da Folha revelar que uma ex-diretora diz ter pagado propina para conseguir a liberação da obra de expansão do empreendimento.
Daniela Gonzalez, ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield que administra shoppings diz que a multinacional pagou, entre 2008 e 2010, R$ 1,6 milhão em propinas ao ex-diretor do setor de aprovação de prédios Hussain Aref Saab e ao vereador Aurélio Miguel (PR) para liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, ambos na capital paulista.
Entre as irregularidades apontadas está o número de vagas no estacionamento, inferior ao exigido pela legislação. Quando autorizou a ampliação do shopping, em 2008, a prefeitura exigiu como contrapartida a oferta de 470 vagas extras (totalizando 1.994), mas as vagas não foram criadas.
Outra possível irregularidade, investigada pelo Ministério Público, é um andar “secreto”, que estaria em funcionamento no shopping sem qualquer documentação.






