Hospital da Lagoa entra em greve; é a sexta unidade a parar no Rio

Felipe Martins
Do UOL, no Rio

Funcionários do Hospital da Lagoa, na zona sul do Rio, cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira (4). Os funcionários aderiram ao movimento grevista nacional comandado por sindicatos de servidores federais.

Por volta das 8h de hoje, os pacientes que chegavam ao ambulatório eram impedidos de entrar no hospital, avisados da greve.

Eles tiveram que esperar por pelo menos uma hora debaixo de sol até que o atendimento voltasse a ser realizado pelo menos parcialmente.
Pelo menos 100 funcionários fazem nesse momento manifestação na porta do hospital.

Eles prometem logo mais sair em passeata e parar o trânsito na avenida Borges de Medeiros, uma das principais vias da zona sul do Rio.

Segundo os sindicatos dos servidores, o Hospital da Lagoa é o sexto federal a ter o atendimento parcialmente interrompido em razão da greve nacional.

O Hospital de Ipanema, na zona sul, Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, o Hospital do Andaraí, na zona norte, o Hospital dos Servidores do Estado, no Centro, e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, na Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão, também estariam com os serviços comprometidos, informou o sindicato.

O movimento grevista pede reajuste salarial de 22,08%, incorporação das gratificações, jornada de trabalho de 30 horas semanais e a revogação da MP 568, que corrige os salários dos médicos.

O sindicato não divulgou um balanço de quandos servidores estariam parados.

Tumulto

A diretora do Sindsprev-RJ, Cristiane Gerardo, confirmou o tumulto no Hospital da Lagoa, no início da manhã.

"Aconteceu porque a triagem começou às 9h. Os pacientes foram informados por nós sobre a greve. Somente os que já se consultam no hospital serão atendidos. A greve é geral. A cada dia mais um hospital vai aderindo", disse.

De acordo com o Sindsprev-RJ, a marcação de novas consultas e cirurgias  que não envolvam risco aos pacientes está interrompida.

Serão mantidos o atendimento na oncologia, hemodiálise, o atendimento a soropositivos, as cirurgias de pacientes considerados de risco e o atendimento aos pacientes que já são atendidos na unidade de saúde.

O Ministério da Saúde negou problemas para o atendimento no Hospital da Lagoa. 

Em nota, o Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro informou que o atendimento ambulatorial no Hospital Federal da Lagoa ocorre normalmente. 

Ainda segundo o ministério, a manifestação na porta principal do hospital prejudicou a entrada dos pacientes,  mas não provocou a interrupção, suspensão ou cancelamento dos atendimentos agendados.

O Ministério da Saúde admite problemas em apenas dois dos cinco hospitais que o sindicato diz haver paralisado as atividades.
Segundo o ministério, apenas o Hospital Cardoso Fontes e o Hospital de Ipanema são afetados pela paralisação dos servidores. 
 

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