Julgamento de acusado pelo "crime do carro preto" é adiado pela segunda vez em Santos (SP)

Gustavo Delacorte
Do UOL, em Santos (SP)

  • Arte/UOL

    Santos está a 72 km de São Paulo

    Santos está a 72 km de São Paulo

O julgamento do "crime do carro preto", que estava marcado para esta terça-feira (7), foi adiado novamente por falta de testemunhas. Houve princípio de confusão no Fórum de Santos (72 km de São Paulo), e o advogado de defesa quase foi agredido. Parentes e amigos da vítima protestaram no saguão do fórum. Uma nova data para o julgamento foi marcada: 16 de outubro.

O crime ficou conhecido como "do carro preto” porque em 2011, a bordo de um veículo preto, um atirador matou uma pessoa e feriu outras seis na Baixada Santista. O júri havia sido marcado pela primeira vez para 25 de junho último, mas a sessão foi adiada também pela falta de uma testemunha considerada imprescindível pela defesa do soldado da polícia militar André Aparecido dos Santos, 36, que nega ser o autor dos crimes.

Os ataques aconteceram em Santos e São Vicente, cidades vizinhas e conurbadas (que compõem um único conjunto urbano) da Baixada Santista. Em Santos, o ataque mais grave, que aconteceu no bairro Boqueirão, custou a vida de Paulo Roberto Barnabé, de 34 anos, e deixou Arsênio de Oliveira Júnior, de 35, paraplégico.

Ainda em Santos, foram baleados um homem no bairro do Macuco e um jovem na Aparecida. Já em São Vicente, três pessoas foram baleadas na Vila Margarida. O policial, acusado por um homicídio consumado e mais oito tentativas, teve sua prisão preventiva decretada e ficou detido no Presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Câmera de segurança

Quatro dias após os atentados terem acontecido, Santos registrou um boletim de ocorrência alegando que duas armas, que eram do mesmo calibre das utilizadas nos ataques, haviam sido furtadas de sua residência. A polícia foi até o local, mas não encontrou vestígios de furto nem de arrombamento.

A ação no bairro do Boqueirão foi registrada pela câmera de segurança de um prédio, e as imagens levaram a polícia até o acusado. O policial estava lavando seu carro, com as mesmas características do que aparecia nas imagens durante os ataques, quando foi detido.

 

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