Justiça determina que Ecovias indenize vítima de megaengavetamento em SP

Do UOL, em São Paulo

O juiz Sidney Tadeu Cardeal Banti, da 3ª Vara Cível do Fórum Regional da Lapa, na capital paulista, condenou a concessionária Ecovias a indenizar uma vítima do megaengavetamento na rodovia dos Imigrantes, ocorrido em 15 de setembro de 2011, em São Bernardo do Campo.

Veja imagens do megaengavetamento
Veja Álbum de fotos

Na decisão, o magistrado fixou indenização em R$ 30 mil, acrescida de juros de 1% ao mês e de 15% de honorários advocatícios. Mais de 100 veículos se envolveram no acidente, cuja motivação foi a forte neblina no local. O engavetamento foi o maior da história da rodovia, considerando o número de envolvidos.

A Ecovias é a concessionária responsável pela administração do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a Grande São Paulo à Baixada Santista. Na decisão judicial, o magistrado considerou que a empresa, por prestar um serviço público e cobrar pedágios, é a responsável por zelar pela segurança dos motoristas.

De acordo com o advogado Ademar Gomes, autor da ação, a decisão abre precedente para que outras vítimas do acidente recebam indenizações.

Procurada pela reportagem, a Ecovias afirmou que já tomou conhecimento da sentença e diz que irá recorrer nos próximos dias. A empresa disse ainda que, "nas outras ações sobre o mesmo assunto, foram proferidas decisões favoráveis à concessionária, não tendo sido atribuído qualquer tipo de responsabilidade em relação ao acidente."

O engavetamento

O acidente ocorreu no km 41 da rodovia dos Imigrantes, sentido São Paulo, por volta de 12h45 de uma quinta-feira,  quando a visibilidade na via era de apenas 30 metros de distância. Uma pessoa morreu e 51 ficaram feridas.

Na época, a Polícia Militar Rodoviária contabilizou 300 veículos envolvidos. A Ecovias afirmou que 104 carros foram removidos com guincho e que os dados da PM consideram o número de boletins de ocorrência feito

Em audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo no dia 27 de setembro de 2011, o diretor-superintendente da Ecovias, José Carlos Cassaniga, afirmou que a Ecovias tomou as providências necessárias e negou ser responsável pelo acidente.

Para o diretor, houve falta de prudência por parte dos motoristas, que não teriam adotado as medidas recomendadas. No dia seguinte ao acidente, Cassaniga já tinha feito a mesma afirmação em entrevista ao UOL.

"Entendemos que a Ecovias faz o que tem responsabilidade de fazer, mas neblina é algo que não se controla e que não é tão recorrente; por outro lado, temos que trabalhar toda uma questão do comportamento humano e dos condutores de veículos; afinal, o tráfego com segurança em condições adversas prevê velocidade controlada", disse na época.

 

Shopping UOL

UOL Cursos Online

Todos os cursos