Negociação entre governo e servidores em greve continua até meia-noite

Luciene Cruz
Da Agência Brasil, em Brasília

O governo tem reuniões com as categorias de servidores públicos federais em greve até a meia-noite de hoje (28), data limite fixada pela própria União para assinatura de acordos de reajuste salariais.

As categorias que rejeitarem o reajuste de 15,8% oferecido pelo governo, divididos em três anos, a partir de 2013, ficarão sem aumento no ano que vem. "Com quem decidir não assinar, voltaremos a discutir no ano que vem com impacto para 2014", disse o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

Até o momento, apenas os representantes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) assinaram o acordo que ratifica o fim da greve. Com isso, subiu para quatro o número de entidades que aceitaram a proposta do governo. São elas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos-administrativos universitários.

Nas contas do governo, cerca de 90% dos grevistas sinalizaram aceitar o reajuste. "Praticamente está tudo resolvido, falta apenas formalização dos acordos", disse Mendonça.

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal (Condsef), que representa cerca de 80% dos servidores públicos federais, também decidiu aceitar a proposta de reajuste oferecida pelo governo. A assinatura do termo ocorrerá amanhã. A decisão engloba o contracheque de cerca de 520 mil servidores ativos, segundo o Planejamento. A proposta oferecida pelo governo terá impacto de R$ 3,9 bilhões nos cofres públicos nos próximos três anos.

As reuniões de hoje devem ser realizadas com representantes do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), do Ministério do Meio Ambiente e do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Algumas entidades já rejeitaram a proposta de reajuste. Entre os servidores federais que mantêm a greve estão os agentes da Polícia Federal, os servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e advogados e defensores públicos federais.

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