Chuvas no Estado do RJ deixam mais de 4.200 fora de casa, três feridos e um morto

Hanrrikson de Andrade e Julia Affonso
Do UOL, em Duque de Caxias (RJ) e no Rio

A Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro divulgou, no fim da noite desta quinta-feira (3), um boletim sobre os estragos das chuvas que caem sobre a Baixada Fluminense, Região Serrana, Angra dos Reis e Mangaratiba, desde a madrugada de hoje. Em todo o Estado, 4.225 pessoas estão fora de suas casas, sendo 1.435 desalojadas (que tiveram que deixar suas casas, mas podem retornar a qualquer momento) e 2.790 desabrigadas (que tiveram as casas destruídas e não poderão voltar) por causa das chuvas. Bombeiros e agentes da Defesa Civil do Estado estão trabalhando em conjunto com os municípios para auxiliar as vítimas.

Na Costa Verde, Angra dos Reis e Mangaratiba foram os municípios mais atingidos. Em Angra, nove casas foram destruídas, 38 danificadas, três pessoas ficaram feridas, 320 pessoas ficaram desalojadas e 2.560 desabrigadas por causa de alagamentos. A Defesa Civil enviou colchonetes e cobertores para os desabrigados.

Em Mangaratiba, houve rolamento de pedras na BR-101 e na estrada Junqueira. No bairros Constância, um muro desabou e uma casa foi destruída, e em Fazenda Ingaíba, Ribeira, Parque Bela Vista, Palha e Cachoeira 1 e 2 houve deslizamento de terra, mas sem vítimas.

Em Duque de Caxias, os rios Saracuruna, Inhomirim e Capivari transbordaram, deixando 45 casas destruídas, 200 danificadas, 1.000 pessoas estão desalojadas e 250 desabrigadas e causando a morte de um homem, ainda não identificado, no bairro de Xerém. A Defesa Civil enviou colchonetes e cobertores para os desalojados.

Na Região Serrana, os rios Bingen e Piabanha transbordaram em Petrópolis, causando desabamentos nos bairros Alto Independência, Siméria e São Sebastião. Cerca de 40 pessoas estão desalojadas e dois pontos de apoio e dois abrigos foram montados no Alto Independência e na Siméria. Três casas foram destruídas e quatro danificadas. As sirenes da Defesa Civil chegaram a ser acionadas para alertar os moradores sobre a chuva forte.

Em Teresópolis, houve transbordamento do rio Paquequer. Cinquenta moradores das comunidades Vale da Revolta, Perpétuo, Rosário, Caxangá e Pimentel estão desabrigados. As sirenes de alerta foram acionadas em Caxangá, Perpétuo, Pimentel, Rosário, Vale da Revolta e Santa Cecília.

A cidade de Seropédica também foi afetada. Houve enxurrada no rio dos Bois,  17 casas foram danificadas e 35 pessoas ficaram desalojadas.

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Duque de Caxias em emergência

O novo prefeito de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), Alexandre Cardoso (PSB), que assumiu o cargo há dois dias, decretou estado de emergência no distrito de Xerém. Desde a madrugada desta quinta-feira (3), uma forte chuva cai na região. Pelo menos uma pessoa morreu.

A área mais atingida foi a rua Alberta, no centro de Xerém, onde uma tromba d'água fez o rio Saracuruna, que corta parte do distrito, invadir a rua Alberto. A correnteza destruiu boa parte do que estava pela frente, incluindo a residência de Marília Feitosa, 54. Com a água na altura do pescoço, ela conseguiu fugir pela janela graças ao auxílio de um vizinho.

"Eu acho que já estava me sentindo afogada. Foi Deus que mandou o Roberto [vizinho]. Consegui escapar pela janela e correr para o terraço dela. Só hoje de manhã que pude voltar para casa, e vi tudo destruído. Perdi tudo, mas vou encontrar forças para seguir em frente", disse ela, que contava com a ajuda de parentes para retirar o acúmulo de lama que ainda está dentro do imóvel.

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Os moradores de Xerém que perderam suas casas estão sendo encaminhados para abrigos no município. Havia a informação de que uma represa na região se rompeu. "Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado", afirmou o secretário de Defesa Civil do município, Marcelo Silva.

"Chegamos à conclusão de que foi uma cabeça d'água, desencadeando uma enxurrada brusca que trouxe uma grande avalanche de terra, árvores e pedras até as casas que estavam no beira-rio", disse.

Nas últimas 24 horas, choveu cerca de 200 milímetros na cidade, o maior volume observado na estação meteorológica da cidade, que foi inaugurada em outubro de 2002. De acordo com a Defesa Civil, a região ainda tem vários pontos de alagamento.

Desalojados

Cerca de 200 pessoas foram desalojadas pelas fortes chuvas que atingiram o bairro de Xerém, segundo informações da Defesa Civil. Um homem, encontrado na região da praça da Mantiqueira, morreu. Ele ainda não foi identificado.

 

Os desalojados foram encaminhados para abrigos no município. Havia a informação de que uma represa na região se rompeu. "Não há indício deste fato. O rompimento da barragem não está confirmado", afirmou o secretário de Defesa Civil do município, Marcelo Silva.

"Chegamos à conclusão de que foi uma cabeça d'água, desencadeando uma enxurrada brusca que trouxe uma grande avalanche de terra, árvores e pedras até as casas que estavam no beira-rio", disse.

Nas últimas 24 horas, choveu cerca de 200 milímetros na cidade, o maior volume observado na estação meteorológica da cidade, que foi inaugurada em outubro de 2002. De acordo com a Defesa Civil, a região ainda tem vários pontos de alagamento.

Os rios Saracuruna, Inhomirim e Capivari e Iguaçu transbordaram, e duas pontes e diversas casas localizadas nas margens foram derrubadas.

A rua Alberta foi completamente tomada pelas águas, e muitas casas no entrono do rio Saracuruna foram invadidas pela lama e desabaram. 

O coronel Robson Melo, comandante do Corpo de Bombeiros de Duque de Caxias, afirmou que "pela amplitude do ocorrido, as consequências até que foram brandas. Poderíamos ter uma tragédia maior caso a chuva não ocorresse durante a madrugada".

Segundo ele os locais mais atingidos do distrito foram Café Torrado, na parte alta do bairro, e a região conhecida como 51, na parte baixa de Xerém, que está praticamente isolada, depois que a Defesa Civil interditou uma ponte danificada no local.

O sambista Zeca Pagodinho está no local para prestar auxílio às vítimas da tragédia.

A prefeitura criou um gabinete de crise para mapear a situação. Um balanço da situação será divulgado no final da tarde.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), vai se reunir amanhã com o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) para discutir medidas emergenciais de combate aos estragos provocados pelas chuvas na região. 

Morador relata estragos após chuvas em Duque de Caxias (RJ)

Em Teresópolis, as sirenes foram acionadas em cinco comunidades com a subida do rio Paquequer. Choveu 126,8 milímetros na região desde as 22h de ontem até às 6h de hoje, o que representa 46% de toda a chuva normal para o mês de janeiro na cidade. No total, 50 pessoas ficaram desalojadas.

Em Pico do Couto, a estação chegou a registrar 59 milímetros de chuva (18% da média). Cerca de 50 pessoas ficaram desalojadas nas localidades do Vale da Revolta, de Perpétuo, Rosário, Caxangá e Pimentel. 

Em Petrópolis, os rios Bingen e Piabanha transbordaram. Houve deslizamento de terra e pedras nos bairros Independência, Siméria e São Sebastião.

Em Angra dos Reis, no sul do estado, oito casas desabaram e há 32 pessoas desalojadas. Choveu cerca de 100 milímetros no local nas últimas horas.

Chuvas devem continuar no Rio

Na mesma região, em Mangaratiba, houve rolamento de pedras na BR – 101 e na Estrada Junqueira. Um muro desabou no local, causando destruição em uma casa, na localidade de Conceição de Jacareí, que foi evacuada pela Defesa Civil. Em Mambucaba, há 172 desalojados, e três pessoas ficaram feridas em desabamentos.

Em Nova Friburgo também chove, mas por enquanto não há registro de alagamentos, deslizamentos ou pessoas desalojadas.

Previsão para amanhã

Segundo previsão da Somar Meteorologia, amanhã (4) continua a chover no Estado, principalmente na região serrana. A tendência é que o solo continue encharcado, o que aumenta o risco de deslizamentos.

No sábado o tempo deve melhorar, mas existe a possibilidade de que chova novamente em alguns municípios.

Chuvas de verão
Chuvas de verão

(Com Agência Brasil)

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