Termina rebelião em Contagem (MG); reféns são liberados e passam bem

Rayder Bragon
Do UOL, em Contagem

  • João Miranda/O Tempo/Futura Press

    Presos fazem rebelião no presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG)

    Presos fazem rebelião no presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG)

Terminou às 16h desta sexta-feira a rebelião no presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG). Os dois reféns foram liberados. A professora Eiana da Silva Zeferina, 48, e o agente penitenciário Renato André de Paula Siqueira passam bem. Os presos aceitaram terminar a rebelião, que começou às 9h dessa quinta-feira (21), sob as condições de que tenham a integridade preservada e de que ninguém seja transferido.

Os cerca de 90 presos iniciaram uma rebelião na manhã de quinta na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte porque estariam insatisfeitos com uma suposta proibição da entrada de grávidas no local para visitarem parentes presos. Além disso, os presos reclamam da atuação da direção da penitenciária e querem ainda a revisão de penas de alguns presidiários.

Oficialmente, a secretaria disse que está ainda apurando a motivação para a rebelião. A penitenciária tem capacidade para abrigar 1.664 presos e, atualmente, tem 1.970 detentos.

O coronel da PM (Polícia Militar) Antonio Carvalho disse que o fator determinante para o fim da rebelião foi promessa de que seria instaurado um processo pela Corregedoria do Sistema Prisisonal para que sejam ouvidas as reclamações dos presos com relação à unidade.

"Foi mostrado para eles [presos] a impossibilidade do afastamento imediato da direção, sendo que o processoseria instaurado pela Corregedoria. Todos eles [preso], serão ouvidos."

Após o fim do motim, policiais militares vasculharam o pavilhão. Foram encontrados até momento barras de ferro, que e também encontraram uma réplica de um revólver calibre 38 feita com alumínio de marmitex.

O sub-secretário do Sistema Prisional, Murilo Andrade, disse que a responsabilidade dos presos na rebelião será apurada pela Corregedoria. Ele não soube precisar quais as penalidades os detentos podem sofrer. O processo administrativo pode durar 30 dias.

Ele confirmou que a Corregedoria vai apurar as reclamações dos presos com relação à direção do presídio. "Será feita uma correição na unidade prisional, para ver se as demandas dos presos é verdadeira ou não", afirmou.

Andrade afirmou que os dois reféns --um agente penitenciário e uma professora-- estão bem.

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